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29 de junho de 2009

LANÇAMENTO DE LIVRO COM MÚSICA ELETROACÚSTICA


Série Crtl C + Ctrl V
RETIRADO DO BOLETIM DA EDITORA UNESP RECEBIDO POR E-MAIL



Concerto gratuito de música eletroacústica marca lançamento duplo de Flo Menezes


Na próxima quarta-feira, 1º de julho, acontece em São Paulo a apresentação experimental da nova série do Studio PANorama, o Teatro Sonoro 54, dos músicos Flo Menezes, Danilo Rosseti, Jean-Claude Risset, Jonathan Harvey e Luciano Berio.

O evento será realizado no teatro do Instituto de Artes da Unesp (Rua Dr. Bento Teobaldo Ferraz, 271 - Barra Funda) e marca o lançamento de dois livros: Apoteose de Rameau: e outros ensaios (Editora Unesp) de Henri Pousseur, traduzido para o português por Flo Menezes, e a segunda edição de Música Eletroacústica história e estética (Edusp) de sua autoria.

Concerto de múscia eletroacústica T Son 54 (=Teatro SONoro)
Quarta-feira, 1º de julho, às 20h30
Instituto de Artes da Unesp
Rua Dr. Bento Teobaldo Ferraz, 271 - atrás do Metrô Barra Funda
Fone (11) 5627-7000
Entrada gratuita

Editora UNESP

25 de junho de 2009

BLOG? YES, WE CAN


Blogar é algo cativante e viciante, não é mesmo?

Eu mesmo já deixei o Fronteiras de lado em um determinado período dark side da minha vida.

Mas não é que tem gente muito boa voltando a bloguesphera.

Pois é.

O post de hoje é para falar de dois blogs novinhos em folha de dois blogueiros de tradição. Na verdade uma blogueira, a amiga/filhinha (a eterna) Carol K. e o cientista social mega nerd Álvaro.

Esmalte da Semana

Carol K., agora só Carol (K. era da época de “fudida”, meu amor!!!), é a autora deste blog de nome original e que remete ao universo feminino e cotidiano. Porém, esse não é um blog de luluzinhas, pelo contrário, é para todos os gêneros e de gostos variados.

Se você conhece a Carol pelo News Errado e do extinto(?) Akemi sabe um pouco o que pode lhe esperar, mas digo uma coisa, li todos os posts do novo blog e posso afirmar que ela está numa fase tão legal que seus posts estão ainda mais interessantes e muito agradáveis de se ler. Vale a leitura. Só clicar na imagem acima que você irá parar lá.


Sociologia Extreme

O Álvaro, que jura que vai ressuscitar também o Cientista Social Nerd, inaugurou seu novo blog, cujo principal objetivo é reunir material de diversas fontes para auxiliar os professores e alunos que tem aulas de sociologia.

O material que está no blog é interessante e mesmo que você não seja professor(a) vale a pena dar uma olhada neste novo blog de um blogueiro que é inteligente e acima de tudo gente boa. Quer conferir? clica na imagem ou na lista à direita dos blogs parceiros.

FICO POR AQUI - "THIS IS BLOOOOOOOOOOOOOOOOG!!!!!"

24 de junho de 2009

...BLOG IS ALL WE NEED...

Sobre mistérios, enigmas, perguntas, rock n´roll e um pouco mais...



Respondendo a pergunta do bloguero João Otávio sobre o significado dos símbolos em forma de runa no quarto albúm da banda Led Zepellin.

Na verdade o disco não um nome concreto, geralmente, os fãs e críticos costumam chamar-lo de IV - este disco também é chamado de "ZoSo" e "4 símbolos" - , por ter sido, lógicamente, o quarto trabalho fonográfico da banda.

Este foi o disco mais vendido da estória da banda, com 22 milhões de discos, e o segundo mais vendido do anos 70 somente detrás de The Wall, do Pink Floyd.

Bom, essas estadísticas não tem nada a ver com os símbolos, então eu entrarei logo no assunto sem mais rodeios.

A idéia original de lançar a capa do disco somente com estes símbolos e nenhuma referência mais - seja ela qual for - foi de Jimmy Page. Na verdade, Jimmy queria dar mais importancia a música que a qualquer outra coisa que tirasse a atenção do que a banda estava dedicada a fazer.

