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8 de junho de 2014

SEMPRE ME LEMBRAREI DE FRED

Toda história está marcada em nosso corpo, em nossos genes, em nossa subjetividade fluída e flexível. Mas não mergulharei fundo nesse tema, apenas quero que pense no que nós humanos podemos fazer com nossos corpos, de como os sentidos dados e os percebidos sobre nossa forma de estar, da nossa biologia transplantada e suplantada pela cultura, são fenômenos históricos.

Provavelmente o alto desempenho atlético dos corpos na contemporaneidade não repete ou se aproxima do desempenho obtido por nossos antepassados longínquos, que caçavam e lutavam, embora acreditar que os primeiros homo sapiens sapiens vivessem em constante perigo seja um exagero de perspectiva. Isso, porém, é apenas um exercício de imaginação. O que podemos afirmar, e esse é objetivo desse pequeno texto, é que somos capazes de imprimir com nossos movimentos, nosso gestual, nossa voz, nosso silêncio sentidos múltiplos, que ultrapassam a simples trivialidade do dia a dia, transformando a nós mesmos em objetos de arte.

Um mancebo é simplesmente um mancebo, que serve para pendurarmos chapéus, guarda-chuvas, casacos ou simplesmente para cultivarmos poeira. Mas se o mesmo mancebo ganhar vida ao ser tocado, girado e ritmado ele ganhará personalidade, um sentido romântico, de uma sensibilidade construída na história. Junte o mancebo ao seu criador e terá uma experiência quase transcendente, pois ao dançar e utilizar-se do objeto como uma extensão da nossa própria engenhosidade, do nosso próprio corpo, vislumbramos possibilidades infinitas, nosso caminho dourado. 

Verás de forma translucida que temos como nosso único elemento invariante no tempo a capacidade de mudar, de nos reinventarmos continuamente e, com isso, podemos criar pontes com outras dimensões do tempo, das memórias perdidas, ou podemos imaginá-las e num esforço hercúleo narrá-las.

Tudo isso apenas para dizer apenas uma frase:

- Fred Astaire é objeto e sujeito da arte quando dança.














FICO POR AQUI - ESSE FOI O TOQUE DA PRIMEIRA TROMBETA QUE ANUNCIA NOSSA VOLTA


13 de fevereiro de 2013

Cloud Atlas como pretexto







Cloud Atlas é uma produção dirigida pelos irmãos Lana e Andy Wacholski, de Matrix, juntamente com o alemão Tom Tykwer, de Corra Lola, corra. É uma adaptação do livro de mesmo nome, escrito por David Mitchel. O filme foi lançado no final do ano passado e conta com um super elenco, com nomes como Tom Hanks, Halle Berry, Hugh Grant, entre outros.
A narrativa é composta por histórias que ocorrem em tempos diferentes e que se cruzam de alguma maneira; as pessoas que são “marcadas” acabam se encontrando – no filme a marca é uma marca mesmo, mas a metáfora é muito maior que sua caracterização palpável. Isso me lembrou bastante um certo livro do Hermann Hesse em que, após a leitura, a gente fica com essa impressão forte de que quem tem que se encontrar, acaba se cruzando em algum momento por aqui.
Apesar de as expectativas geradas serem maiores do que o que o filme tem a oferecer – eu mesmo esperava mais – no final, a recorrente leitura otimista de um mundo com sentido, onde não estamos sós, onde nossa vida é compartilhada, acaba deixando uma boa sensação pela maneira como é apresentada.
Isso me lembrou bastante um poema que tenho em mãos, parte de um livro sem título e sem data, de um autor desconhecido. O nome é bem curioso; se chama “Versos que escrevi para uma moça que encontrei em doze de outubro último em frente à livraria da rodoviária”. Não entendo o motivo de um título tão extenso, mas aí vai ele:


Versos que escrevi para uma moça que encontrei em doze de outubro último em frente à livraria da rodoviária

 E se o dia passase
a madrugada se fosse
a luz se acendesse
e tivesse você ao meu lado?

e se isso isso não fosse
e eu tivesse saudade
se meus versos não fossem originais
se minha confusão não fosse original
e se o vazio tomasse conta das minhas palavras?
e se eu alimentasse o silêncio

enchesse o peito e o papel de saudades
cada milímetro meu de você
e se estivesse presente
mesmo aí, do outro lado
e se eu não soubesse dizer?

