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30 de maio de 2007

SOBRE A TAL BELEZA UNIVERSAL


De uns tempos pra cá estive pensando sobre os tais padrões de beleza e ontem, após ver algumas fotos, decidi fazer um post sobre o concurso miss universo 2007.

Até pouco tempo atrás um excesso de curvas me chamava muito a atenção e mulheres muito magras eu considerava esquisitas, feias, pouco atraentes, porém, de lá para cá comecei a ver beleza na magreza das mulheres, claro que as curvas não podem faltar, mas elas não podem ser acompanhadas por gordura e as magrelas passaram a ser bonitas, atraentes, etc. Ao perceber isso me dei conta que na verdade o que mudou não foi apenas a minha forma de olhar, mas a própria concepção de beleza atual e eu, como qualquer outra pessoa qualquer (tanto homem quanto mulher), passei a admirar outro tipo de beleza. Ser magra passou a ser sinônimo de beleza e, de maneira geral, é considerada ideal.
O tal “lugar para pegar” até pode ser considerado uma qualidade, mas perde espaço. Hoje se perguntarmos a qualquer Zé da vida o que seria uma mulher gostosa ele diria que ela deve ter uma barriquinha tanquinho, seios em pé e uma bundinha redondinha e não mais um bundão tanajura.

As mulheres hoje são as que mais perseguem esse padrão, quem nunca escutou de amiga, namorada, esposa a palavra estou gorda, mesmo que nós dissermos que elas estão ótimas, ainda quando estamos sendo muito sinceros, elas não se dão por satisfeitas. Claro que estou falando de modo geral e conscientemente ignorando os casos específicos.

Não quero dizer que o padrão está certo ou errado, mas que ele mudou, mas o que prefiro é a diversidade.

Vejam a Juliana Paes, por exemplo




Ela “deixou” o padrão “brasileiro” de beleza e adaptou seu corpo a estética internacional, universal, do feminino belo. Um quadril que passava dos 100 cm, hoje, beira os 90 e o rosto que tinha maças mais arredondadas mudou bastante. Porém, mesmo tendo mudado de padrão ela ainda é considerada bonita, o que de fato é. Nós brasileiros aceitamos essa “nova” estética e creio que tendemos a "aderir" cada vez mais a ela, na mídia esse já é o padrão. Outra tendência é a aplicação de proteses de silicone nos seios, a famosa turbinada.

O corpo das grandes Tops do mundo Fashion são todos muito parecidos e o concurso miss universo também adota esse padrão. A mineira Natália Guimarães, 22 anos, ficou em segundo lugar no concurso e a japonesa Riyo Miori sagrou-se como a mulher mais bela do mundo do ano.



Miss Universo 2007

A candidata brasileira


O que chamou minha atenção foi o fato de que a maior parte das candidatas eram parecidas, se algumas não estivessem usando a faixa com o nome do respectivo país seria quase impossível dizer de onde eram ou a qual região pertenciam. Mesmo a candidata da Tanzânia que, pelas fotos, era a mais diferente poderia ser de qualquer região do planeta, excluindo-se o extremo oriente. As candidatas orientais que ficaram entre as cinco primeiras também não eram muito diferentes das outras, exceção feita apenas aos olhos puxados.

As cinco finalistas


Honey Lee, da Coréia do Sul


Ly Jonaitis, da Venezuela

Zaklina Sojic, a Miss Dinamarca

Flaviana Matata, da Tanzânia

O concurso miss universo reflete, e muito, o padrão de beleza atual, ou pelo menos o veiculado pela mídia, atrizes “holiwoodianas”, modelos, cantoras, etc., seguem este padrão mainstream. E determinados traços são cada vez mais comum em anúncios publicitários em qualquer lugar do mundo. Vi em uma entrevista com uma modelo outro dia que o fato da mulher ser magra contribui para que haja ângulos retos nas fotos, o que atenderia a atual estética da propaganda fotográfica.

reparem nos tipos físicos, existe diferença? E os cortes de cabelo?

