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28 de fevereiro de 2007

ESPAÇO ABERTO

O Eduardo Kuninari, um grande amigo que fiz em Araraquara-SP, leu a primeira parte do cap. 1 da Espaço Aberto (história em vários capítulos que estou escrevendo) e fez alguns comentários, muito pertinentes por sinal, então decidi acatar algumas de suas sugestões e manter algumas coisas. Por isso estou republicando o texto, a história é a mesma, apenas os excessos foram retirados. Aguardo pela leitura e comentários do Du e de outras pessoas também.

Em breve a 2ª parte.
ESPAÇO ABERTO
Uma novela Sci-fi

Capítulo 1 – Perdida (parte 1)
Prólogo

— Iara.

O comandante Ryu Bergman repetia esse nome incessantemente quando foi encontrado sentado em estado quase catatônico na ponte de Lady Jane. A nave estava a deriva no limiar do sistema solar, com muitas avarias, inclusive no sistema de comunicação. Não conseguiria ser encontrada a não ser por obra do acaso, pois estava encrostada em um meteoro.
Lady Jane, um cargueiro espacial de grandes proporções, tinha partido de Júpiter em direção ao Sistema de Alfa Centaury a mais de 10 meses terrestres e não havia dado nenhum sinal, já era dada como desaparecida, um caso perdido.
Na época do desaparecimento do cargueiro, Louis Stendhal, chefe da Agência de Controle do Trafego Espacial pelos Buracos de Minhoca (ACTE-W), disse que provavelmente havia sido um erro do piloto que provocou o desaparecimento da nave espacial dos sensores de verificação de trânsito, conseqüência de um choque ou de sobrecarga dos motores.
O piloto de Lady Jane era o jovem Thomas W. Stauton Jr., filho do grande navegador e explorador Thomas W. Stauton – responsável pelo mapeamento de muitos buracos de minhocas, encontrados 100 anos atrás, em 2050.
O acaso mostraria que Sthendal estava enganado.

Fim do Prólogo

Novembro, 1, 2150 – 23h40m – a bordo da UK-Explorer
Já passava a hora de ser rendido no turno e Juan Carrijo estava impaciente precisando descansar, flutuava de um lado para o outro na torre de observação. O local era apertado, suas paredes compostas por um material transparente possibilitavam que ele enxergasse tudo ao redor, embora não tivesse muita coisa para ser vista. No chão, sob o piso, estavam os equipamentos que o auxiliavam na vigilância e nas pesquisas, com seus monitores coloridos desenvolvidos para projetarem uma imagem tão perfeita que os olhos humanos não conseguem captar todas as nuances de cor. As leituras dos sensores não apontavam para nada estranho.
Juan ainda esperava Pierre para a troca de turno, queria sentir seus pés no chão novamente. Havia apenas uma única seção da nave que possuía um sistema de gravidade. Ele olhou para o lado esquerdo e contemplou o vazio – uma leve sensação de tristeza se abateu sobre ele –, decidiu olhar a direita para o berço dos cometas (Nuvem de Oort), como costumavam chamar a fronteira do sistema solar com o espaço sideral.
Há alguns dias ninguém saia da nave, e já se passara mais de 6 anos que não voltavam para casa. As “férias” na estação Monólito, na órbita de Saturno, será apenas no ano que vem. Juan sentia falta das tortillas, do tango, dos vinhos, do clássico San Lorenzo versus River Plate, das mulheres, do mar e dos amigos. Perdido em pensamentos quase não percebeu que um novo cometa estava nascendo a poucas centenas de quilômetros dali. Ele estava se deslocando de sua órbita normal e mergulhando em direção a um ponto de luz a 30 trilhões de quilômetros dali, ou 3 anos luz, um ponto que as vezes passava desapercebido dos tripulantes e em outras ocasiões era admirado por horas, o Sol. O novo cometa iria gastar o tempo de gerações humanas inteiras para completar sua nova órbita, despejando pelo caminho um registro fragmentado da história do universo, um feixe composto por gases, água, rochas e as sementes da vida. Seus segredos seriam largados ao sabor dos ventos solares e sua calda, assim que começar e se formar, poderá ser contemplada pelos habitantes da colônia de Europa, no micro-sistema jupiteriano, e pela estação Monólito, na órbita de Saturno em décadas.
A poesia do momento afastava a tristeza de Carrijo que logo começou a realizar seus cálculos para prever a rota do novo astro. No entanto, os sensores registravam que esse nascimento não foi natural, o parto foi forçado.
Continua...

