Páginas

30 de junho de 2007

COM UMA PEQUENA AJUDA DE MEUS AMIGOS




Kevin, Paul, Winnie e Cia Ltda, quem nunca ouviu esses nomes antes? Pois é, quando lembramos do seriado Anos Incríveis é impossível esquecer a música de abertura “With a Little Help From My Friends”, interpretada por Joe Cooker em parceria com o guitarrista Jimmy Page do Led Zepelim.

No entanto, percebi que muitos amigos desconheciam que essa música foi composta pelos Beatles, sendo a segunda faixa do álbum “Sgt Pepper’s Lonely Hearts Club Band”, de 1967.

Joe Cocker fez uma versão, que por sinal no Brasil ficou mais famosa que a original, com uma levada mais voltada a Soul Music e com guitarras mais envenenadas. Em Sgt Pepper’s quem fez o vocal foi o Ringo Starr.

Abaixo tem três vídeos: o primeiro contem a versão original da canção e imagens compiladas de vários momentos da banda inglesa; o segundo veio direto de Woodstock, não o primeiro, mas o de 1969, com Cocker no vocal, e o último também traz o cantor em show realizado nesse século.

Logo após os vídeos tem a letra da música e se alguém quiser escutá-las pode ir do lado direito desse blog dar Play, esperar carregar e se divertir também.

Acho que é isso


Versão Original – The Beatles



Versão Joe Cocker


Joe Cocker Live at Woodstock 1969


Joe Cocker em 2002



Whit A Little Help From My Friends

What would you think if I sang out a tune,
Would you stand up and walk out on me?
Lend me your ears and I'll sing you a song,
And I'll try not to sing out of key.
Oh, I get by with a little help from my friends,
I get high with a little help from my friends,
Going to try with a little help from my friends.

What do I do when my love is away?
(Does it worry you to be alone?)
How do I feel by the end of the day?
(Are you sad because you're on your own?)
No, I get by with a little help from my friends,
yes, I get high with a little help from my friends,
oh, I’m gonna try with a little help from my friends.

Do you need anybody? I need somebody to love.
Could it be anybody? I want somebody to love.

Would you believe in a love at first sight?
Yes, I'm certain that it happens all the time.
What do you see when you turn out the light?
I can't tell you, but I know it's mine.
Oh I get by with a little help from my friends,
yes, I get high with a little help from my friends,
oh, I’m gonna try with a little help from my friends.

Do you need anybody? I just need someone to love.
Could it be anybody? I want somebody to love.
Oh I get by with a little help from my friends,
yes, I get high with a little help from my friends,
oh, I’m gonna try with a little help from my friends.
Yes, I get by with a little help from my friends,
with a little help from my friends.
Acompanhe a música lendo a letra


FICO POR AQUI

28 de junho de 2007

ÓTIMO DIA PARA ATUALIZAR SEU MAPA ASTRAL




Posto hoje um outro texto do primeiro e, até o momento, único colunista desse blog, o Manuel. A redação é muito boa e o texto conduz suavemente o leitor do início ao fim, vale a pena conferir.

Aguardo os comentários


HORÓSCOPO DO DIA
Manuel Cunha Pinto



Percebi algo de estranho com minhas pernas. Olhei-as por debaixo da mesa. Estavam tremendo como se estivesse na Sibéria, mas fazia qualquer temperatura acima de 30 graus. Pus a mão direita no peito, o coração batia exageradamente rápido. Tenho certeza que se existisse corrida de corações, naquela hora o meu cravaria a pole position. Fiquei com medo de ter um infarto. Seria o primeiro piloto da história a morrer por causa de uma simples quebra de motor. Em sete anos de firma, é a primeira vez que me apaixono. E a quarta em que ela passa por mim só nesta manhã. Numa das ocasiões, me deixou um “Bom dia”. Nas outras, só um cheirinho de banho tomado. Qual seria o xampu? Percebi a gravidade da coisa quando o office-boy conseguiu me vender uma rifa de um ovo de Páscoa. Na cartela, ao invés de números havia uma infinidade de nomes femininos. Como garotas adolescentes em bailinhos, estavam à espera da escolha de algum rapaz. Cecília. “Vamos dançar?” “Perdão, senhor?” “Nada, nada. Ta aqui o seu dinheiro, garoto”. E eu nem mesmo gosto de chocolate.

