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31 de março de 2009

ESSE BLOG VALE OURO

Faz algum tempo que fomos agraciados pelo blog parceiro Quadrideko com o selo ESSE BLOG VALE OURO. Agradeço a esse parceiro tão especial. Engraçado que essa parceria ganhou corpo e cumplicidade com a troca de links de postagens sobre a reforma ortográfica que ambos publicamos. Veja como a coisa engrenou aqui.

Como todo bom prêmio que se preze indico alguns blogs para subirem no pódio ao nosso lado

Dizforme

HTMHelen

Vintage69

Plano B

Delirium Tremens

Olho de Prata

30 de março de 2009

O FUTEBOL EM NOSSAS VIDAS


Mais uma da série Ctrl C + Ctrl V

Estudo aponta que regras do futebol tem plasticidade simbólica, por serem também representações sociais

Especiais

Regras do futebol-arte

14/1/2009

Por Por Alex Sander Alcântara

Agência FAPESP – Quando o assunto é futebol, o foco se centra nos times, nas habilidades individuais dos jogadores e no caráter espontâneo que dão ao público – pelo menos é o que sempre se espera – o futebol-arte. Ou seja, a ênfase está no processo de formação das representações em torno do esporte.

Mas, de acordo com um estudo publicado na revista Horizontes Antropológicos, que analisou as regras do futebol, as disposições para a prática do esporte como arte ou espetáculo deveriam ser observadas para além das faculdades da sensibilidade.

De acordo com o autor do artigo, o antropólogo Luiz Henrique de Toledo, professor adjunto da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), as regras possuem plasticidade simbólica, por serem também representações sociais.

Ao analisar as regras, abre-se a possibilidade, segundo ele, de uma “abordagem conceitual mais plural, no sentido de verificar os limites, os alcances e as opções que estão na base de algumas das interpretações mais correntes”.

“As representações em torno do futebol partem da percepção imediata da sensibilidade que se traduz na disposição corporal para o jogo, mas elas estão também em outras regiões para além da prática, isto é, nas regras”, disse à Agência FAPESP.

O pesquisador aponta que a análise das regras é um tema muito rentoso do ponto de vista antropológico porque não parte de representações já cristalizadas, dos fatos já dados. “As regras não formariam um lugar seguro e objeto somente de especulação juralista, devem, isso sim, ser vistas como relações sociais na forma comprimida”, disse.

“As regras do futebol chegaram aqui praticamente com o esporte e, como em outros lugares, foram aclimatadas à configuração sociológica local, recebendo interpretação original a alguns de seus preceitos”, apontou o autor do livro Lógicas no futebol (Hucitec, 2002), publicado com apoio da FAPESP.

Toledo cita como exemplo a interpretação sobre o “tranco na disputa da bola”, recurso legítimo que, no Brasil, foi durante muito tempo pouco valorizado.

Segundo ele, não faltaram advertências da crônica esportiva desde os anos 1930, que condenavam o uso vigoroso do corpo na disputa pela bola, visto como um defeito grave dos praticantes e fator que condenava o futebol brasileiro diante das disputas internacionais.

“A elite desportista, ainda presa aos desígnios de um processo de civilização que censurava o uso do corpo como linguagem, o condenava como simples falta de decoro; de outro lado, muitos desportistas oriundos das classes populares, sobretudo de origem negra, esquivavam-se ou evitavam o uso do tranco, pois o enfrentamento direto com os possíveis egressos das elites em campo de jogo multiplicava ainda mais as formas do preconceito, agora transfiguradas no domínio dos embates esportivos”, explicou.

“Mas essa recusa em jogar com mais virilidade corporal, ou seja, uma leitura ou interpretação errônea da regra, pode ter estimulado um uso mais original do corpo no trato da bola e introduzido novos intervenientes no jogo, como o drible”, disse.