26 de fevereiro de 2007

TRAILERS DOS SIMPSONS

Clique na Imagem para ampliar (capturada no Rapadura Açucarada)
Depois de mais de uma década no ar eles finalmente chegaram a telona, Homer, Margi, Lisa, Meg, Barti, Moe, Nelson e outros personagens que conhecemos a longa data protagonizarão cenas hilárias. Será diversão na certa, com as velhas piadas que nos fazem rir sempre e com a crítica afiada – característica fundamental do desenho.

Assisti no YouTube alguns trailers dos The Simpons Movie (estréia em 27/07/07) e decidi postá-los aqui, só para quebrar um pouco a rotina dos Posts “Remakes” e variar um pouco.

Só por esses pequenos trailers já da para cascar o bico. Estão quase todos em Inglês, mas dá para entender alguma coisa, e um deles têm uma legenda em espanhol.

3° Trailer


2° Trailer (versão curta)


2° Trailer (versão longa)


1° Trailer

Cenas do Filme com legendas em Espanhol


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24 de fevereiro de 2007

POST "REMAKE" 2

Este post é para aproveitar duas coisas: minha preguiça em produzir um texto novo (rsrsrsrs) e o fato de amanhã ser a festa de premiação do Oscar 2007. Por essas duas razões e por estar unificando os blogs decidi reeditar este texto no qual fiz uma pequena reflexão sobre a Academia.
Espero que aproveitem...


MISTÉRIOS DO OSCAR
O Oscar deve ser levado tão a sério?

As vezes me faço esta pergunta, por que damos tanta credibilidade ao prêmio da Academia Norte-Americana de Cinema. Tudo bem que este prêmio envolve 90%, ou mais, dos filmes que passam nos cinemas brasileiros e por isso julga, teoricamente, o que de melhor nós também assistimos. Entretanto, nem sempre a crítica especializada concorda com a premiação ou mesmo com as indicações e em uma série de outras oportunidades nós também não. Este ano, por exemplo, era dada como certa a vitória de O Segredo de Brokeback Mountain (Brokeback Mountain, 2005), filme de Ang Lee (O Tigre e o Dragão) que conta a história de dois cowboys, caracterizados no melhor estilo Western, que se apaixonam e vivem uma história de amor sem pieguices e sem vulgaridades. Toda a crítica de cinema brasileira dava como certa a premiação do filme de Ang Lee, mas deu Crash – no limite (Crash, 2004), filme de Paul Haggis. A história gira em torno de uma teoria, a de que na cidade de Los Angeles (EUA) as colisões entre automóveis ocorrem por que as pessoas sentem falta de contato físico e de proximidade com as outras, pois na maior parte do tempo o translado pela cidade feito de automóvel impede este contato, por isso as colisões, intencionais ou não, entre veículos aproxima as pessoas. Daí são apresentados uma série de personagens com seus próprios dramas, alegrias, angústias, etc., que em determinado momento da narrativa se chocam de uma maneira ou de outra. A questão racial também está presente no longa-metragem.
A bem da verdade, nenhum dos dois filmes é um esplendor, não trazem nada novo, edificante ou mesmo ficam marcados em nossa memória ou dão base para as mais variadas discussões, da mesa do bar aos seminários acadêmicos. Porém, assisti-los não é perda de tempo, o Segredo de Brokeback Moutain tem uma fotografia muito bonita.
Se Brokeback Mountain e Crash foram os dois melhores filmes produzidos pelos estúdios estadunidenses, imaginem o “naipe” dos outros? Claro que da média de 400 filmes produzidos anualmente nos EUA, contando os independentes e os feitos para a TV, películas muito interessantes e diversificadas foram projetadas e muitas delas nem sabemos da existência, entretanto, a festa do Oscar premia e seleciona, em sua maioria, produções com maior distribuição e circulação nos cinemas norte-americanos, sobretudo, para as principais categorias.
O Oscar deve ser levado tão a sério? Ainda não tenho uma resposta.


