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30 de abril de 2009

O QUE SYLAR E O BEIÇOLA TÊM EM COMUM?


A Grande Família, série de humor produzida pela rede Globo, está no ar faz alguns anos e ainda mantêm a criatividade e apresenta boas soluções de roteiro que continuam agradando o seu público.

Heroes, série dramática e de ação da emissora NBC, despontou como um dos programas que prometiam repetir o fenômeno de um Arquivo X ou de um Star Trek a nova geração, mas o que se viu depois de um final duvidoso da primeira temporada foi uma repetição de equívocos e de roteiros que se perdem a cada novo episódio nas duas temporadas seguintes.

Em um dos episódios do volume 4 Fugitivos (arco da 3ª temporada) Sylar (Zachary Quinto) protagonizou uma cena que me lembrou e MUITO o Beiçola (Marcos Oliveira) de A Grande Família.

Não sei se todos acompanham mas o Beiçola costuma se vestir e incorporar a própria MÃE. Adivinha o que Sylar fez também?

Depois eles não sabem por que uma serie que começou com 14 milhões de telespectadores hoje não chega a 4 milhões.


FICO POR AQUI – “ESSES PETRELIS SÃO MUITO UNIDOS VIVEM...”

29 de abril de 2009

O BRASIL PELO OLHAR DO OUTRO

LIVRO (lançamento)

Andanças pelo Brasil Colonial: catálogo comentado (1503-1808)


Brasil pelo olhar estrangeiro

29/4/2009

Agência FAPESP – Dedicado às narrativas de viajantes franceses, britânicos, alemães, holandeses e espanhóis, o livro Andanças pelo Brasil Colonial: catálogo comentado (1503-1808) faz um resgate de alguns mitos fundadores da identidade brasileira por meio do olhar estrangeiro.

Organizada pelos professores Jean Marcel Carvalho França, da Universidade Estadual Paulista (Unesp), e Ronald Raminelli, da Universidade Federal Fluminense, a obra, lançada pela Editora Unesp, começa em 1503, com a viagem de Binot Paulmier de Gonneville, primeiro navegador francês que aportou por aqui, e termina com a vinda da família real para o Rio de Janeiro, em 1808.

Entre os dois momentos estão aventuras de piratas europeus, a invasão dos holandeses no Nordeste e dos franceses no Rio de Janeiro e a relação da sociedade local e dos estrangeiros com as diferentes tribos indígenas espalhadas pelo território.

O livro apresenta informações biográficas sobre cada viajante e sua viagem, com diversas imagens para ilustrar episódios não tão conhecidos da história do Brasil.

  • Andanças pelo Brasil Colonial: catálogo comentado (1503-1808)
    Organizadores: Jean Marcel Carvalho França e Ronald Raminelli
    Páginas: 216
    Preço: R$ 39

Os livros da Fundação Editora da Unesp podem ser adquiridos pelo site www.editoraunesp.com.br ou pelo telefone (11) 3242-7171.

28 de abril de 2009

PARA ENTENDER AS CIDADES BRASILEIRAS


Reproduzo aqui uma entrevista muito interessante concedida pelo Prof. Dr. Paulo Nestor Goulart Reis à Fábio de Costa da Agência FAPESP.

A matéria é interessante pois trata de uma questão pertinente a praticamente todos nós, o processo de transformação do espaço urbano no Brasil na atualidade.

Vale a pena conferir

Entrevistas

“É preciso entender o Brasil urbano”

28/4/2009

Por Fábio de Castro


Agência FAPESP – Professor titular da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo (FAUUSP), o urbanista Nestor Goulart Reis é um dos principais pesquisadores da urbanização dispersa. Trata-se de uma tendência mundial, mas, ao mesmo tempo, um fenômeno que ainda começa a ser estudado.