Antigamente eu ocupava a minha atenção com outras coisas. Nada de interessante na maioria das vezes, mas podia ser. Certa manhã, lia um colunista da Folha de São Paulo discursar profundamente sobre o próprio fetiche com a estética dos livros. Ao mesmo tempo, o locutor da rádio anunciava o novo caso da Daniela Cicarelli. Parei um minuto e pensei: rapaz, isso que é paradoxo! Com freqüência também reparava no meu comportamento. Percebi que constantemente levava a Caras para o banheiro. Acho que inconscientemente é porque combina com a atividade.

A chegada de uma nova e linda colega agitou o ambiente de trabalho. E isso me incluía. O negócio é que aquilo tudo era muito estranho para mim. Não tinha família. Fazia séculos que não me relacionava com ninguém. Era como se a minha parte afetiva estivesse em coma há muito tempo. Já não tinha a menor idéia de quanto custava um botão de rosa. Refleti sobre o que havia feito de errado no meu último romance. Besteira. É como ler o horóscopo do dia anterior. Hora de olhar para frente. Mais precisamente para o departamento de vendas. Lá, Cecília tentava vender títulos de capitalização a alguém que nem imaginava o tanto que ela era bela. Do outro lado da linha, essa pessoa não via a graciosidade das suas sobrancelhas arqueadas quando não entendia alguma coisa. E eu não entendia como aquilo estava acontecendo comigo.

Resolvi fazer um movimento. Só não sabia qual. Sentia-me enferrujado. No fim do expediente, quando todos foram embora, fui pesquisar. Andei até a mesa de Cecília. Ao lado do computador, dei de cara com uma foto desanimadora. Encostada numa árvore, ela abraçava um homem mais velho, vestido com trajes militares. Eu não tinha chance alguma. Ela gostava de homens fardados. Estava fadado a ficar sem ela. Não a culpo. Quem possivelmente se interessaria por alguém que faz um trocadilho desses? Virei as costas e fui para casa.

No dia seguinte, havia um bilhete em cima da minha mesa. Letra de mão. “Estava indo embora quando vi você rondando a minha sala. Me escondi atrás da estante para ver o que aconteceria. Não é assim que se faz, Otávio. É só você me chamar para jantar que eu aceito. Ah, o homem na foto é meu pai. Ele é bravo, pode se preparar”. E eu sorri com a alegria de quem sabe que vai ter um dia espetacular.


FICO POR AQUI

21 de junho de 2007

EU SÓ PEÇO A DEUS UM POUCO DE MALANDRAGEM



Não farei muitos comentários no post de hoje, apenas algumas considerações breves. No álbum Veneno Antimonotonia, de 1997, Cássia Eller cantou várias canções de Cazuza, o resultado é muito bom, como se as músicas fossem todas dela. Essa era a maior virtude dessa interprete, pois suas versões e interpretações carregavam sua marca, sua personalidade musical, que tinha por características o cantar gritado, com a veia do pescoço estufada e com passagens que alternavam uma doçura quase inacreditáveis para uma roqueira, embora ela seja o tipo de cantora que é difícil ser enquadrada em um só estilo musical, o que, ao meu ver, é uma grande qualidade. Foram essas marcas que a fizeram grande.

São vários os exemplos de canções que na voz de Cássia Eller ganharam a sua marca e que deram a impressão de terem sido feitas para ela, como “Por Enquanto” do Legião Urbana, “Luz dos Olhos” e “Segundo Sol” do Nando Reis, que foi provavelmente o grande parceiro musical da carreira desta tão saudosa cantora, entre tantas outras, vide o seu Acústico MTV. Quanto ao Cazuza, creio que os cometários sejam desnessários.