Nada disso contaria...

se eu não dissesse
que foi minha inspiração em um fevereiro passado
que foi minha inspiração em outubro
que o pacífico me lembrou você
que meus últimos versos foram só seus?

mas eu não sei dizer...

e se eu pegasse um avião
se pegasse um cometa
e se eu fosse te ver?

mas e se não estivesse em casa
e se compartilhasse a cerveja com outro
e se eu dormisse na praia
olhando as estrelas e lembrando você?

e se...

Fernando Alves Pe
 

13 de fevereiro de 2012

O artista


Olá, pessoal. Voltei. Para quem ainda está por aí, quero recomendar uma bela obra que vi neste final de semana: O artista. Um filme mudo e em preto e branco. Muito diferente do que estamos acostumados, mas que traz uma bela homenagem ao cinema, além de ser muito agradável de assistir. O melhor, na minha opinião, foi o fato de ser um filme, digamos, "inteligente", mas sem soar pretensioso (característica essa, aliás, que me fez não gostar de Árvore da Vida, mas esses comentários deixo pra outro dia).
Quando foi ver "O Artista", tentei fazê-lo quase que desprovido de informações e críticas, para não estragar a sessão e não criar expectativas demasiadamente grandes. E é isso que farei a vocês, leitores: nada de grandes análises. Cada um tem que ver e sentir o que é passado. Garanto que a diversão é para todos os públicos. Quem não é apaixonado por cinema (e sua história), acabará ficando de alguma forma tocado.
PS.: prestem atenção no papel que o som tem na película...


16 de setembro de 2010

Consumo Infantil

Olá a todos!
Gostaria de compartilhar com vocês um documentário muito interessante sobre o problema do consumismo infantil. Este documentário foi produzido pelo Instituto Alana, em seu projeto Criança e Consumo, que busca alertar para os males sociais e emocionais que o estímulo ao consumismo pode acarretar aos pequenos cidadãos.

Assistam e comentem! Certamente vale a pena a reflexão e o debate sobre o tema.

Estou postando aqui a parte 1/6, as demais estão no youtube. No link abaixo vocês encontrarão o documentário completo.

http://www.alana.org.br/CriancaConsumo/Biblioteca.aspx?v=8&pid=40

Filmes e documentários - Criança, a alma do negócio (Brasil)

Por que meu filho sempre me pede um brinquedo novo? Por que minha filha quer mais uma boneca se ela já tem uma caixa cheia de bonecas? Por que meu filho acha que precisa de mais um tênis? Por que eu comprei maquiagem para minha filha se ela só tem cinco anos? Por que meu filho sofre tanto se ele não tem o último modelo de um celular? Por que eu não consigo dizer não? Ele pede, eu compro e mesmo assim meu filho sempre quer mais. De onde vem este desejo constante de consumo?

Este documentário reflete sobre estas questões e mostra como no Brasil a criança se tornou a alma do negócio para a publicidade. A indústria descobriu que é mais fácil convencer uma criança do que um adulto, então, as crianças são bombardeadas por propagandas que estimulam o consumo e que falam diretamente com elas. O resultado disso é devastador: crianças que, aos cinco anos, já vão à escola totalmente maquiadas e deixaram de brincar de correr por causa de seus saltos altos; que sabem as marcas de todos os celulares mas não sabem o que é uma minhoca; que reconhecem as marcas de todos os salgadinhos mas não sabem os nomes de frutas e legumas. Num jogo desigual e desumano, os anunciantes ficam com o lucro enquanto as crianças arcam com o prejuízo de sua infância encurtada. Contundente, ousado e real este documentário escancara a perplexidade deste cenário, convidando você a refletir sobre seu papel dentro dele e sobre o futuro da infância.

Direção: Estela Renner
Produção Executiva: Marcos Nisti
Maria Farinha Produções



22 de agosto de 2010

Batalha de Stalingrado



Olá, pessoal! Voltei. A pedido do meu amigo César, estou aqui para falarmos sobre assuntos variados e, para começar, vou direto ao assunto que tem sido minha, digamos, diversão atualmente: a Batalha de Stalingrado. Para quem não sabe, esta foi, sem dúvida, a mais brutal e sangrenta batalha da Segunda Guerra Mundial e ocorreu entre julho de 1942 e fevereiro de 1943. Foi uma batalha muito importante na qual os alemães sofreram sua primeira grande derrota. Os entusiastas pelo estudo da guerra, historiadores ou não, sabem bem disso, e encontrarão uma farta bibliografia a respeito. Mas não é nesse ponto que quero tocar. Não é surpresa que, de maneira geral, as pessoas guardem uma imagem da segunda guerra muito ligada ao Dia D e à participação dos EUA. O motivo é óbvio: propaganda do cinema. Parti, então, para uma busca de filmes sobre Stalingrado.