Futebol-arte

O estudo elencou 17 regras que viabilizam uma partida de futebol tanto do ponto de vista competitivo como da fruição estética. Para a análise, o autor utilizou sumários de livros de regras e manuais de arbitragem.

“Nos sumários, as regras aparecem condensadas e fiquei curioso em saber como poderia reagrupá-las em um sentido mais sociológico, quer dizer, tirá-las do descanso da reificação a que são submetidas, dissolvê-las novamente no fluxo da vida e trazê-las para o interior da dinâmica social. As regras estão para além do formalismo da sua escrita e para além da internalização e explicação mecânicas, tais como aparecem aludidas no senso comum”, disse.

De acordo com o pesquisador, pesquisas anteriores pouco problematizaram o tema, que tem sido tratado com metáforas de outros tipos de regras, como as que prescrevem a dinâmica na política, por exemplo.

“Nesse sentido, as regras condensariam historicidades, processos e simbolizações e uma aproximação desses preceitos ao mundo das ações sociais, do vivido e das classificações simbólicas dentro do campo esportivo as tornaria menos suscetíveis às frequentes reificações a que são submetidas”, disse.

Para Toledo, é preciso ampliar o olhar em torno dessa poderosa narrativa sobre a representação em torno do futebol-arte. “Para pensar nessas representações que mobilizam grande parte, senão todo o discurso em torno do futebol jogado no Brasil, abordado como uma construção imaginativa poderosa, precisamos problematizar a noção de que ele viceja somente por intermédio da destreza, inclinação ou suposta ‘qualidade inata’ que revelamos na prática desse esporte”, destacou.

Para ler o artigo Jogo livre: analogias em torno das 17 regras do futebol, disponível na biblioteca on-line SciELO (Bireme/FAPESP), clique aqui.

25 de março de 2009

UM POUCO DE POESIA NO AR




Não é que o BlogUpp! pode nos reservar surpresas agradáveis.

Pois é.

Cliquei no link do blog Rayos de Luna, da blogueira/poetisa sergipana Raiana Reis. Li suas poesias e encontrei um vídeo produzido com uma de suas poesias, achei belo e decidi compartilhar com vocês.

Confiram o vídeo e visitem o blog clicando na imagem no topo do post.

Quero descobrir com você




FICO POR AQUI - CALO

18 de março de 2009

POST “REMAKE” 3 – COM UPGRADE (REPOSTAGEM)

Para continuar no clima musical que tomou conta do blog essa semana trago hoje mais um da série de posts com links que expiraram e foram recuperados.

Originalmente publicado em 18 de abril de 2007


Publiquei em dezembro de 2005, no Fronteiras no Tempo do Windows Live Space, um post sobre o Álbum Ney Matogrosso Interpreta Cartola e decidi republicá-lo, agora com uma diferença, existe uma opção de Download das músicas em Formato mp3. Os arquivos servem apenas para divulgação. Os arquivos não devem ser vendidos ou utilizados em qualquer outra atividade que gere lucro.

Espero que aproveitem o texto e o som.

FICO POR AQUI - o remake do remake o que seria?



AINDA É CEDO AMOR...
Encontro de grandes

A Universal Music está relançando o álbum Ney Matogrosso interpreta Cartola (2002). Ele está sendo vendido nas Lojas Americanas a R$ 9,90. É uma ótima oportunidade para obter este álbum tão bem feito, em todos os sentidos (letras, música, voz, arranjos, etc.), além disso, ele reúne dois grandes: um compositor e um interprete.