Nesse tipo de urbanização, novos bairros surgem longe do centro da cidade e se espalham em diferentes formas, que vão desde condomínios de luxo até favelas no entorno de estradas. Reis coordenou o Projeto Temático “Urbanização dispersa e mudanças no tecido urbano. Estudo de caso: Estado de São Paulo”, apoiado pela FAPESP e encerrado em 2008.

De acordo com o professor, os estudos demonstraram que, nas últimas décadas, a população brasileira se concentrou em um número reduzido de grandes núcleos metropolitanos. Mas, paradoxalmente, a concentração nesses polos foi acompanhada de uma dispersão no espaço intraurbano. “Houve um esgarçamento do tecido urbano”, disse.

Em entrevista à Agência FAPESP, o urbanista explica a origem dessa nova forma de ocupação do solo e alerta para suas consequências: a dispersão urbana como uma “fábrica de favelas”. Além disso, os estudos constataram que o processo está esvaziando as áreas centrais das cidades médias e grandes, ocasionando um desperdício nos investimentos públicos em infraestrutura nesses locais.

Segundo Reis, como o processo ainda não é totalmente conhecido, há um descompasso entre os investimentos do Estado e a realidade urbana. Para ele, é fundamental estudar o fenômeno e gerar dados que possam orientar políticas urbanas públicas e privadas. Leia a seguir os principais trechos da entrevista.

Agência FAPESP – Quando se iniciou o processo de urbanização dispersa?
Nestor Goulart Reis – Apesar de ainda ser pouco estudado, o processo teve início em quase todos os países industrializados após a Segunda Guerra Mundial. No Brasil, ele se acelerou entre 1970 e 1980. No século 19, em todas as cidades as fábricas ficavam à beira das ferrovias para ter acesso ao carvão. Isso começou a mudar ao longo do século 20, com o desenvolvimento do uso da eletricidade e a construção de grandes rodovias. Entretanto, o processo foi interrompido com a crise econômica de 1929. Quando terminou a guerra, os governos começaram a investir em infraestrutura e o processo foi deflagrado. Mas nos últimos 20 anos ele tomou proporções globais.

Agência FAPESP – Todo o processo teve início então com a dispersão industrial?
Goulart Reis – Sim. Com a mecanização da indústria havia mais investimentos em equipamentos do que em mão-de-obra. Então, foi preciso instalar as fábricas em grandes áreas e isso foi possível porque não havia mais dependência do carvão e das ferrovias. A dispersão industrial gerou bairros operários nessas áreas. Em São Paulo, na primeira geração criaram-se as áreas metropolitanas. Na segunda geração desse processo, depois de 1970, as indústrias se dispersaram para áreas mais afastadas – as cidades médias paulistas a partir daí passam a crescer mais do que a área metropolitana de São Paulo: Campinas, Vale do Paraíba, Cubatão e Baixada Santista, Sorocaba, Jundiaí. Nosso sistema metropolitano hoje tem mais de 30 milhões de habitantes.

Agência FAPESP – O mesmo ocorreu em outras regiões do país?
Goulart Reis – Tivemos dez grandes áreas metropolitanas se formando na década de 1970, de Porto Alegre a Belém. Também cresceram as cidades médias ao longo das rodovias – casos como Uberlândia, em Minas Gerais, ou Ribeirão Preto, no interior paulista. Além disso, houve nesse período uma concentração em cerca de 50 polos em áreas metropolitanas e não-metropolitanas – isto é, aqueles em que a cidade central não chega a 1 milhão de habitantes. Mas essa concentração populacional, que explodiu o sistema urbano, não se distribuiu por igual pelo território.

Agência FAPESP – Como foi essa distribuição?
Goulart Reis – Nesses 50 pontos do território nacional, por um lado há uma concentração, mas, por outro, há dispersão. Quando a população chega, os preços sobem. A tendência é que os que chegam procurem os municípios vizinhos, onde a terra é mais barata. Então, em vez de crescer como uma mancha de óleo como no tempo das ferrovias – porque era preciso que todos estivessem colados – as pessoas usam as rodovias e estradas vicinais e vão morar em conjuntos fora da cidade. E entre esses núcleos também há mudanças, não é mais o mundo rural que conhecemos no passado. Nas áreas extensas, há a agroindústria. Nas áreas pequenas, há propriedades muito diferenciadas, que se aproveitam das áreas urbanas. Quando nos afastamos disso, vemos um Brasil esvaziado. A grande parte da população mora nesses 50 pontos onde há, ao mesmo tempo, concentração e dispersão.