Essa foi a primeira miss universo


No entanto não há como negar que essas mulheres são bonitas, mas são as "mais bonitas" por que nosso atual parametro "universal" de beleza assim o diz e nada impede que daqui a alguns anos isso mude.
MENINAS SER DIFERENTE TAMBÉM É BONITO

Acho que é isso, comentem

Link para ver fotos dos rostos das mulheres eleitas como as mais belas do mundo da década de 50 até o ano 2000.
http://www.geocities.com/SouthBeach/Palms/7793/mugallery.html

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16 de maio de 2007

SOBREHUMANO (3° EPISÓDIO - 1ª PARTE)




Episódio 3 – Posso ver o passado?

1ª parte

Tudo estava escuro, fazia muito frio ao mesmo tempo em que um calor intenso tomava conta dos sentidos. Vincent acabara de recuperar a consciência, mas ele não conseguia definir se estava de pé ou deitado, de frente ou de costas, todas as referências de espaço foram perdidas, como se o vidente estivesse flutuando em um grande, quase infinito, espaço vazio.

A “sala dos mistérios” já não existia, Skyline há muito fora destruída, oceanos haviam secado e o sol, agora uma gigante vermelha, já engoliu Mercúrio e Vênus. Num piscar de olhos o primeiro ser pluricelular deixava os mares e iniciava sua longa jornada – não planejada, mas dominada completamente pelo acaso.

Vincent estava perdido no fluxo do Tempo, futuro e passado iam e viam, se misturavam, davam origem a séries infinitas de eventos possíveis na cadeia de possibilidades que se perpetuavam ad infinito. A mente do místico não conseguia captar tudo o que estava acontecendo, a ausência de lugar e de tempo era insuportável. As memórias de outra criatura invadiam e se mesclavam com suas próprias lembranças.

Ele tremia da cabeça aos pés, em uma convulsão desgovernada e acelerada, nenhuma dor, nenhuma sensação, ele não sentia nada. Suas mãos tentavam se agarrar em algo, mas não havia onde se agarrar. Descargas elétricas de seu cérebro tentavam controlar o movimento descontrolado de seu corpo, um líquido quente e viscoso jorrava pelo nariz, os olhos, então começaram a arder, a cabeça por um pequeno instante doeu como se tivesse sido atingida por uma grande e pesada bigorna que espalhava os pedaços de ossos do crânio por toda a parte. A escuridão persistia.

Um grito agudo, seco e inumano rompeu o silêncio...


***
Em Londres o silêncio de Papillon apenas confirmava que as notícias eram verdadeiras. Os generais da Corte descordavam sobre os rumos a serem tomados. Com Abraham, que não era um general, mas o homem de confiança de Deus eles eram nove. Cada um deles comandava as forças que tutoravam os estados que foram considerados por Papillon inaptos para auto-governar-se. O mundo estava dividido em duas frentes: Estados aptos e Nações pertencentes a Corte, os “representantes terrenos” de Deus.

Metade dos generais estava com Liu, admitir que Papillon não estava mais entre nós, que ele transcendeu para um estágio verdadeiro de divindade, sem admitir que ele foi atacado e aumentar ainda mais o domínio militar sobre as regiões tutoradas.

Os outros quatro, em especial Marco, responsável pelo policiamento da região latina (que se estende do México até a Venezuela) e um dos comandantes mais competentes, acreditava que o poder deveria ser dividido entre os generais em novas zonas de controles (todas já definidas por esses militares) e novos Estados deveriam ser fundados, além disso, uma caçada aos assassinos de Deus deveria ser decretada e se novamente um país quisesse se opor ao poder da Corte deveria ser completamente destruído para servir de exemplo.

Abraham permanecia em silêncio, os generais estavam exaltados, ele como era um intelectual já arquitetava algo, não deixaria escapar a oportunidades e manter sob seus auspícios o mundo que ele e Papillon haviam construído, ou melhor, que estava em construção.

A hora de se pronunciar estava chegando
***
O grito ainda ecoava pelas paredes quando Maria Cruz, noiva de Vincent, invadiu a sala dos mistérios com uma vela na mão. O único ponto luminoso vinha da brasa da mirra que ainda queimava. O pequeno braseiro não era capaz de iluminar muita coisa, a claridade produzida pela chama da vela evitou que Maria tropeçasse em Mohamed, que estava no chão desacordado.