Acho que é isso, o arquivo está compactado e dividido em duas partes, espero que aproveitem bem o som.

VENENO ANTIMONOTONIA (1997)

Formato: mp3
Qualidade: 128 Kbps
Arquivo: .rar
Tamanho: 1ª Parte 30,720 KB; 2ª Parte 14,174 KB


FAIXAS
1. Brasil
2. Blues Da Piedade
3. Obrigado (Por Ter Se Mandado)
4. Menina Mimada
5. Todo Amor Que Houver Nessa Vida
6. Billy Negão
7. Bete Balanço
8. A Orelha De Eurídice
9. Só As Mães São Felizes
10. Ponto Fraco
11. Por Que A Gente É Assim?
12. Preciso Dizer Que Te Amo
13. Mal Nenhum
14. Pro Dia Nascer Feliz
Download (4Shared)
FICO POR AQUI

17 de junho de 2007

NOVIDADES NO BLOG: ESTRÉIA DO PRIMEIRO COLUNISTA

Quando reativei o Fronteiras no Tempo no MSN Space, atual Windows Live Space, há pouco mais de um ano tinha em mente praticar a escrita e abrir espaço para que outras pessoas também publicassem seus textos, tornando o blog em uma espécie de revista cultural. A pretensão não é mais tão grande assim, mas para minha grata surpresa surgiu uma boa oportunidade para abrir espaço para colunistas, ou colaboradores, para este blog.

O Manuel Cunha Pinto, graduando em jornalismo, me enviou algumas de suas crônicas e contos, após eu ter pedido a ele para publicar seus textos aqui no Fronteiras. Agradeço a cordialidade e posso dizer que para mim é um prazer tê-lo como o primeiro colunista deste blog.

Em breve devo colocar uma coluna à direita com um pequeno perfil dos “colunistas” e deixar um e-mail para contato para os interessados em publicar seus textos.

Chamo a atenção para a qualidade narrativa deste texto e, em especial, para seu desfecho.

Espero que apreciem e comentem.




O DIA EM QUE MEU DEDO FICOU VERDE
Manuel Cunha Pinto

Acordo assustado. Ainda não me acostumei com esse despertador. O outro eu havia destruído com um só golpe no mês passado. Fiz o que um ditador tem que fazer. Ele cometeu o crime mais grave na minha República Não-Democrática do Sono: me acordou às sete da manhã no domingo. Domingo! E eu o executei friamente. Mas dei o direito a um enterro digno no lixo do banheiro, não sem antes doar seus órgãos ao controle remoto da televisão, que precisava urgentemente de pilhas novas. O despertador novo tinha um olhar acusador. Insinuava que no caso da pena de morte do colega o erro foi meu. Mas estou certo de que o desativei na noite anterior. Que porcaria é essa? Ditador não justifica nada. Tenha paciência! Aposto que Fidel Castro nunca teve que passar por isso.

Coragem. Um, dois, três, vai. Enfim saio da cama. O braço esquerdo está dormente. Odeio quando acontece. É triste ver que há um membro mais preguiçoso ainda, numa corporação já cheia de molezas. Vai batendo nos objetos no caminho até o banheiro, aquela sensação estranha. O desespero para que volte ao normal. Eu repreendo a sua conduta. “Só mais cinco minutinhos”, ele pede. Para mim o assunto já está encerrado, e a vida do braço retorna antes que eu termine de fazer xixi. Não que faça qualquer diferença nessa hora, afinal eu sou destro. Mas isso não vem ao caso. Quando fui pegar minha escova de dente, já livre de qualquer sono, me segurei para não cair de costas. Por um segundo cheguei a pensar que estava sonhando, tamanho o absurdo da cena. Senhoras e senhores, meu dedo anular estava verde. A primeira reação foi abrir a torneira e esfregar com água e sabonete. Não, não era tinta.