Agência FAPESP – Então as metrópoles sofrem um inchaço, mas de forma descontínua?
Goulart Reis – Exato, há um esgarçamento do tecido urbano. Alguns geógrafos afirmam que não há dispersão, que a área metropolitana de São Paulo é que cresceu, mas isso não é verdade no intraurbano. No intraurbano há dispersão. No país, temos concentração nos 50 polos e dispersão no intraurbano. Por isso, estudamos esse tema em escala: no país, depois nas regiões e, em seguida, no intraurbano. E constatamos que o intraurbano explodiu e se dispersou.

Agência FAPESP – Esses novos padrões de urbanização ocorrem em todo o mundo?
Goulart Reis – Constatamos um processo parecido, em larga escala, em vários países da Europa e nos Estados Unidos, mas as características diferem muito em cada país. Na Europa a dispersão é praticamente toda da classe média. Os problemas sociais estão basicamente ligados aos imigrantes. Ao passo que nós temos o que chamamos de “dispersão dos pobres”, que corresponde a quase metade dos espaços de dispersão no Brasil, com problemas muito mais graves para serem enfrentados. Nossa dispersão se estabelece nas regiões rurais de uma só vez. Na Europa há um grande número de aldeias e povoados rurais, e uma parte da dispersão se fez a partir dessas aldeias. A população ali se transforma e adota padrões metropolitanos. No Brasil, a dispersão se dá em áreas ainda desocupadas, de uma vez só. Em 30 anos passamos por todas as etapas que a Europa passou em dois séculos.

Agência FAPESP – No Brasil a tendência da dispersão urbana se associou, então, a uma explosão demográfica e urbana?
Goulart Reis – Vejamos: em 1940 o Brasil tinha 42 milhões de habitantes, sendo 13 milhões urbanos e 29 milhões rurais. Hoje, temos 190 milhões de habitantes, sendo 30 milhões rurais e 160 milhões urbanos. Trata-se de um país urbano. Em pouco mais de 60 anos, a população urbana cresceu mais de 12 vezes. Foi o maior processo migratório rural-urbano da história da humanidade. Só foi ultrapassado recentemente pela China. Isso é tão sério que os demógrafos chineses estão estudando a formação das cidades médias brasileiras. Aqui, a população cresceu rapidamente em número, mas esse crescimento não ficou no campo. As pessoas não moram em qualquer cidade. Muitas cidades pequenas perdem população. Algumas até mesmo desaparecem.

Agência FAPESP – Que consequências a dispersão urbana pode trazer?
Goulart Reis – Um dos aspectos principais é que ela tende a tornar obsoletos os padrões correntes de controle do Estado sobre o espaço urbano. Porque toda a legislação está baseada no poder do município. E todos os problemas que discutimos aqui são intermunicipais. A legislação de loteamentos e condomínios é obsoleta, não responde às necessidades de hoje. O grosso da urbanização é feito à margem da lei.

Agência FAPESP – Tanto no caso dos ricos como no dos pobres?
Goulart Reis – Antes, só os bairros populares estavam à margem. Agora, a classe média também ocupa irregularmente. Isso porque toda a estrutura administrativa está atrasada em pelo menos meio século. Mas as pessoas não estão dando atenção aos problemas urbanos no Brasil.