A jovem morena de ascendência latina ajoelhou-se e tocou no hindu, ele estava gelado, mas ainda respirava, seus pulmões se enchiam de ar bem vagarosamente e o movimento da respiração mal conseguia ser percebido sob a camisa branca de seda levemente rasgada. A mulher com a mão tremula aproximou a vela do rosto de Mohamed, a boca estava levemente aberta e seus olhos estavam escancarados, ela tocou em algo estranho no rosto do homem e aproximou ainda mais a chama e percebeu que os olhos do homem sangravam.

Ela chamou por Vincent e não obteve resposta, seu coração que já estava acelerado pelo som do grito inumano escutado a poucos segundos atrás disparou desenfreadamente, ela não sabia o que esperar e muito menos o que estava acontecendo, suas pernas começaram a tremer e ela não conseguiu ficar de pé, engatinhando percorreu os poucos metros que deveriam separar Vincent de Mohamed, na apertada “sala dos mistérios”, sua angústia aumentou ainda mais quando ela percebeu que Vincent não estava lá

Fim da 1ª parte
Continua...

11 de maio de 2007

PIADA INFAME RETIRADA DO FUNDO DO BAÚ




Estava fuçando meu e-mail esses dias e redescobri na pasta com as mensagens enviadas uma piada que enviei a muitos amigos (prática que não doto mais - a de enviar coisas aleatórias por e-mail) em agosto de 2004. O título que coloquei na mensagem foi “A piada do ano”, não sei se foi a mais engraçada que li, mas com certeza uma das que sempre dou gargalhadas quando leio ou conto, mudando um ou outro detalhe (dependendo do público). Bem, o post de hoje é justamente um copia e cola do e-mail para o blog dessa anedota. Acho que alguns já conhecem, independentemente disso eu recomendo.



Aproveitem e mijem nas calças...


UM AVIÃO VEM DESCENDO DESGOVERNADO. VAI CAIR. GRAÇAS À HABILIDADE DO PILOTO, CONSEGUE POUSAR NA FRENTE DA PUC. PASSADO O PÂNICO, OS PASSAGEIROS COMEÇAM A DESCER PELAS ESCADAS. TUDO PARECE RESOLVIDO, QUANDO UM TÁXI DESGOVERNADO ATROPELA SEIS PASSAGEIROS, QUATRO MORREM. JÁ PRESO, O MOTORISTA VAI AO INTERROGATÓRIO:
- E AÍ RAPAZ, O PILOTO DO AVIÃO EVITA UMA CATÁSTROFE E TU MATA 4 PASSAGEIROS! COMO É QUE TU NÃO VIU AQUELE AVIÃO A JATO NO MEIO DA IPIRANGA?
- DOUTOR, EU PEGUEI UM CASALZINHO LÁ NO SHOPPING, ELES ENTRARAM NO TÁXI E COMEÇARAM O MAIOR AMASSO QUE EU JÁ VI, MAS EU ALI 100% DE ATENÇÃO NO TRÂNSITO.

- SIM, E O QUE ISSO TEM A VER?

- BEM, ELE TIROU A BLUSA DELA E SE GRUDOU NOS PEITOS, E EU
SÓ ALI NO ESPELHINHO NÉ, 90% DE ATENÇÃO NO TRÂNSITO, ENTÃO ELA ABRIU O ZÍPER E CAIU DE BOCA NO RAPAZ, E EU ALI 40% DE ATENÇÃO NELES E 60% NO TRÂNSITO.
- TÁ E AÍ?
- BOM, MAIS OU MENOS ALI PERTO DO QUARTEL ELA TIROU O PAU DA BOCA E APONTOU PRA MINHA NUCA, ENTÃO FIQUEI COM 90% DE ATENÇÃO NELES E 10% NO TRÂNSITO. DEUS ME LIVRE NÉ DOUTOR, DEI UMA OLHADA NO ESPELHO, O RAPAZ LEVANTOU, OLHOU PRÁ MIM E GRITOU: - OLHA O JATO!!!!
- A ÚNICA COISA QUE PUDE FAZER FOI ABAIXAR A CABEÇA, E DEU ESSA MERDA TODA, POIS PENSEI QUE ERA O JATO DA PORRA, MAS ERA A PORRA DO JATO