Naturalmente, a gravadora da banda na época - Atlantic Records - negou veementemente a idéia. O que aconteceu é que a banda também bateu pé e disse que não aceitaria publicar o disco sem a sua exigência. E o Led acabou vencendo a batalha com a gravadora e lançando o disco da maneira deles.

Daí Jimmy chamou seus outros companheiros e apresentou a obra de Rudolf Koch "o livro dos símbolos" dizendo que eles deveriam escolher algum dos signos dali, para que fosse considerada sua representação na capa do albúm.

Vamos as definições então;


O símbolo de John Bonham *

Não encontrei na net - e em nenhum outro lugar que procurei - declarações do próprio Bonham sobre o signo. Geralmente o que sempre ouvi e li sobre a imagem é que John adorava uma cerveja americana chamada Ballantine - não confundir com a marca de whisky - pela semelhança que tem o símbolo com o logotipo da dita marca de cerveja. Quer conferir a semelhança? Clique aqui então.
Outras pessoas também comentam que ele o escolheu em representação a sua familía. - diz a lenda que Bonham era muito caseiro e familiar e sentia muitas saudades dos amigos, mulher e filho nas giras da banda. Ainda outros afirmam que este signo é semelhante a uma bateria, daí a escolha de John.

* A definição do livro - é um símbolo antigo da Trindade. Cada círculo tem seu próprio centro, estando assim completos em sí mesmo; e só a parte central está coberta pelos três círculos. Nessa porção há um novo centro que é o coração verdadeiro da figura. - "The Book of Signs, Rudolph Koch"


O símbolo de John Paul Jones *

Tampouco consegui achar declarações do próprio Jones sobre o símbolo. Enfim... O que sempre ouvi sobre este signo é a que Page, Plant e Bonham fizeram um pacto com o demônio, daí John Paul desejando salvar-se utilizou este símbolo para personificar seu personagem na banda. - Eu acho essa teoria a coisa mais estúpida que já cheguei a ler e ouvir sobre uma banda de rock - Lendo um pedaço da definição que deixa Koch no livro se pode entender um pouco esta lógica absurda.

* A definição do livro - É um símbolo antigo da Trindade. Cada círculo tem seu próprio centro, pelo qual estão completos em sí mesmo; ainda que só na parte central estão cobertos pelos outros três círculos. Em esta parte há uma nova porção onde vemos o verdadeiro coração da figura. - "The Book of Signs, Rudolph Koch"


O símbolo de Robert Plant *

Com relação a este eu sim consegui declarações do próprio;

"A pluma é um símbolo no que se basearan todo tipo de filosofías, e tem uma herença interessante. Exemplo, significa valentia em muitas tribus. Eu quero contar a verdade. Sem besteiras. Isto é o que significa a pluma no círculo. - Robert Plant"

Achei na web outra declaração do menino Plant. Reproduzo abaixo;

"A civilização Mu viveu faz uns 15.000 anos no continente perdido que existiu em alguma parte do océano Pacífico entre China e México. Toda classe de coisas está ligada a Mu, incluídas as estátuas da ilha da Pascóa. As pessoas de Mu deixaram tablas de pedra com seus símbolos em México, Egito, Índia, China e muitos outros lugares, e todas tem a mesma data. Os chineses dizem que estas pessoas vinham do leste, e os mexicanos que vinham do oeste, assim que obviamente eram de algum lugar no meio disso - Robert Plant"

Existem muitas teorias sobre este signo. Dizem que Mu não é mais que uma reencarnação (sic) da antiga Atlântida, Lemúria ou de Ultima Thule, todas cidades antigas mitos que habitam até hoje os sonhos dos historiadores.

É possível que Plant se deixasse influenciar pelo livro de um senhor chamado James Churchward, que nos anos 30 afirmava conhecer a fundo a civilização Mu. Seu livro é considerado pela maioria das pessoas como fantasia, mas muitas outras acreditam que realmente é verdade a ficção escrita pelo autor.

Outros comentários falam que o símbolo é da deusa Ma´at dos egipcios, protetora da justiça e da verdade. Ela leva uma pluma na cabeça, igualzinho o símbolo de Robert Plant. Também há que diga que a pluma significa que ele era o principal letrista da banda, o que é a absoluta verdade.



O símbolo de Jimmy Page *

Se poderia escrever três dias sem parar sobre as teorias encima deste signo. Há muitas, muitas, muitas e muitas!!!