No último post do meu 1° Blog (http://fronteirasnotempo.blig.ig.com.br/) escrevi sobre a coletânea da millenium do Ney Matogrosso. De lá para cá minha admiração pela qualidade de sua interpretação só aumentou, o penúltimo álbum Vagabundo (2004), feito em parceria com Pedro Luis e a Parede, é muito bom e tem como ponto forte o sucesso de mesclar as inovações trazidas por Pedro Luis, demonstradas no primeiro álbum do grupo (Pedro Luis e a Parede), com a voz precisa de Ney Matogrosso, que tem uma carreira de mais de trinta anos com expressiva qualidade. O último álbum é Canto em qualquer canto (2005), que ouvi no rádio terra e posteriormente falarei sobre ele. [nota - o último album de Ney Matogrosso é Inclassificáveis de 2008]


Voltando ao álbum em questão, os sambas “macios” compostos por Cartola são de uma beleza quase indescritíveis. Músicas como “As rosas não falam” ao terem seus primeiros acordes tocadas e seus primeiros versos entoados soam em nossa memória, mesmo que nunca tenhamos escutado uma música do Cartola inteira.

Cartola contribuiu na formação de um imaginário amoroso do brasileiro no século XX de maneira ímpar. Cantadas por Ney Matogrosso essas músicas ganham uma nova roupagem, vale a pena adquirir o álbum, mesmo que o cd não estivesse sendo vendido com preço tão acessível.

Ney Matogrosso é um outro inventor, em um período tão conturbado ele surge com o grupo Secos & Molhados (1973) com um visual completamente andrógeno tal como o inglês Ziggy Stardust (personagem inicial da carreira de David Bowie).

Em um programa sobre sua carreira realizada pelo canal Multishow Matogrosso disse que em um determinado momento de sua trajetória ele se viu preso em sua criação, em sua personagem, e decidiu radicalizar e se reinventar no placo. Colocou um terno e foi cantar músicas diferentes das que cantava no seu antigo grupo e em sua carreira solo, iniciada em 1975, com o albúm Água de Céu-Pássaro – consolidava-se neste processo de transformação um dos maiores interpretes da música nacional.

Para conhecer a discografia de Ney Matogrosso clique aqui




A música de abertura do álbum é “O Sol Nascerá”, que conta no total com 12 faixas que podem ser ouvidas em 41 minutos.

A canção que mais gosto é “O mundo é um moinho” – faixa 8 –, contudo, destaco também a música de abertura, “Cordas de aço”, “As rosas não falam”, “Sim” e “Desfigurado” (faixa mais agitada do cd).

Para quem quiser fazer o download do álbum Ney Matogrosso interpreta Cartola clique no link abaixo:

Atenção!!!! As músicas estão disponíveis apenas para divulgação do álbum, após puxá-las e ouvi-las apague-as do disco rígido em 24 horas.

Segue a letra da minha canção favorita

O Mundo é Um Moinho
Composição: Cartola

Ainda é cedo amor
Mal começaste a conhecer a vida
Já anuncias a hora da partida
Sem saber mesmo o rumo que iras tomar
Preste atenção querida
Embora eu saiba que estás resolvida
em cada esquina cai um pouco tua vida
Em pouco tempo não serás mais o que és
Ouça-me bem amor
Preste atenção o mundo é um moinho
Vai triturar teus sonhos tão mesquinhos
Vai reduzir as ilusões à pó
Preste atenção querida
Em cada amor tu herdarás só o cinismo
Quando notares estás à beira do abismo
Abismo que cavastes com teus pés

17 de março de 2009

O SARGENTO PIMENTA É UM QUARENTÃO (REPOSTAGEM)

The Beatles – Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band (1/6/1967)


Obs.: Como vocês devem ter percebido esses dias estão sendo dedicados a republicação de posts antigos que contêm material para download, a exemplo do Black Sabath e Billie Holiday hoje é a vez dos Beatles com um dos seus albúns mais importantes.

Postado Originalmente no dia 27 de maio de 2007


Dia 1 de junho desse ano o melhor disco da história do rock fará 40 anos, “Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band”, oitavo álbum dos “meninos” de Liverpool, The Beatles.