O primeiro que me lembrei foi o bom filme "Círculo de Fogo", de 2001, com Jude Law. Lembro que quando o vi naquela época, gostei muito. E realmente é um filme que entretem muito, é divertido acompanar a história do sniper que aterroizou as tropas alemãs em Stalingrado. Mas algumas coisas me incomodaram, principalmente as entrelinhas do filme que se mostraram, ao meu ver, um tanto inadequadas historicamente, vamos a elas: 1. soldados desmotivados: os alemães cometeram muitas atrocidades quando entravam na União Soviética, certamente haveria muita motivação e também muito medo por parte dos soldados russos, mas o filme faz questão de mostrar somente o último sentimento. 2. Os soldados russos desertores sendo massacrados pelos próprios oficiais: no filme isso é mostrado de uma maneira terrível e, é claro, esta não é uma situação das mais agradáveis. Contudo, trata-se, como sabemos, de uma situação normal durante uma guerra, os desertores ou aqueles que descumpriam ordens são executados. O filme faz também uma crítica ferrenha ao stalinismo, mas isso aí não me incomoda, não devia ser fácil viver na União Soviética mesmo...

No geral é um bom filme e eu recomendo.

Procurei, então, alguma obra cinematográfica que não fosse hollywoodiana e foi aí que cheguei ao motivo deste post. Deparei-me com um filme alemão bem bacana de 1993, chamada Stalingrad. É um tipo de filme de guerra que, como outros, te dá aquela sensação de que guerra não é legal...



As cenas de combate em si são horripilantes, no mínimo. Há várias cenas que incomodam pela crueza com que as mortes acontecem e pela maneira como você é levado a se sentir tocado pela vida perdida. São cenas brutais, de uma batalha brutal. Outro detalhe interessante é que, com este filme traz uma visão diferente sobre os alemães: nem todo soldado alemão que lutou na guerra era um criminoso, pelo menos não em situações que eles tivessem controle. E isso, acreditem, incomoda bastante também, pois não somos acostumados ver os soldados alemães dessa forma. E realmente é difícil de engolir por um tempo, mas é bem provável que a situação do filme tenha em alguma medida uma verossimilhança com a realidade. O filme, como a batalha, é claro, não tem final feliz. Não é um filme fácil de encontrar aqui no Brasil, mas eu sei que, se vocês chegaram até aqui, descobrirão um "jeitinho" de encontrá-lo.... Segue um trailer para degustação.

Clique aqui para ver o Trailer no Youtube




16 de julho de 2010

ERA UMA VEZ O HOMEM CORDIAL

Olá Turminha!!!


Viajarei amanhã e o blog ainda permanecerá desatualizado, porém, não vou sair sem deixar um sinal de que a volta se dará com toda a força em breve.


Recebi esse vídeo-documentário via Orkut, mas achei de extrema valia compartilhar com todos os seguidores do Fronteiras.


O vídeo em questão, em seu primeiro episódio, discute a natureza violenta da sociedade brasileira histórica e atualmente.


Faz  muito tempo que compramos a idéia de que nossa sociedade é pacífica, que o brasileiro é cordial, porém, a gênese ou a genealogia desse discurso descansa nos anos de 1930 quando foram publicadas duas obras fundamentais para as ciências humanas tupiniquins: Casa-Grande & Senzala e Raízes do Brasil, de Gilberto Freyre e Sérgio Buarque de Holanda, respectivamente.

Não vou falar muito sobre o doc, mas creio que vale a pena assistir e quem sabe postar comentários.

Conto com vocês!!!

Abaixo o vídeo
LUTAS.doc Ep.: 01
 

FICO POR AQUI – “ESCRAVOS DE JÔ, JOGAVAM CAXANGÔ!!!”

10 de abril de 2010

PODE ME CHAMAR QUE EU VOU...

Só para matar a saudade de postagens.

O blog não foi abandonado, mas o seu poster master, eu, está sem muito tempo para navegar e escrever outras coisas que possam entrar por aqui.

Mas veja esse vídeo...


Gostaria muito de ir em uma coisa dessas

FICO POR AQUI - "VOCÊ VAI CAR NA FESTA!!!"

15 de outubro de 2009

MENINOS EU VI: BASTARDOS INGLÓRIOS


Faz tempo que não vou a uma sessão de cinema e vejo uma platéia se empolgar tanto com um filme. Pois é, o aclamado Quentin Tarantino de pérolas cinematográficas como Cães de Aluguel (Reservoir Dogs, 1992), Pulp Fiction (1994), Jack Brown (1997) e Kill Bill v.1 e 2. (2003/2004) se superou com sua mais nova produção BASTARDOS INGLÓRIOS (2009).