O fato que transforman este símbolo em algo tão peculiar é que ele difere completamente dos anteriores. Há indícios de alfabeto no desenho, parecem vogais e consoantes com uma definição estranha.

Além do mais ela personifica a Jimmy Page.

Muita gente diz que Page tinha um pacto com o Satan, que passava horas sem dormir em ritos cultuando o demônio, e que fez este símbolo em homenagem ao próprio.

A verdade é que Page é um ocultista declarado. E apesar do nome ser parecido o ocultismo não é o mesmo que o satanismo. Pelo menos não na definição do dicionário...

Na verdade só duas pessoas nesse planeta sabem o significado do signo. Uma é o próprio Page e a outra é Robert Plant... O problema é que o vocalista se esqueceu da confessão que o amigo fez referente ao dito símbolo. Reproduzo palavras de Robert Plant sobre o assunto;

"Pode ser que vocês não acreditem, mas Page me chamou um dia em privado e me disse; Olha, eu vou te contar isso uma vez e nunca mais voltarei a mencionar, ou pelo menos não em multíssimo tempo. E cês acreditam que eu esqueci e agora Jimmy não quer me voltar a dizer? Isso é o único que posso contribuir com vocês... - Robert Plant"

Humpf...

O pior é que fazer esta pergunta a Jimmy Page não adianta nada, porque ele sempre fica nervoso e acaba não respondendo a nenhuma pergunta mais do repórter que tente tirar isso dele.

Parece que só uma vez Page deu uma pista sobre o assunto, e o que ele disse foi; "Quarta-Feira". Com esta pista aumentaram muito o nível de teorias absurdas sobre o famigerado símbolo.

Peço desculpas mas se vocês querem ler algumas das - muitas - teorias sobre o signo de Jimmy Page vão ter que pedir ajuda ao São Google, porque eu não tenho saco para escrever tanto...

*"Não sei se vocês repararam mas nas partes dedicadas a Robert Plant e Jimmy Page sobre seus símbolos eu não coloquei a definição do livro de Koch. Não o fiz porque Plant e Page fizeram seus companheiros escolherem signos do livro que citei antes, mas os mesmos não fizeram isso. Jimmy e Robert confeccionaram seus próprios símbolos sem que seus companheiros de banda soubessem até o momento de cada um mostrar sua personificação para o disco. Típico..."

Mudando de assunto, visitei o blog do João Otávio que mencionei no começo do post. Muito bacana! Pena que ele quer fazer blogcídio... Faz isso não menino! Precisamos de equilíbrio na blogsfera.

O endereço do blog dele é http://docelingua.wordpress.com/

Cliquem e confirmem vocês mesmos como o lugar legal...

Abraços

23 de junho de 2009

CURSO SOBRE HISTÓRIA DA ARTE CHINESA

da Série Ctrl C + Ctrl V
RETIRADO DO BOLETIM DA EDITORA UNESP RECEBIDO POR E-MAIL

Instituto Confúcio na Unesp promove curso de História da arte chinesa


O Instituto Confúcio na Unesp promove em São Paulo, durante os meses de agosto e setembro, o curso História da arte chinesa, que vai abordar a pintura, a escultura, a cerâmica e a seda, entre outros tópicos. Com a apresentação de um amplo material fotográfico, acompanhado de análise de forma e conteúdo, objetiva capacitar o aluno para apreciar uma arte milenar e única.

História da arte chinesa será ministrado por Maria Fernanda Lochschimidt, historiadora de arte formada pela Universidade de Viena. Com 16 aulas, que começam no dia 4 de agosto e terminam em 24 de setembro, o curso acontece sempre às terças e quintas-feiras, das 18h às 20h, no Instituto Confúcio na Unesp, Praça da Sé, 108 - Centro - São Paulo-SP. O valor é de R$ 450 à vista ou R$ 500, parcelados em três vezes.

Reservas e inscrições podem ser feitas pelo telefone (11) 3107-2943 ou e-mail info@institutoconfucio.unesp.br. O programa completo e mais informações sobre o Instituto Confúcio na Unesp estão disponíveis em: www.institutoconfucio.unesp.br

Editora UNESP

22 de junho de 2009

A ALMA DOS NEGÓCIOS

Sobre publicidade, comerciais, culto ao trash e a tosquices...

Navegar pela net pode ser uma viagem a um mundo completamente surreal. Na verdade, a net é surreal, dentro da nossa própria realidade...