Considerado por muitos – indo dos críticos aos simples ouvintes – um dos mais importantes e bem trabalhados discos do grupo inglês, Sgt Pepper’s revolucionou técnica e artisticamente tanto a música quanto os músicos que já haviam conquistado o mundo e canonizaram o próprio estilo . Estilo esse que os próprios The Beatles somados aos The Rolling Stones, Elvis Presley e Jimi Hendrix e alguns outros praticamente criaram, O Rock.

O ano de 1967 foi realmente muito especial musicalmente, pois nomes e grupos como Jimi Hendrix, Pink Floyd, The Doors e outros lançaram seus primeiros trabalhos.

No entanto, Sgt Pepper’s foi o primeiro álbum conceptual, o que poderia explicar, em partes, a longevidade e o impacto deste disco. Em um álbum conceptual todas as músicas estão integradas e contribuem para um mesmo efeito final ou para contar uma história.

A banda do clube do coração solitário do sargento pimenta é a protagonista deste álbum. Inclusive na capa do disco, os integrantes da banda de fanfarra aparecem no centro e logo à esquerda estariam John, Paul, George e Ringo representando fãs do grupo, bem como as outras figuras que aparecem, entre as quais Freud, Marilyn Monroe, Winston Churchill, uma boneca com a frase “Bem Vindos Rolling Stones” estampada na camiseta, além de outras celebridades e figuras históricas como o filosofo alemão Karl Marx.

Falando nos Stones, no mesmo ano eles também lançaram, na minha opinião, o seu melhor álbum “Their Satanic Majesties Request”, que também é conceitual (falo dele num futuro indeterminado).

Voltando ao tema central, se fosse um vinho eu descreveria Sgt Pepper’s dessa forma: encorpado, maduro, frutado, gosto complexo e longo e com acides lisérgica muito equilibrada.

As faixas do álbum são:
1. "Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band" - 2:02
2. "With A Little Help From My Friends" - 2:44 [essa é a música que Joe Cooker regravou em outro ritmo e que foi usada na Abertura do seriado de televisão Anos Incríveis]
3. "Lucy In The Sky With Diamonds" - 3:28
4. "Getting Better" - 2:47
5. "Fixing A Hole" - 2:36
6. "She's Leaving Home" - 3:35
7. "Being For The Benefit Of Mr. Kite!" - 2:37
8. "Within You Without You" - 5:05
9. "When I'm Sixty-Four" - 2:37
10. "Lovely Rita" - 2:42
11. "Good Morning Good Morning" - 2:41
12. "Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band (Reprise)" - 1:18
13. "A Day in the Life" - 5:33

Altamente recomendado

Logo abaixo o link para o download do álbum completo compactado
FICO POR AQUI

16 de março de 2009

EM MINHA SOLIDÃO (REPOSTAGEM)

O arquivo expirou e postei novamente

Post publicado pela primeira vez em 19 de set. de 2007


Desculpem o atraso na atualização, mas andei um pouco ocupado esses dias e minha inspiração para escrever parece que tirou uma folga. Quando posto alguma coisa gosto de pensar antecipadamente sobre o tema, o texto, etc., mas não conseguia pensar em nada até que ontem vendo o Programa do Jô tive a idéia de compartilhar a alegria estética da audição (que tucanagem!!!!) de uma das maiores jazzistas de todos os tempos, Billie Holiday. A inspiração veio por que ontem a cantora Madeleine Peyroux foi entrevistada no talk show, e como bem destacou o apresentador seu estilo vocal lembra o de Holiday.

O álbum disponibilizado hoje é God Bless The Child. O mais engraçado é como ele veio parar em minha mão. Eu tinha mais ou menos uns 10 ou 11 anos, não me recordo exatamente, quando fui a uma festa junina da escola onde estudava e comprei uma ficha da pescaria, o prêmio foi exatamente este CD, o meu primeiro por sinal. Detalhe, à época eu ainda não tinha um Cd-player e meus pais só adquiriram um alguns anos depois, eu já tinha quase 16, e foi só aí que eu ouvi pela primeira vez Billie Holiday e, confesso, apesar de não compreender bem do que se tratava fui fisgado.