É um filme de Tarantino (isso é obvio), com referências a muitas outras coisas que já realizou em suas obras anteriores (não conto agora para não dar spoiler), mas é O filme de Tarantino. Não espere fidelidade a história da segunda guerra mundial que já foi contada e recontada muitas e de diferentes formas no cinema.

Em Bastardos Inglórios o diretor toma a liberdade de criar uma versão própria, uma “Vendeta da Guerra”, um Western (o popular bang-bang, só que refinado), com muitas línguas e culturas que se chocam, interpõe, harmonizam e criam um mundo próprio, conflituoso, inumano, aético e extremamente violento.

Assim como em cães de aluguel, um grupo seleto é reunido para a realização de uma missão especial – exterminar nazistas. São heróis e anti-heróis ao mesmo tempo, assim como também os são alguns soldados que lutaram do lado nazista.

São duas oposições claras entre os americanos e os nazistas que se focam nos personagens Hans Landa (Christoph Waltz – ator genial) e Aldo Raine (Brad Pitt – em seu melhor papel depois de Tyler Durden de O Clube da luta). Landa é um detetive, intelectual meticuloso, resultado de anos de amadurecimento do discurso técnico-científico (iluminista) e da racionalidade alemã, enquanto Raine com seu sotaque sulista extremamente carregado é um ex-contrabandista que domina a arte da guerra e evoca as tradições hibridas do novo mundo, que reúnem práticas indígenas relidas e o pragmatismo norte-americano.

Se em Plano Perfeito (Inside Man, 2006) de Spike Lee a vingança contra os crimes de guerra é realizada de maneira simbólica e as marcas do passado são guardadas em cofres e uma espécie de restituição é feita ou se dá como um ato do anjo da história do filosofo alemão Walter Benjamin, no filme de Tarantino ela (a vingança) é implacável, carnívora e sua marca é deixada na testa, para não ser esquecida ou disfarçada.

Não há chance para uma queda solitária e esquizofrênica em um banker (veja o filme A Queda), a vitória é conquistada num alegórico inferno cinematográfico onde anjos e demônios se encaram frente a frente e desferem rajadas de metralhadoras na face.

Veja o trailer logo a seguir e confira a crítica emocionada de Mauricio Saldanha no seu genial CABINE CELULAR.

TRAILER – BASTARDOS INGLÓRIOS

FICO POR AQUI – “EU SOU A FACE JUDIA DA VINGANÇA”

29 de setembro de 2009

LISTA 1 – TOP FIVE ACTION MOVIES


Devo confessar uma coisa: gosto de listas. Não sou nenhum fanático por isso e sempre quando vejo uma discordo em muitos casos de alguns dos seus itens. 100 melhores pilotos da história da formula 1, 10 mais belas/gostosas da semana, 10 melhores discos de todos os tempos, 10 etc., etc., etc.

O fato é que quando se trata de listas feitas por blogueiros e até mesmo “especialistas” elas comportam um grau de subjetividade maior que o de objetividade. Nesse sentido, me habilito a fazer a minha primeira lista divulgada na internet. O meu top Five ou 5 melhores forever até manhã.

A lista de hoje é: 5 melhores filmes de ação

Não sou um grande fã do gênero, mas devo confessar que como muitos que cresceram nos anos 80/90 assistir filmes de ação fez parte da infância e adolescência. Gosto de cinema de arte, mas um bom tiroteio de sexta a noite, perseguição de carros, lanchas, explosões, porradaria e putaria servem para relaxar e, por que não, se divertir também. A lista traz cinco dos que mais gostei.

O gênero Ação é cheio de clichês. O mocinho que é perseguido por um erro que não cometeu ou que armaram pra cima dele e resolve provar sua inocência de maneira bem racional: se armando até os dentes e provando sua inocência a base da dedada no gatilho.

Ou o herói (heroína) que é convocado para enfrentar uma situação limite que ninguém mais consegue resolver: enfrentar um exército ou mega vilão sozinho por que é o melhor no que faz.
Se lembrar de mais coisas – o que não é difícil – fica a oportunidade de deixar comentários.

Agora vamos a lista, com justificativas

Primeiro os critérios. Escolhi filmes que se centram em um individuo para desenvolver a trama, o famoso herói, o homem ou mulher que representam os clichês, como muitos personagens de Arnold Schwarzenegger, Van Dame, Stalonne, etc. que resolvem seus problemas com a força muscular ou das armas, sobretudo.