Humpf...

Acho que estou me confundindo...

Bom, eu estava navegando outro dia quando vi isso no youtube;



É simplesmente ridículo. Mas ao mesmo tempo dá vontade de rir pela ruindade da coisa. Daí pensei;

-"Putz, podia fazer um post sobre comerciais e propagandas de baixo nível..." E tem cada pérola da publicidade brasileira... Nem faz falta ir tão longe na breguice... Olhem só a propaganda da UOL do ano passado;



A voz do cavernosa na hora de dizer "o assinante UOL" é a coisa mais comovente da publicidade brasileira...

A da cerveja Sol;



Um comercial antigo super-trash;



Este último é de doer até os dentes... O curioso é que existem coisas trash que são bem bacanas. Exemplos?

Quentin Tarantino e o filme do cartaz ao lado. Death Proof é um dos filmes mais cool-trash - se é que existe esta expressão - da década. Eu particularmente não gostei, apesar de gostar muito dos filmes do "Tarantas"... Mas conheço um punhado de gente que alucina com esse filme. Daí eu penso, e se o diretor fosse o Zak Snyder? Será que ia ser tão bacana?

Acho que não...

Isso também tem a ver com quem está fazendo a coisa. Tenho certeza que qualquer livro "brega-declarado" - como foi esse filme do Tarantino - do Luis Fernando Verissímo atraia metade do Brasil e boa parte do mundo, mas e se fosse um livro escrito pelo Fausto Silva? Ou pelo grande filósofo brasileiro João Kléber escrevendo um livro, ou fazendo um filme ultra-trash? Qual seria o resultado?

Dá até medo pensar nesse troço... pé-de-pato-magalô-três-vezes!

De qualquer maneira, temos que reconhecer que o Brasil é uma mina de ouro de bizarrices. Não no sentido macabro da palavra e sim, no sentido sem noção. É incrível o que o povo é capaz de inventar.

Outro dia eu estava conversando com um amigo baiano, o sobrenome dele é Isensee - lê-se Hansensee*,

* sobre-nome alemão abrasileirado pela nossa cultura. O nome dele é bacana porque combina com tudo! Exemplos;

"- Eaí cara! Como foi o jogo ontem?
-Putz, arrebentamos o time adversário, a gente tocava na bola e era Isensee pra lá e Isensee pra cá..."

Ou por exemplo em um restaurante;

"- Boa noite madame, boa noite senhor. Qual é o prato escolhido para a janta?"

"- De entrada um vinho branco de Jerez, logo uma salada grega e como primeiro prato o famoso Salmão espanhol ao molho Isensee..."

Agora imagine no cinema;

"- Cara que filmaço, né?

- Muito bom mesmo, fiquei Isensee com esse filme."

Tipo no médico;

"- Doutor, o que dizeram os exames? É grave?

- Não se preocupe, uma pílula de Isensee pela manhã durante um mês resolverá seu problema."
E se o meu amigo com sobrenome mil-e-uma-utilidades fosse político?
Ele seria Isenseento do imposto de renda...
Tá bom, já chega... eu passei dos límites, reconheço... essa foi trash e tosca, como este post...
humpf...

e a conversa girava em torno de um candidato a vereador muito peculiar na Bahia. Seu nome é Léo Kret;



O mais curioso desse candidato é o fato de que ele - ou ela, vai saber? - ganhou as eleições!!!

Eu fiquei abismado... estamos no século XXI, parece que este será o siglo mais tosco e bizarro de todos os tempos! O que será que está acontecendo com as pessoas?

Parece que tudo que choca é moda agora. S-ei lá... De repente um filme como Saw - que eu gosto principalmente do primeiro! - é considerado um clássico do cinema.
Antes a violência era sugerida, como na clássica cena de Psicose (Hitchcock) onde Norman Bates entra na ducha da sua vítima com uma faca de cozinha e a imagem mais sinistra que vemos é o sangue escorrendo pelo ralo do banheiro.

Essa cena hoje não seria considerada horror. Teriam que mostrar a faca destroçando o corpo da menina... venderia mais, seria mais polêmico...

Dá um pouco de medo raciocinar nessas coisas, acho que estamos baixando o nosso nível nesse sentido. E o pior é que acaba sendo algo comun e já não vemos diferença...