O estilo de Holiday é único, ela inventou uma maneira de cantar extremante singular no início do século XX e até hoje é considerada como uma das maiores jazzistas de todos os tempos, Vale a pena conferir.

FAIXAS

1. GOD BLESS THE CHILD

2. SOLITUDE

3. I COVER THE WATERFRONT

4.GLOOLY SUNDAY

5. MANDY IS TWO

6. TRAV’LIN’ LIGHT

7. DO NOTHIN’ TILL YOU HEAR FROM ME

8. I LOVE MY MAN

9. MY OLD FLAME

10. AS TIME GOES BY

11. LOVER COME BACK TO ME

12. LOVER MAN

13. DON’T EXPLAIN

14. YOU BETTER GO NOW

O arquivo é mp3 com qualidade de 256kbps e está disponível para dowload no 4shared.

Billie Holiday - Lover Man

Billie Holiday - Strange Fruit



FICO POR AQUI

13 de março de 2009

FOLCLORE

Sobre história, culturas hispanas, atrasos e retorno...

Pois é, ainda em 2008 eu prometi um post ao gran-chefe César sobre o que eu estava ouvindo ultimamente... Pois aí vai, amigo!

Tenho ouvido muito música folclórica latina... Foi voltando do trampo, um dia no trem, que escutei no IPOD da menina que tava do meu lado uma canção (no último volume!) que me deixou com gostinho de quero mais... A canção era essa aqui ó.:

GRACIAS A LA VIDA - Cantado por MERCEDES SOSA e JOAN BAEZ de VIOLETA PARRA -



Eu gostei dessa canção assim que ouvi! Na época eu já conhecia bastante coisa dos nossos "hermanos", mas essa canção curiosamente não... Daí saí procurando informação sobre a música e tal. Descobri que a versão original da canção foi composta por Violeta Parra, ela era chilena e, também, um mito.

" A obrigação de cada artista é colocar o seu poder criador a serviço dos homens. Já é arcaico cantar aos riozinhos e às florzinhas. Hoje a vida é mais dura e o sofrimento do povo não pode ser ignorado pelo artista.
Violeta Parra 1917 - 1967”


Sabe aquela época do Brasil, onde o Caetano usava terno rosa nos shows para começar uma revolução?

Ou quando os NOVOS BAIANOS cantavam contra a ditadura e a favor da liberdade de expressão entre outras coisas?

Lembra do Tropicalismo?

Pois é, essa chilena foi um dos ícones de uma revolução também, só que hispana. Seu trabalho artistíco atingiu todos os países de fala castelhana como uma bomba, impulsando uma mudança no cenário latino junto com outros artistas emblemáticos.

Como compositora foi pioneira em cantar sobre o sofrimento do povo, a luta, o trabalho e todas as dificultades que existem, e mais ainda, existiam para que um pobre conseguisse ter acesso a cultura como a maioria burguesa. No caso dos países latinos, a cultura do povo campesino era quase indígena considerado com outros países ou inclusive nas capitais das próprias nações... De fato, ainda hoje, em PARAGUAY falar guaraní em Assunção é motivo de vergonha entre os próprios nativos, e o mesmo acontece em BOLÍVIA e PERU referente ao quechua e o aymara...

A sensibilidade militante de Violeta Parra era tanta que chegou a e expressar nos versos de Décimas Autobiográficas estas palavras:

Eu não protesto por mim
Porque sou muito pouca coisa,
Denuncio porque para a sepultura
Vai o sofrimento do mendigo.
Ponho Deus por testemunha
Que não me deixe mentir,
Não é preciso sair um metro fora de casa para ver o que aqui nos passa e a dor que é o viver.