Post de 9/4/06 Originalmente publicado no Fronteiras no Tempo do Windows Live Space

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23 de fevereiro de 2007

POST "REMAKE" 1

Estou iniciando o processo de unificação dos Blogs, por isso estou republicando um texto mais antigo que traz um breve comentário sobre as questões referentes aos universos masculino e feminino e uma crônica do Luís Fernando Verissimo.
O FEMININO E O MASCULINO E VICE-VERSA I
Diferenças e Representações

Que existem diferenças entre os sexos isso é inegável e quase inexorável, tanto do ponto de vista biológico quanto do cultural, sobretudo. Homens e Mulheres se representam de maneiras distintas e têm interesses e gostos específicos e diversos, algumas coisas são ensinadas a nós desde que somos crianças como sendo “coisa” de menino ou de menina, próprias ao gênero. Entretanto, a longa data, desde a invenção do feminino no século XIX (pois até então a vagina era vista como um pênis introjetado), que se criou em diversas áreas, ou esferas da vida, para sermos mais exatos, as definições modernas do masculino e do feminino, do papel que cabe a cada um num mundo mais veloz e mais volátil. Porém, como tudo o que existe, o tempo traz mudanças e pequenas alterações, o lugar do feminino é um dos maiores exemplos, que passou de sexo frágil à independente e igualitário em diversos aspectos, o que, no entanto, não significou uma alteração total na maneira como representamos a mulher e suas necessidades. Os românticos colocaram a mulher, de maneiras diversas nos últimos duzentos anos, como mais sensível, amorosa, fraterna, materna, etc., etc., etc., e mesmo hoje, com o papel cada vez mais forte que a mulher ocupa nas sociedades ocidentais, essa idéia permanece, embora, ressaltamos, com um significado um pouco diferente. As piadas de gênero ou da “guerra dos sexos” trazem em suas linhas muito do que sentem e as representações dos homens e mulheres em relação ao masculino e o feminino e vice-versa.
Hoje, trazemos ao leitor um exemplo bem significativo de textos que tratam de maneira bem humorada e inteligente essa questão. Todavia, devemos dizer que o curioso deste escrito foi o contexto em que estava inserido, ele foi reproduzido em uma revista voltada para o público feminino.

Necessidades Emocionais
Luis Fernando Veríssimo

Histórias da Vida a dois.
Nunca tinha entendido por que as necessidades sexuais dos homens e das mulheres são diferentes. Nunca tinha entendido tudo isso de Marte e Vênus. E nunca tinha entendido por que os homens pensam com a cabeça e as mulheres com o coração.
Uma noite, semana passada, minha mulher e eu estávamos indo para a cama. Bom, começamos a ficar a vontade, fazer carinhos, e nesse momento, ela para e fala:
"Acho que agora não quero, só quero que você me abrace".
Eu falei: "O QUE???"
Ela Falou: "Você não sabe se conectar com as minas necessidades emocionais como mulher".
Comecei a pensar no que podia ter falhado. No final, assumi que aquela noite não ia rolar nada, virei e dormi.
No dia seguinte fomos a um grande hipermecado, do tipo Macro, com muitas lojas dentro dele. Dei uma volta enquanto ela experimentava três modelitos caríssimos. Como não podia decidir por um ou outro, falei para comprar os três. Então ela me falou que precisava de uns sapatos que combinassem, a R$ 200 cada par, respondi que tudo bem. Depois fomos à seção de joalheria, de onde saiu com uns brincos de diamantes. Estava tão emocionada! Deveria estar pensando que fiquei louco, agora penso que estava me testando quando pediu uma raquete de tênis, porque nem tênis ela joga. Acredito que acabei com seus esquemas e paradigmas quando falei que sim. Ela estava tão excitada sexualmente depois de tudo isso; vocês tinha que ver a carinha dela, toda feliz!
Quando ela falou: "Vamos passar no caixa para pagar", tive dificuldade para me assegurar ao falar com ela:
"Não, meu bem, acho que agora não quero comprar tudo isso".
Ela ficou pálida. Ainda falei:
"Só quero que você me abrace".
No momento em que começou a ficar com cara de querer me matar, falei: "Você não sabe se conectar com as minhas necessidades financeiras como homem..."
Acredito que o sexo acabou para mim até o natal de 2007.
FONTE: Inteligência Feminina, Schering do Brasil, n.1, p.15, 2006.
Post de 25/2/06 - originalmente publicado em http://fronteirasnotempo.spaces.live.com/
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16 de fevereiro de 2007

PROGRAMAS DE AUDITÓRIO

Quem nunca sentou na frente da Tv no fim de semana e assistiu um dos famigerados, porém, adorados programas de auditório. Esses programas não são exclusividade da televisão tupiniquim, mas tem uma história muito rica e interessante. Alem disso, essa história se confunde com a da televisão brasileira.