A verdade é que no fim das contas o que acabamos fazendo é algo como as palavras de Humberto Gessinger em Muros & Grades - albúm Várias Variáveis 1991 ainda com a formação clássica -;

"Então erguemos muros que nos dão a garantia de que morreremos cheios de uma vida tão vazia..."

20 de junho de 2009

ALL WE NEED IS BLOG!

Sobre pop, dance, rock e divagações...

Corria o ano de 1963 quando James Brown lança o álbum "LIVE AT THE APOLLO", um disco
gravado ao vivo no Apollo Theatre no Harlem um bairro de Manhattan em Nova York. Hoje, quase 50 anos depois, o disco ocupa o 24º lugar entre os 500 melhores discos da história segundo a prestigiada revista Rolling Stones. Muita gente concorda que se James Brown não tivesse lançado esse álbum, provavelmente, nunca ouviríamos o rap de hoje em dia.

É curioso esse lance de influências... se seguimos por esta lógica sem o excelente THE VELVET UNDERGROUND AND NICO (1967) provavelmente não conheceríamos a David Bowie, Sonic Youth... Sei lá, acho que sem o primeiro disco do Black Sabbath, pode ser que nunca houvesse o famoso movimento grunge dos anos 90.

Seguindo esta linha de raciocínio, sem THE SMITHS, SIMON AND GARFUNKEL ou o misterioso grupo FELT não conheceríamos a Belle and Sebastian.

Para os que não conhecem Belle and Sebastian - digo isso porque todo mundo tem direito a ter defeitos... Apresento uma musiquinha deles;



É difícil não associar a voz de Stuart Murdoch com a de Morrisey do The Smiths. Desde a maneira da banda tocar até todo o estilo é bem parecido ao extinto grupo de "bigmouth strikes again". Outra coisa curiosa a respeito da banda é que praticamente todos os fãs têm uma fidelidade quase religiosa, igual aos aficionados pelo grupo de Morrisey antigamente. Ainda assim, Belle and Sebastian conseguiu criar um universo só deles, especial e único. Isso é muito difícil de conseguir.

Uma das coisas que marca muito a banda é a recusa em conceder entrevistas, fazer publicidade dos discos ou fotos e de saírem muito, mais muito, muito poucas vezes mesmo de sua Escócia natal. O motivo era que os membros, principalmente o vocalista, não esperavam a fama tão alucinante que tiveram em Europa e, por isso, evitam o contato com o mundo da fama.

No Brasil tivemos um caso parecido com o Legião Urbana.

Quando a banda se transformou em uma verdadeira religião para os fãs, o grupo começou a diminuir suas aparições e shows. Isso foi criando uma aura em torno do grupo de teor super-messiânico. Mas o Legião é motivo para um post todinho deles, só que deixarei esse assunto para outro momento...

Ainda divagando sobre os fãs que cultuam artistas... O cara da foto acima se chama Mel Prussack, ele vive em Old Bridge, New Jersey. Pois esse carinha, simplesmente instalou um templo para Bob Dylan dentro de uma drugstore. Dentro de este templo Prussack coloca todos os artigos, revistas e bugigangas que conseguiu colecionar relacionada ao tio Bob em uns 40 anos de fanatismo puro... ou como diria o Dylan, um amor doentio;



É engraçado isso de fanatismo e música não é? Algumas bandas inclusive atiçam o mistério em torno da sua mitologia.

Querem um exemplo? Olhem o símbolo abaixo;



Lembram de alguma coisa em especial? Bom, esses símbolos foram uma idéia de um dos melhores, senão o melhor, grupo de rock da história.

Deixo um vídeo com vocês de Led Zeppelin.



A estória desses símbolos surgiu quando Jimmy Page decidiu lançar um álbum da banda sem nenhum tipo de publicidade, nome, informação ou qualquer outra coisa que não fossem estes quatro símbolos na capa do disco. As figuras significam cada um dos representantes da banda e depois de muita confusão com a gravadora por conta disso, acabou conseguindo lançar o álbum segundo seu desejo.

Cada um dos símbolos tem um significado especial conhecido, exceto um, o de Jimmy Page. Ele é o primeiro da imagem que postei acima.

O pior é que Page odeia responder esta pergunta e conta a lenda que ele só disse uma vez o significado do símbolo, foi a Robert Plant e o vocalista acabou esquecendo o que o amigo contou, para desgraça dos fãs que até hoje não tem idéia do que é.