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9 de maio de 2007

CAPA SOBREHUMANO

O Snuckbinks, parceiro no projeto de quadrinização de sobrehumano e do Fronteiras com seu PlanoB produziu uma capa para a 1ª revista da saga (bem, melhor dizer história...rsrsrs) Sobrehumano, baseando-se no roteiro que fiz para a quadrinização do episódio piloto. Confira o trabalho e acesse o link para a leitura do roteiro.

Confira o Roiteiro no F.A.R.R.A.

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4 de maio de 2007

Z`INGUÍCIO

Aviso aos navegantes: Domingo é meu aniversário e meu computador vai "pro conserto" (a fonte interna queimou e amanhã ou segunda vou atrás de uma nova), se não aparecer um novo post por aqui esses são os motivos, mas assim que a situação melhorar volto contudo e até o talo.

Agora ao Post de hoje.

Mais um Vídeo de Elinaldo Meira, colega de trabalho e amigo de outras horas. Ele enviou um link com sua mais nova produção áudio visual com um pequeno artigo e na falta de melhores palavras posto tanto o filme quanto o texto.

Z'Inguiço


Direção e Produção: Elinaldo Meira
Fotografia: Elinaldo Meira e Ana Carolina Mundim
Ano de produção: 2007

“Se há um começo para este cutíssima-metragem foi dado pelo caipira-violeiro Nestor José Cassiano, em sua terra conhecido por Cassianinho. Entrevistava-o para um documentário, o qual ainda estou a finalizar, quando em uma moda disse a inquietante palavra "enguiço". Há tempos não ouvia esta palavra, e quando a ouvia era apregoada aos enguiços de um carro, de uma tomada elétrica ou qualquer outra coisa mecânica; às coisas da vida, confesso que "enguiço" não havia ouvido correlacionada. Não bastasse isto, 'enguiço' não era qualquer 'enguiço', era 'z'inguício', ou seja, era entoada de um modo especial, pluralizada ao bel jeito caipira de lidar com a nossa língua. E assim 'z'inguício' era 'os enguiço'. É este, então, o primeiro começo do vídeo.

Uma vez inquietado por esta palavra, só restava eliminá-la de minhas idéias, e para eliminar algo de ordem abstrata presente em mim, só criando outra coisa que comungasse desta mesma ordem. Fucei em meio a algumas imagens que tinha realizado em parceria com a bailarina Ana Carolina Mundim, as quais tinham como destino a criação de um vídeo-dança para um festival do Itaú Cultural. Não servindo a este propósito, reservei-as. O fato é que elas – as imagens – foram lentamente se "desenguiçando" para a criação de Z'Inguício. Aí foram surgindo outras coisas sobre as quais gostaria de matutar: os vazios, as tristezas humanas, nostalgias, devaneios, os conflitos do cotidiano. A isto juntei a moda entoada pelo violeiro Cassianinho até porque ela projetava em contraste com a música do pessoal do grupo À DERIVA um confuso, mas necessário, choque rítmico.

Há mais uma coisinha, o círculo, elemento constante neste vídeo, ora representado pela bolinha de gude, ora pela lua, ora pelo movimento circular de bailarina. Pequena síntese do todo, sem lados, sem fim. É a minha breve compreensão. Convido cada um a pensar sobre o modo como queira entender o círculo, sua forma e função, os seus 'z'inguício'.

No mais, nada mais.

As músicas presentes no vídeo, exceto a cantada por Nestor José Cassiano, são da interpretação do grupo musical À DERIVA. Vale ouvi-los! Consulte o site: http://www.musicaaderiva.com.br/. Os integrantes do grupo são: Daniel Muller, Guilherme Marques, Rui Barossi e Beto Sporleder. Há dois trechos de músicas no vídeo Z'Inguício, são elas: 'Silêncio II' e 'Silêncio III', ambas de Beto Sporleder.

Abraço forte!”

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