A dúvida às vezes é pior que o fato em si. Por que diabos alguém amanhece com o dedo verde? Várias hipóteses. Poderia ser um vestígio de algum contato com seres extraterrestres. Isso. Fui abduzido durante a noite e submetido a várias experiências, que deixaram seqüelas no dedo. Bom, parece pouco provável. Pensei em gangrena, mas então era para o dedo estar preto, e não verde. Deixa ver. Talvez estivesse comendo muita verdura, assim me transformaria aos poucos num vegetal. Acho que levei muito a sério a frase daquele fortão no programa de tevê: “Você é o que você come”. Ridículo. Sentei na frente do computador para pesquisar sobre o caso. Acessei o site de busca e coloquei: “dedos verdes”. O máximo que consegui foi um filme sobre um presidiário que se transforma no guru da jardinagem. Realmente, aquilo não podia acontecer comigo, era mesmo coisa de filme.

Liguei para o trabalho e disse que ia faltar. Falei que estava doente. Não revelei a causa verdadeira, senão teriam certeza que eu estava doente. Marquei uma consulta com um médico da vizinhança. Era meio dia, verão, e eu tinha luvas de couro preto nas mãos. Lembrava aqueles assassinos que não querem deixar vestígios de impressões digitais. Andava rápido pela calçada quando uma nuvem resolveu sair do caminho do sol. Meu rosto se iluminou. De repente tudo aquilo fazia sentido: o dedo anular verde, especificamente na mão esquerda. Senti-me um enxadrista a observar o xeque-mate. Procurei o orelhão mais próximo e liguei para ela: “Meu bem, acho que não estou preparado para casar”.

15 de junho de 2007

SOBREHUMANO - 3º EPISÓDIO (2ª PARTE)


Episódio 3 – Posso ver o passado?
2ª Parte
Skyline City continuava na penumbra, o apagão durava mais de uma hora. Nos bairros distantes do centro murmúrios e pequenos distúrbios começavam a ganhar corpo. O clima estava tenso.

Na parte sul da baía da cidade, na Zona Portuária, em uma praia da cidade pouco freqüentada a lua iluminava discretamente um casal jovem de pouco mais de vinte anos que estavam sendo levado pelos impulsos hormonais. O leve som das ondas quebrando na orla criava um ambiente interessante, a areia grossa penetrava entre os dedos dos pés, a aspereza do muro alto que separa a avenida da praia contra as costas da moça já nem era mais percebida.

O rapaz já estava com as calças no meio dos joelhos, as coxas da mulher mexiam e o roçavam de maneira frenética, a pele dela era macia, coberta por pequenos e delicados pêlos descolorados ao sol, os dois estavam prontos para o ápice daquele amasso.

Ela, voluptuosa, estava ofegante, erguia ainda mais sua saia e desamarrava lentamente a calcinha nas laterais enquanto tinha seus seios quase devorados. Tudo estava pronto, era hora.

A poucos metros dali um homem obeso observava com um binóculo de visão noturna – e muito excitado – o casal, um espelho estava no chão para que ele pudesse enxergar seu pênis para se tocar, a poucos minutos atrás ele se levantou por que a luz havia acabado e não poderia mais usar o computador.

Na praia, a moça tirava do bolso da camiseta do amante a camisinha e com grande habilidade abriu a embalagem e já estava pronta para colocar quando a terra começou a tremer. Um abalo sísmico de pequenas proporções, mas suficiente para assustá-los. Acompanhando o tremor um ponto luminoso surgiu no meio da praia e rapidamente ganhou mais intensidade chegando a um brilho intenso, descomunal, iluminando toda a praia e alguns navios atracados a poucos quilômetros dali. O casal ficou muito assustado e Pyscho Crush que os observava pelo binóculo levava as mãos aos olhos e usou todos os palavrões que conhecia para expressar a dor.

Com a mesma rapidez e intensidade que surgiram o brilho e o tremor desapareceram. No epicentro do clarão estava um homem, caido com o rosto contra a areia, desacordado e completamente nu.

Fim da 2ª Parte
Continua...

LinkWithin

Related Posts with Thumbnails