Como detalhe curioso, a música "Babe I´m gonna leave you" não de autoria do Led Zepellin como algumas pessoas pensam. Na verdade ela é uma composição de uma cantora folk chamada Anne Bredon e já tinha sido interpretada antes por Joan Baez de uma forma mais tradicional... Eu gosto mais da versão do Led.

Na verdade eu me amarro em Led Zepellin!

Bom, já divaguei demais hoje. Termino com uma música que curto muito!

18 de junho de 2009

DOCUMENTOS, MEMÓRIA E HISTÓRIA NA INTERNET

da Série Ctrl C + Ctrl V

retirado do boletim da AGÊNCIA FAPESP recebido por e-mail.

Antes de lerem a matéria que segue, informo que o blog hoje volta a suas atividades normais. Estava viajando e por questões particulares o blog não foi atualizado esses dias nem por mim nem pelo Ramon (o Beraba sumiu).

Aproveitem o post.

Especiais

Tesouro brasileiro na internet

18/6/2009

Por Fábio de Castro

Agência FAPESP – Foi lançado oficialmente, na última terça-feira (16/6), o projeto Brasiliana Digital, que disponibilizará pela internet, com acesso livre, a coleção de cerca de 40 mil volumes da Biblioteca Guita e José Mindlin, doada à Universidade de São Paulo (USP) em 2006, além de outros acervos da USP.

A versão inicial, que já está funcionando, oferece acesso a 3 mil documentos da coleção reunida por Mindlin ao longo de mais de 80 anos. O lançamento do projeto, realizado em conjunto com uma homenagem ao bibliófilo, ocorreu durante a cerimônia de abertura do seminário Livros, Leituras e Novas Tecnologias, no Museu de Arte de São Paulo (Masp), na capital paulista.

“Desde que comecei a coleção, já sabia que a biblioteca não podia ser para sempre um patrimônio particular. Estava claro que éramos depositários e formadores desse conjunto, mas sem o viés da propriedade. Como toda minha família tem forte relação com a USP desde a década de 1930, quando entrei no curso de Direito da universidade recém-inaugurada, não tive dúvidas sobre a escolha da instituição para a qual deveria doar esse patrimônio”, disse Mindlin.

A fase piloto de implantação do projeto conta com apoio da FAPESP, por meio da modalidade Auxílio a Pesquisa – Regular. Os recursos fornecidos pela Fundação permitiram a compra de um sistema integrado de digitalização robotizada de livros encadernados.

“O robô foi adquirido em janeiro e neste primeiro semestre parte da nossa equipe foi para os Estados Unidos receber treinamento para operá-lo. Há sete semanas estamos trabalhando com ele. O robô permite digitalizar cerca de 2,4 mil páginas por hora, o que equivale a cerca de 40 livros por dia”, disse Pedro Puntoni, professor do Departamento de História da USP e coordenador da Brasiliana Digital, à Agência FAPESP.

A Biblioteca Guita e José Mindlin reúne diversos tipos de livros, folhetos e manuscritos sobre assuntos brasileiros. “O acervo cobre áreas como literatura, prosa e poesia, história, relatos de viagens, crítica literária, ensaios, filologia, dicionários, obras de cronistas, história natural, botânica e zoologia. Nem tudo está em português, mas tudo diz respeito ao Brasil”, explicou Puntoni.

Segundo ele, o projeto permitirá aliar a conservação das obras – muitas delas com vários séculos de existência – e a universalização do acesso a elas. “O governo brasileiro, em suas três esferas, tem investido muito em inclusão digital, que deverá aumentar imensamente a parcela da população brasileira com acesso à internet. A Brasiliana Digital dará acesso a esse acervo riquíssimo, preservando-o ao mesmo tempo”, afirmou.

O historiador explicou que ainda não há previsão do tempo necessário para a digitalização integral do acervo doado por Mindlin. Mas, com a tecnologia de digitalização avançada e um sistema de gestão de informação adequado, a equipe está pronta para ampliar o ritmo do projeto.

“Como o prédio no qual o acervo será instalado ainda não está pronto, não pudemos ainda definir a dinâmica do processo. O robô, apelidado pela equipe de Maria Bonita, é operado por conservadores. Quando lidamos com um livro do século 16, por exemplo, temos que diminuir o ritmo. Estamos ainda aprendendo a lidar com o equipamento”, disse.