Agência FAPESP – Todo esse processo ainda continua avançando no mesmo ritmo?
Goulart Reis – O movimento rural-urbano arrefeceu, porque a população proporcionalmente já é muito menor. Mas, por outro lado, as cidades menores permanecem se esvaziando. O mesmo ocorre com o centro das cidades grandes. Bairros nobres de São Paulo, como os Jardins, perdem população há 20 anos. Os bairros periféricos ainda crescem, mas a indústria saiu da cidade. Bairros que eram altamente industrializados no início do século 20, como a Mooca, não têm mais fábricas. Os municípios como os do ABC e Osasco, que absorveram essas fábricas a partir dos anos 1940, estão também se desindustrializando. As fábricas estão indo muito mais para o interior ou para outros estados. As áreas metropolitanas mudam para centros de serviços e comércio. Os serviços, por sua vez, organizam-se em escala industrial – ensino, cursos de inglês, laboratórios médicos –, tudo padronizado em redes nacionais. Mas os velhos centros estão esvaziados, assim como as áreas portuárias.

Agência FAPESP – O que motiva hoje o processo de dispersão?
Goulart Reis – As pessoas são atraídas de acordo com a dinâmica do trabalho e dos negócios. É um fenômeno mundial. Isso traz o inconveniente de abandonar áreas nas quais foram feitos grandes investimentos por um século ou mais. Os bairros industriais paulistanos abandonados são um desperdício gigantesco de infraestrutura formada com investimentos públicos. Não se pode jogar fora cidades, nem partes delas. O centro de São Paulo tem cerca de 100 edifícios fechados. É um desperdício. Por outro lado, parte dos investimentos feitos nos bairros ricos e condomínios fechados é realizada pelos próprios loteadores. Como se constrói mais em áreas novas, mas dispersas, o terreno é mais barato e o mercado imobiliário contribui com a dispersão.

Agência FAPESP – Falamos dos condomínios de luxo, mas como se dá a dispersão no caso das favelas?
Goulart Reis – Durante a construção das rodovias, condomínios, fábricas e refinarias, as construtoras levam os operários. Os mais pobres, enquanto a construção está em curso, usam sobras de materiais para se instalar. Quando termina a construção, apenas a parte da mão-de-obra mais qualificada é aproveitada nas fábricas. Os demais se instalam precariamente. Então, a construção das áreas dispersas é uma fábrica de favelas. Ela gera bolsões de miséria. Estamos fabricando monstruosidades urbanísticas porque não há regras claras para esse tipo de processo. Isso acontece porque não damos atenção à questão urbana.

Agência FAPESP – Os investimentos públicos não levam em conta a nova realidade urbana?
Goulart Reis – Não levam em conta. Porque não temos conhecimento suficiente dessa nova realidade. Até 1960, havia acompanhamento dos investimentos públicos e das mudanças urbanas. Hoje, não temos mais. Seria preciso ter no Brasil núcleos de estudos sobre cada uma dessas 50 aglomerações urbanas, estudando sistematicamente esses processos, com dados anuais que permitissem orientar políticas públicas e privadas. Isso também é do interesse do mercado, porque o setor de construção civil funciona em escala industrial. Seguindo padrões de indústria, precisam que as regras sejam fixadas com antecedência. Interessa ao grande investidor que haja coleta e organização de dados.


Entrevista originalmente publicada aqui

25 de abril de 2009

POR UMA INTERNET MAIS INCLUSIVA

Blog Voluntário

Olá!!!!

O post de hoje é curto, mas muito importante. Os dias 24, 25 e 26 de abril marcam o Dia Global do Voluntariado Jovem. Uma ação que ocorre pelo mudo afora com o objetivo de melhorar a vida das pessoas ao redor.

Pelo segundo ano consecutivo os(as) blogueiros(as) brasileiros(as) participam desse movimento da melhor forma que conhecem: Blogando (do verbo blogar do internetes do século XXI). A idéia é simples e extremante pertinente: escrever um texto, tutorial ou qualquer coisa do tipo para ajudar a diminuir o analfabetismo digital.

Para tanto, foi criado o Movimento Blog Voluntário.