Muitos artistas aderiram ao conceito de Violeta... entre os hispanos posso citar ao grupo Illapu, que inclusive foram expulsos de Chile, o cantor Víctor Jara entre outros... Achei muito interessante todo aquele mundinho desconhecido que apareceu na minha frente. Nunca tinha pensando em como poderia ter sido a revolução hispana contra o regime de ditadura imposto naqueles anos dourados, quando um homem resolveu atravessar o continente em motocicleta e revolucionar uma ilha, ou quando a música realmente tinha mensagens de nossas raízes e esperança...

Uma história curiosa da luta hispana por ter uma vida digna, por serem livres, entre outras, é a seguinte.:

Uma entidade religiosa que tinha como fim dar cabo a violência e os horrivéis assassinatos que foram cometidos na época da ditadura chilena, (Que chegaram a centenas e centenas na década de 80) resolveu convocar o povo para uma jornada chamada “Chile defiende la Vida”no dia 9 de agosto de 1984. A jornada consistia em que todas as pessoas, ao meio-dia, parassem seus trabalhos, estudos, ou qualquer outra coisa que estivessem fazendo, para cantar a canção que coloquei no vídeo acima. O povo também estava convidado a levar uma flor e uma vela perto da catedral dessa entidade em contra da ditadura instituída naquela época, pelo régime PINOCHET.

"Foto - PLAZA DE ARMAS
Santiago, Chile - reprodução"

Bom, o resultado foi que o povo chileno acudiu em massa ao convite, cantando em uníssono a canção de Violeta Parra.
Este dia foi uma demonstração evidente que o povo chileno apoiava ao lema "paz, amor e esperança" e que uma coisa tão simples como uma canção pode impulsar as pessoas a algo bom...

Pena que, ao final, o régime ditador conseguiu expulsar os organizadores do evento, assim como alguns participantes do país algum tempo depois.
Outro detalhe curioso, é que muito chilenos adoravam, e ainda adoram, o governo Pinochet, mas este post não vai debater sobre isso...

A trajetória da vida da autora nunca foi uma mar de rosas... apesar de cantar esperança ela vivia em uma desgraçada depressão. Tentou o suicídio inúmeras vezes, depois de ver o fracasso de não encontrar o companheiro no amor entre outras tantas tribulações na vida pessoal. Em 1966 ela lança o excelente albúm Las Últimas Composiciones onde "Gracias a la vida" foi apresentada pela primeira vez. Um ano depois, com 49 anos, Violeta Parra se suicida deixando esta mensagem de satisfação a vida por tudo que passou enquanto esteve aqui... Sempre achei estranho isso, ela enaltece a vida na música, e ao mesmo tempo, achava que não merecia mais viver... ainda assim, sente o desejo de dizer-lhe; obrigado!

¡Gracias a ti Violeta, por tu hermoso legado hacia nosotros!

OS PAIS DO HEAVY METAL (REPOSTAGEM)


OBS.: O link havia expirado e fiz o "re-up" do arquivo.
Postado originalmente no dia 9/6/2007

Aproveitem


Se os Beatles com Sgt Peppers Lonely Hearts Club Band” revolucionaram o Rock, um outro quarteto inglês composto por Ozzy Osbourne (vocalista), Tony Iommi (guitarrista), Bill Ward (baterista) e Geezer Butler (baixista), começou, a partir de 1968, a criar uma nova vertente do estilo, o Heavy Metal, que ainda perdura com muita força.

O Black Sabbath introduziu novas temáticas nas letras das canções como Magia Negra, Guerras, Satanismo e deixou o som da guitarra muito mais pesado, além de criar riffs, que são característicos e têm presença obrigatória nas canções do Metal. No caso do Sabbath, isso se deu graças aos dedos do membro mais constante da história do grupo Tony Iommi.

Por sinal, o Black Sabbath, ainda na ativa, teve muitos membros em sua história como, por exemplo, Ronnie James Dio, Vinny Appice, Ian Gillan, Geoff Nicholls, Tony Martin, Cozy Powell, Neil Murray, Bobby Rondinelli, Laurence Cottle, Terry Chimes, Jo Burt, Bob Daisley, Bev Bevan, Dave Spitz, Eric Singer, Glenn Hughes, David Donato, Ray Gillen.