Com certeza você que nasceu nos anos oitenta, como eu, tem uma vaga lembrança de programas como os do Chacrinha e do Bolinha, por exemplo, e com certeza se lembra do início do Domingão do Faustão com suas Olimpíadas e as mesmas e eternas vídeos cacetadas e também do concorrente Domingo Legal do Gugu.

Claro que no meio disso tem muita porcaria e, no geral, não dá para dizer que esses programas sejam bons, mas se este gênero televisivo está tanto tempo no ar, alguma coisa ele deve ter...
se alguém souber me diz...

Graças ao YouTube pude fazer uma pequena seleção desses programas e postá-los ou prostrá-los aqui.

O Pioneiro – Flávio Cavalcanti

O primeiro a ter um juri na TV, ficou mais conhecido pelo seu estilo polêmico e inusitado como, por exemplo, quebrar um Disco dos Mutantes no ar. Saiba mais...
Nesse vídeo Flávio Cavalcanti aparece muito pouco, mas vejam o nipe deste calouro e dos jurados

O Velho Guerreiro – Chacrinha... olha o abacaxi!!!!

Sidney Magal se apresentando em 1987 no Chacrinha… muito tosco

Outros artistas que se apresentaram no Cassino do Chacrinha:
Marina Lima
Adriane Galisteu
Legião Urbana
E muitos outros

Está na hora de você entrar na linha – Bolinha

As patotinhas… alguém lembra disso?

Ô loco meu – Fausto Silva

Olimpíadas do Faustão... para matar as saudades

Domingoooo, Domingoooooo.... – Gugu Liberato

Quadro Quarto do Chaves parte 1 de 2
Parte 2

O Caldeirão – Luciano Angélica Huck

Quadro lata velha no Ceará... transformação de uma limusine caindo aos pedaços em um carro decente.


Fala Garoto!!! – Serginho Groisman

Programa Livre

O Vesgo (Rodrigo Scarpa) do pânico fez uma pergunta para o Vando no programa livre... a cara do moleque já mostrava que ele curtia sacanear.

Altas Horas

Marcos Losekann canta Luize Haltenhoffen no Altas Horas (3/9)

Hahai hihi – O Mestre – Silvio Santos
Silvio Santos toma um banho testando uma das brincadeiras no Topa Tudo por dinheiro... quando criança eu adora esse programa.
Uma sacanagem com o patrão (Drunk Silvio Santos)

Silvio é o cara, dificilmente alguém conseguirá superá-lo. Não assisto aos seus programas, mas admito que ele tem um talento muito especial para a comunicação com a população.

Espero que tenham gostado – FICO POR AQUI

11 de fevereiro de 2007

O NOVO VELHO BLOG

Sejam Bem vindos!!!

Quem está acessando este Blog pela primeira vez deve ser avisado que esta é a última versão do Fronteiras no Tempo. Esta página, se é que posso chamá-la de página, existe em dois outros domínios, Uol e Windows Live Space (ver links a direita). As outras versões serão atualizadas também, no entanto, logo devo fazer uma enquête ou coisa do tipo para descobrir com qual das versões do blog devo ficar, ou eu mesmo escolho e pronto... rsrsrs

Espero que vocês aproveitem e visitem o Fronteiras no Tempo nos outros domínios, aconselho o do Uol pela facilidade de se fazer comentários.

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UMA VIDA EM UM DIA

“Para chegar até a lua”


Assisti ao curta animado de José Guillermo Hiertz pela primeira vez no Rapadura Açucarada, blog de scans de quadrinhos e cultura pop do Eudes Honorato. Algumas informações que colhi dizem que esse vídeo foi produto de um trabalho desenvolvido por alunos do curso de Imagem e Som da UFSCar. Mas vamos ao que interessa o filme.
Jaime, o protagonista, é uma mosca frutífera que nasceu atrasada em relação aos demais. Ele buscará por seus semelhantes e por um sentido em sua vida, porém, o que ele não sabe é que ele tem apenas um dia de vida para se alimentar e reproduzir e completar seu ciclo natural de vida. A busca por alguém e por si próprio é como eu definiria esse filme. A história é muito sensível e vale a pena ser vista.

DO THE EVOLUTION BABY
Pearl Jan


Esse é um dos melhores clips que já vi, lembro me da primeira vez que eu assisti a MTV e de cara eu pude me deliciar com a arte do Todd McFarlane acompanhada dessa música. Muitas vidas em um dia.
Agora que aprendi a postar vídeos do Youtube no blog vou usar e abusar dessa ferramenta.

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