Se você tem um blog e quer ajudar a pessoas que estão iniciando sua vida virtual a entender um pouco melhor esse universo tão vasto, não pode deixar de participar.


Clica no banner lá em cima e veja como.


Veja também o post do blog HTMHelen que está participando do movimento



FICO POR AQUI - "O VIRTUAL EXCESSO DE INFORMAÇÃO NÃO SIGNIFICA AUMENTO DO CONHECIMENTO"

23 de abril de 2009

AH!!! AGORA SIM!!!




Enfim o fim do fim da novela da NET... um desfecho sem mortos nem feridos, só umas raivas passageiras.


Estou de volta e adianto que em breve o Fronteiras no Tempo terá novidades e das boas.

Se você é leitor, visitante casual (veio aqui por causa da Moura Torta - se foi isso
clica aqui - mas antes leia mais o blog) ou SEGUIDOR(A) (adoro vocês) acho que irá gostar do que vem por ai.

Dessa vez não vai ser nenhum vídeo com
papo de bêbado ou uma produção original satirizando comercial de carro, vai ser algo mais... mais... como eu poderia dizer...

...


fica como surpresa.

Voltei para ficar.

FICO POR AQUI - ...

20 de abril de 2009

A CULPA É DA NET


Olá a todos.

O blog está desatualizado por que estou sem internet em casa. Pedi uma transferência de endereço dia 3/4 e até hoje nada.

Saia da Sibéria é propaganda enganosa.


Mas de qualquer forma, prometeram que do dia 23/4 não passa. Se passar vou migrar para outra empresa e pau *%¨&# do general russo.

FICO POR AQUI - PUTO

7 de abril de 2009

Participação brasileira no LHC é assegurada

da Série Ctrl C + Ctrl V

Especiais

Participação brasileira no LHC é assegurada

7/4/2009

Por Fábio de Castro

Agência FAPESP – A FAPESP enviou nesta segunda-feira (6/4), à Organização Europeia para a Pesquisa Nuclear (Cern), sediada na fronteira entre a França e a Suíça, um memorando de entendimento para formalizar a participação de pesquisadores paulistas no Worldwide LHC Computing Grid (WLCG), uma colaboração global que reúne mais de 140 centros de computação científica em 35 países.

O objetivo do WLCG é fornecer e manter a infraestrutura de análise e armazenamento de dados de toda a comunidade de física de altas energias que participa dos experimentos do Large Hadron Collider (LHC), ou “grande colisor de hádrons”, o maior instrumento científico já construído. O acordo entre FAPESP e Cern também envolve a Universidade Estadual Paulista (Unesp).

“O memorando formaliza a participação dos cientistas do Estado de São Paulo na colaboração global e é condição necessária para que eles possam ter um papel mais definido na colaboração. A FAPESP encontrou uma fórmula jurídica que possibilitou a assinatura em curto prazo a partir do momento que o assunto não foi apresentado”, disse Carlos Henrique de Brito Cruz, diretor científico da FAPESP.

De acordo com Sérgio Ferraz Novaes, coordenador do Centro Regional de Análise de São Paulo (Sprace), que participa desde 2006 do WLCG, a assinatura do memorando é condição necessária para que o Cern reconheça a colaboração brasileira no processamento de dados do experimento internacional. O centro de processamento do Sprace é apoiado pela FAPESP por meio da modalidade Auxílio a Pesquisa – Projeto Temático, em projeto coordenado por Novaes.

“Esse documento define o programa de trabalho a ser realizado, a distribuição de funções e responsabilidades e o nível de recursos computacionais que serão disponibilizados para os experimentos do LHC. Apesar de já operar ativamente na estrutura de grid [grade] do Cern há pelo menos três anos, a participação do Sprace não era oficialmente reconhecida pelo Cern por falta desse memorando”, disse ele à Agência FAPESP.