Hoje o Heavy Metal inaugurado pelo Sabbath está bem diferente, existem uma série de variações e sub-estilos como Metal Melódico, Power Metal, Trash Metal, Synphonic Metal, etc. Mas o estilo ainda continua atraindo a atenção e devoção de muitos – todo mundo conhece alguém que anda com uma camiseta preta de uma banda de Metal, ou se lembra de algum fulaninho.

Sempre gostei de Metal, hoje escuto menos do que já escutei, (MUITO menos mesmo) pois como os leitores já devem ter percebido gosto, e muito, de outros estilos também. Porém, Ozzy Osborne, Bruce Dickinson, Hansi Kürsch, Ian Gillan e outros vocalistas continuam exercendo seus encantos auditivos. Minhas bandas de Metal favoritas são Blind Guardian, Iron Maiden, Rhapsody, Black Sabbath e Deep Purple – posso ter esquecido alguma.

O álbum disponível para download (em qualidade de 162kbps) é um clássico do grupo inglês, Paranoid, de 1970, cujas faixas são:
1 "War Pigs" - 7:57
2 "Paranoid" - 4:34
3 "Planet Caravan" - 5:56
4 "Iron Man " - 4:52
5 "Electric Funeral " - 7:07
6 "Hand of Doom Rat Salad" - 2:30
7 "Fairies Wear Boots" - 6:14
Todas as músicas por (Iommi/Osbourne/Ward/Geezer)
Espero que curtam o som

FICO POR AQUI

12 de março de 2009

PINK & CÉREBRO, MATRIX E UMA DEDADA


O que um desenho animado, um filme de ficção científica e uma palavra de múltiplos sentidos (ou duplo se preferir) têm a ver? A resposta é simples e inusitada ao mesmo tempo.

Cientistas norte americanos ligados ao Instituto de Tecnologia da Geórgia utilizaram hamsters para testar equipamentos capazes de converte em energia elétrica movimentos biomecânicos irregulares.

Essa técnica é baseada em nanotecnologia e sua aplicação poderá se vista em nosso cotidiano. Como assim? Seguinte. A idéia é que essa tecnologia possa ser utilizadas em celulares, notebooks e em outros eletroeletrônicos de pequeno e médio porte, pois a medida que utilizamos as pontas dos dedos para teclar esses pequenos conversores transformariam nossa dedada em eletricidade.

Mas o potencial dessa tecnologia não para por ai, os mesmos receptores poderiam ser colocados em nossos corpos para aproveitar os movimentos e transformar isso em energia.

Imaginem o seguinte cenário. 2012, fim do mundo tal qual o conhecemos. (segundo o calendário maia). As máquinas dominam tudo (ou o Google, dá quase na mesma), as fontes naturais de energia acabaram ou entraram em colapso devido a uma crise mundial e da natureza. O que restaria? Colocar esses dispositivos em seres humanos e nos obrigar a correr em rodas (iguais as de hamsters) para gerar energia. Seriamos os ratos mais inteligentes do planeta!!!

[entendeu o título agora? - o que passa na cabeça de um cara que faz uma associação esdrúxula dessas!?!]

Tirando a parte do sarro, as possibilidades são muito interessantes.

Leia o artigo completo aqui

FICO POR AQUI - “NÃO QUERO NEM A AZUL NEM A VERMELHA, ME DÁ UMA CAIXA DE BOMBOM MESMO”

11 de março de 2009

CHEGA DE PREGUIÇA

Voltei e para ficar!!!!

Para "comemorar" isso trago hoje um vídeo significativo

confiram



FICO POR AQUI "BLOGUEMIA, AQUI ME TEM DE REGRESSO, HUMILDEMENTE EU TE PEÇO..."

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