O projeto recebeu da FAPESP até o momento cerca de US$ 980 mil, usados para a compra do robô e apoio a 15 bolsistas. Segundo Puntoni, a equipe envolvida com o projeto tem cerca de 30 integrantes, entre pesquisadores, bibliotecários, analistas e programadores.

A base do projeto Brasiliana Digital, segundo Puntoni, é o projeto Brasiliana USP, coordenado por István Jancsó, do Instituto de Estudos Brasileiros (IEB) da USP. “A Brasiliana USP é um projeto da reitoria da USP que permitirá o acesso para pesquisa e ensino da maior coleção de livros e documentos de e sobre o Brasil custodiada por uma universidade em escala mundial, tornando-a disponível na internet”, explicou Puntoni.

Para abrigar o acervo doado por Mindlin e a nova sede do IEB, a Brasiliana USP está construindo um edifício com cerca de 20 mil metros quadrados no centro da Cidade Universitária, em São Paulo. O projeto foi desenvolvido pelos arquitetos Eduardo de Almeida e Rodrigo Mindlin Loeb, com a assessoria da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAU) da USP.

“O contrato com a construtora prevê o prédio pronto no fim de outubro, incluindo toda a parte estrutural, como ar-condicionado, cadeiras do auditório, elevadores, etc. A partir daí será preciso trabalhar na instalação de equipamentos, sistemas de segurança e no acabamento. Acreditamos que em 2010 o novo prédio estará operacional”, disse Puntoni.

A parte do prédio onde ficará o IEB, no entanto, deverá levar aproximadamente mais dois anos para ser finalizada. “A parte da construção voltada à coleção Mindlin foi privilegiada, para podermos trazer logo o acervo. Precisaremos ainda levantar recursos para a finalização da outra parte”, disse.

Integração digital

Segundo Jancsó, a concepção básica do projeto Brasiliana USP parte da ideia de criar uma estrutura de conservação de uma parcela do patrimônio cultural da nação, que é a Biblioteca Guita e José Mindlin.

“A partir daí, poderemos investir na conservação do extraordinário acervo documental guardado pela USP. A universidade tem, em suas bibliotecas, cerca de 6,5 milhões de livros. Tudo isso hoje está à disposição dos interessados quase que exclusivamente mediante acesso presencial”, disse.

A ideia do projeto, segundo Jancsó, é contribuir para a conservação de todo o acervo da USP por meio da constituição de um centro de formação de restauradores que levará o nome de Guita Mindlin – a esposa de José Mindlin, morta em 2006 aos 89 anos, pioneira nas ações de restauro de livros e documentos no Brasil.

“Por outro lado, é papel da universidade pública fazer com que a visão patrimonial seja superada e fazer com que esse acervo custodiado pela USP possa estar ao alcance, de modo universal e irrestrito, a todos os brasileiros interessados”, afirmou.

De acordo com Jancsó, os acervos do IEB e da Biblioteca Guita e José Mindlin são complementares e, juntos, deverão formar a principal coleção existente de livros e documentos voltados aos estudos brasileiros. “A construção desse prédio no centro da USP resgata a ideia de que essa universidade foi criada para pensar o Brasil”, disse.

Jancsó conta que a USP investiu R$ 15 milhões para a construção do novo prédio e o projeto captou mais R$ 18 milhões junto a fundações e recursos provenientes de mecanismos de renúncia fiscal. Já os recursos da Brasiliana Digital foram integralmente fornecidos pela FAPESP. “Agora, conseguimos autorização para captar mais R$ 11 milhoes pela lei Rouanet, para finalizar a obra. E vamos ter que buscar mais recursos. A obra é do tamanho do projeto”, destacou.

O site Brasiliana USP reúne informações sobre o projeto, sobre a Biblioteca Brasiliana Guita e José Mindlin e Brasiliana Digital, com destaques como o primeiro livro impresso no Brasil (A Relação da Entrada[...], por Antonio Isidoro da Fonseca), cenas da vida urbana de Jean-Baptiste Debret (1768-1848) e o relato do marinheiro Hans Staden (1525-1579), de 1557.