Novaes, que é professor do Instituto de Física Teórica da Unesp, explica que os colaboradores brasileiros – aglutinados em torno de clusters (conjuntos de computadores) localizados na Unesp e na Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj) – vinham sendo cobrados pelo Cern desde 2005 pela formalização de sua participação.

“O Cern exige que a colaboração seja formalizada por uma agência de fomento. Há três anos que vínhamos tentamos viabilizar um acordo em nível federal, mas esbarramos em restrições burocráticas e o memorando não pode ser assinado. Por conta disso, os pesquisadores de São Paulo encontraram uma forma para firmar o acordo por meio de um memorando com a FAPESP, que afinal é a agência que tem financiado nossa colaboração. A Unesp também assinou um memorando com a FAPESP para garantir certos compromissos institucionais que cabem a uma universidade”, explicou.

Segundo Novaes, o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) chegou a assinar um memorando com o Cern, mas excluiu a parte que se referia ao grid.

“Dessa forma seguíamos sem um reconhecimento formal e, com isso, os representantes brasileiros nem eram convidados para as reuniões do órgão deliberativo do WLCG. Agora, essa situação mudará e São Paulo terá assegurada a sua presença nessa formidável infraestrutura internacional de processamento e armazenamento de dados”, destacou.

“A participação no órgão deliberativo é fundamental, até mesmo para que a contribuição da ciência feita em São Paulo seja ali reconhecida e a FAPESP está satisfeita de viabilizar este reconhecimento. Além disso, a experiência de participar na gestão de uma colaboração como essa será muito valiosa para nós”, disse Brito Cruz.

Processamento distribuído

Novaes explica que o LHC deverá produzir cerca de 15 petabytes (quatrilhão) de dados anualmente, que serão distribuídos ao redor do mundo por meio da arquitetura de processamento distribuído em grid (grade). O cluster primário (Tier-0) está localizado no Cern e será responsável pelo armazenamento dos dados capturados pelos sistemas de aquisição de dados dos experimentos em fita magnética.

“Após o processamento inicial, esses dados serão distribuídos para os centros nacionais (Tier-1), que possuem enorme capacidade de processamento e armazenamento, operando em regime ininterrupto de 24 horas por dia e sete dias por semana para dar suporte a toda a estrutura do grid”, disse.

Os centros Tier-1 estão localizados na França, Alemanha, Itália, países nórdicos, Espanha, China, Inglaterra e Estados Unidos. O Brasil, por não possuir um centro desse nível, tem sua participação associada ao Tier-1 norte-americano, localizado no Fermi National Accelerator Laboratory (Fermilab) em Chicago.

Os Tier-1 disponibilizarão os dados para os centros de processamento regionais (Tier-2), os quais possuem grande poder de processamento, sendo capazes de realizar simulações e análise dos dados gerados no Cern.

O centro de processamento de dados do Sprace vem operando como um Tier-2 do experimento Compact Muon Solenoid (CMS), um dos quatro principais experimentos do LHC, em parceria com o Tier-2 da Uerj e com outros centros norte-americanos na Flórida, Massachusetts, Nebraska, Purdue, San Diego e Wisconsin. O Tier-2 paulista, com o novo memorando, passará a ser reconhecido formalmente.

“Não se pode participar de um experimento de US$ 10 bilhões sem uma contrapartida. A nossa participação se dá pela estrutura em grid, contribuindo com o processsamento, que é um gasto muito pesado do LHC. Mas todo nosso investimento até agora não era reconhecido, porque não tínhamos um documento que definine nossas responsabilidades”, disse Novaes.

Ele explica que o memorando de entendimento do WLCG estabelece as regras de uso comum de uma infraestrutura computacional distribuída em nível global e é atualmente assinado por agências de fomento de 35 países.

“Por se tratar de um documento amplo, que estabelece as normas de procedimento para uma colaboração que envolve dezenas de países, os pesquisadores brasileiros que participam do processamento de dados do WLCG, trabalhando em conjunto com as autoridades do Cern, vinham buscando há anos compatibilizar esse documento com as particularidades do sistema de fomento à pesquisa nacional”, disse.