“A edição de 1557 de Marpurg é a verdadeira primeira edição da obra de Hans Staden. Comprei-a encadernada com mais três livros (Varthema, Federman e um romance de cavalaria alemão), numa encadernação de 1558. A biblioteca possui também uma edição pirata de Frankfurt, provavelmente do mesmo ano, que, não dispondo das matrizes da primeira edição, foi ilustrada com gravuras da viagem de Varthema ao Oriente, sem qualquer relação com o Brasil e com os índios”, disse Mindlin.

Brasiliana Digital: www.brasiliana.usp.br/bbd.

7 de junho de 2009

O URSO BRANCO GRYLLS

Sobre viventes, sobre vida, Sobreviver...


Imaginem algumas dessas situações;

* Você está perdido no meio de uma das selvas mais tensas úmidas e ardentes, como as de Costa Rica ou Amazonas por saltar de pára-quedas no lugar errado...

* Poderia ser, também, que saindo de passeio um despiste te faça desviar-se da rota normal levando-te a encontrar com um vulcão como o Kilauea no Hawaii...

* Ou, talvez; quem sabe, uma simples saída de pesca no fim de semana termine fazendo você viver uma situação tão incómoda como ter que procurar água e comida na Antártida, além de um refúgio quentinho...

* Ou, que uma saída para comprar cigarro termine com você perdido no meio do deserto do Saara...

E agora? O que fazer?

Não haveria nenhum motivo para pânico. Todas estas situações cotidianas podem ser resolvidas se tens em seu poder uma simples faquinha, como da imagem acima, junto com uma garrafinha de água.

Parece piada ou ironía? Mas não é não...

Desde o dia 27 de outubro de 2006 um homen demonstra em uma série-documentário que isso é possível. E antes que penses... digo não, o nome dele não é McGiver.

"Comer fezes de urso é desagradável, mas pode salvar sua vida"
Edward Michael "Bear" Grylls

O dono dessa frase foi ex-marine das Forças Especiais Britânicos, cinturão negro em Karate quando adolescente, ademais de segundo dan em Karate Shotokan. Bear Grylls também pratica yoga e ninjutsu, além de falar três idiomas - francês, espanhol e inglês - e estar no Guinnes Book como o britânico mais jovem em escalar o Monte Everest, com 23 anos.

Edward Michael "Bear" Grylls apresenta faz, aproximadamente, 3 anos o programa Man vs Wild - Discovery Channel - demonstrando como seria possível sobreviver estando em situações extremas. E quando eu me refiro extremas, quero dizer realmente no límite das possibilidades de sobrevivência, tais como; campos gelo na Antártida, em Montanhas, Vulcões ou pântanos e desertos. No programa Grylls é deixado com uma equipe de dois câmeras, que tem ordens para não ajudar-lhe - essa regra só é rompida em caso de ameaça de morte, o que até a data nunca aconteceu no programa -. Além disso Bear Grylls também ensina quê plantas, animais, bichos e insetos são aptos para comer. Ou como fazer uma janguada, um refúgio ou proteções contra tormentas, seja de areia, neve ou chuva.

Bear Grylls, esteve em alguns dos lugares mais perigosos que um ser-humano poderia encontrar no nosso planeta, com apenas uma faca, uma pederneira - pedra de isqueiro - e uma garrafa de água. Ao largo do programa, vemos que ele sai de uma ilha deserta, atravessa um vulcão, enfrenta o frio do Alaska e os ursos da Romênia. Vemos ainda como ele se alimenta dos bichos mais impressionantes por culpa da falta de comida... E ainda por cima, come eles crus e vivinhos da silva...



A desculpa para essa asqueirosidade é a necessidade do corpo em consumir proteínas e calorías em uma situação de sobrevivência. Quando as provisões se acabam um sobrevivente precisa, dependendo do esforço que seja exigido do corpo humano em momentos delicados, de água e comida de alguma forma... e no caso da água, olha só como nosso amigo Bear se vira para encontrar-la;



Desde que eu vi a primeira vez as aventuras de Grylls fiquei enganchado. Eu sou não gosto nada de televisão, para ser sincero, detesto. Mas essa série-documentário, realmente me chamou a atenção em ver qual seria a situação que Bear Grylls se encontraria no próximo episódio. No Brasil o nome do programa é À Prova de Tudo e já está na terceira temporada.


Agora mudando de assunto, eu pude conferir em primeira mão a surpresa que o César quer postar no blog. A minha opinião, está muito @#$%&!!!!! Vocês vão ter que esperar, porque eu não adiantarei nada... morram de inveja!!!!

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