Atualmente, segundo Novaes, mais uma tentativa de criação de um documento semelhante, em nível federal, está sendo feita pela presidência da Rede Nacional de Física de Altas Energias (Renafae).

“A iniciativa da assinatura desse memorando se deve à ação decisiva da diretoria científica da FAPESP e da reitoria da Unesp. É um apoio inequívoco à participação paulista no LHC e um reconhecimento do trabalho feito no Sprace. Agora os cientistas paulistas passarão a ter sua participação assegurada”, destacou.

Na avaliação de Novaes, o formato da assinatura do memorando poderá servir de modelo para o Tier-2 fluminense. “Estamos em contato com o grupo do Rio de Janeiro. Acreditamos que o modelo do acordo poderia ser usado também para formalizar a participação do grupo deles”, disse. A sugestão seria a assinatura de um memorando envolvendo o Cern, a Uerj e a Fundação Carlos Chagas Filho de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (Faperj).

Li essa notícia aqui

6 de abril de 2009

NÃO ESTAMOS LÁ, MAS É LEGAL!!!


JustificarCidade da Bloguesfera, ou seria Blogsphera? Talvez Blogosfera? Por que a reforma ortográfica não deu conta disso?


Pois é. Depois do mapa da blog... (algum sinônimo para algo redondo. Ah! Não vale Blogskol!!!) pessoas muito sem tempo criativas desenvolveram uma cidade virtual com os principais blogs brasileiros.

Tem muita coisa interessante, digna de ser conhecida. Blogs como o Jovem Nerd , Dr. Pepper, Sedentário e Hiperativo, Ah! Tri Né! (que não responde e-mails) entre MUITOS outros, estão presentes.

O Fronteiras no Tempo não está lá, somos da zona rural, mas vale a visita. Só esperar carregar.

Ficou curisoso? Só clicar aqui


FICO POR AQUI - "MINHAS LEGENDAS SÃO TODAS SEM GRAÇA, NÃO ENTRAM EM FESTIVAIS"

1 de abril de 2009

NOTICIA DE 1º DE ABRIL: BOLÍVIA VENCE ARGENTINA POR 6 A 1




Os mais desavisados devem achar que isso é mais uma das pegadinhas do dia da mentira.

Ledo engano! A Bolívia venceu a seleção Argentina pelo placar humilhante de 6 a 1. Uma das maiores goleadas que a seleção hermana recebeu em sua historia.

Nem o mais mentiroso poderia ter inventado uma história dessas. 6 a 1!!! A grande vencedora foi a altitude, os mais de 3.000 metros acima do nível do mar foram responsáveis por matar qualquer chance de reação argentina no segundo tempo.

Porém, no fim do primeiro tempo o placar já marcava 3 a 1 para os donos da casa. Os atletas argentinos no 2º tempo estavam apenas de corpo presente. Até o bem preparado fisicamente Carlitos Tevez não agüentou o tranco. A argentina não deu 1 chute a gol na segunda etapa.

As imagens desse jogo poderiam ser usadas em uma nova peça publicitária das pilhas Duracell. Nesse comercial os jogadores da Bolívia estariam com as pilhas nas costas e os argentinos com pilhas compradas na paulistana 25 de março ou no Saara (Rua Buenos Aires, no centro antigo do Rio de Janeiro).

A Bolívia jogou melhor, fato consumado. Mas uma covardia foi cometida com uma das maiores potências do futebol mundial e que hoje conta, sem sobra de dúvida, com um dos melhores jogadores do mundo, Messi.

Desculpas a parte. Solidariedade com os atletas por jogar em situação anti-desportiva devidamente registrada.

Ver a Argentina tomar de 6 não tem preço.





FICO POR AQUI - "QUERO VER SE O BRASIL LEVAR UM CHOCOLATE DESSES SE O LULA VAI APOIAR JOGOS NA ALTITUDE"

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