Outro critério utilizado é que a ação (tiroteios, explosões, perseguições, etc.) são, na grande maioria, o foco central do filme ou seu grande chamariz, que no trailer tem aquele narrador com uma voz características ao pronunciar frases como “nesse natal os mansos herdarão a ação” [assista ao vídeo desse post e entenda].

Nisso alguns filmes não entram na lista como, por exemplo, Conan, o Barbaro e Indiana Jones, pois são filmes de aventura e fantasia, apesar de muita ação.
Tendo explicado isso vamos

Aos 5 melhores filmes de ação

5. DESEJO DE MATAR (DEATH WISH) – Estados Unidos, 1974. Direção: Michael Winner.
Charles Bronson, um ícone do gênero. Esse bigode só de olhar já inspira respeito, ainda mais tendo como acessório um trabuco desse tamanho. Sanguinolência, tiros e um olhar frio. Roteiro simples: um homem “pacato” que é arrastado para o inferno após ter a esposa morta e a filha violentada por traficantes, e outros malfeitores, mostra quem é o mais freak e vai matar todos os bandidos que encontrar. Estado de direito pra que cara pálida? O filme recebeu ao longo dos anos oitenta mais 4 seqüências, em uma delas o motivo para iniciar a vendeta é por causa do seu cachorro, assim diz a lenda ou minha memória. Campeão de reprises no Domingo Maior, assisti muitas vezes com minha mãe, uma grande fã do gênero.

4. VINGADOR DO FUTURO (TOTAL RECALL) – Estados Unidos, 1990. Direção: Paul Verhoeven
Ok. Esse é um filme de ação/ficção-cientifica. Ele mantém uma pergunta que perdura até hoje: Douglas Quaid sonhava ou estava em marte lutando? Schwarzenegger é o protagonista desse filme e apesar do ótimo roteiro, o coloco também como um dos filmes de ação mais bacanas que já assisti, pois me lembro até hoje de um dos lideres da resistência marciana que era um siamês bem escroto e das incontáveis seqüências de tiroteio, perseguições e dos olhos do governador da Califórnia esbugalhando por falta de ar. Tiroteio, explosões, drogas e Sharon Stone como “vilã”. Clássico dos anos 1990 e também recordista do Domingo Maior. Fora o jogo do nintendinho que era muito maneiro.

3. RAMBO (FIRST BLOOD) – Estados Unidos, 1982. Direção: Ted Kotcheff
O garoto que não teve a botinha do Rambo quando criança nos anos oitenta atire a primeira granada. O primeiro filme é um clássico. Herói de uma derrota, da Guerra do Vietnã, não encontra mais lugar no mundo que o recebe de volta e de seu estranhamento temos o nascimento de um grande anti-herói que proporciona um grande filme de ação. Nas seqüências ele vira o herói e sai destruindo tudo e todos que vê pela frente, um ícone que virou até desenho animado.


2. A OUTRA FACE (FACE/OFF) – Estados Unidos, 1997. Direção: John Woo
O roteiro é absurdo. Um policial para se infiltrar numa prisão em missão secreta troca sua face e corpo com o do vilão. Mas o legal desse filme é que Cage e Travolta interpretam o vilão e o mocinho no mesmo filme e conseguem convencer que um se tornou o outro. É impressionante como houve simetria entre os dois e as cenas de tiro são muito bem coreografadas, parecem uma dança, o que com certeza se deve a um forte dedo de Travolta.








1. IDENTIDADE BOURNE (THE BOURNE IDENTITY) – Estados Unidos, 2002. Direção: Doug Liman
Baseado em série homônima de livros, Identidade Bourne mostrou que o gênero pode se manter firme e com filmes muito legais. É o melhor filme de ação feito até hoje? não necessariamente. Mas com certeza é o melhor feito nesse século. A cena no bar na qual identifica as pessoas pelo jeito de sentar e pegar no copo é muito boa, além das seqüências de perseguição pelas ruas de Paris e outras cidades da Europa em carros comuns e até bizarros para filmes de ação. Fora as cenas tipicas do gênero que não deixam nada a desejar.


A minha lista é essa. Agora pode ir nos comentários e fazer a sua ou detonar essa daqui.

FICO POR AQUI – “PÔNCIO PILATOS AS 10 HORAS”

20 de janeiro de 2009

O PRIMEIRO FILME DE FICÇÃO CIENTÍFICA

George Méliès

Memória

Cinema exibido

Há 107 anos era feito o primeiro filme de ficção científica conhecido


Pesquisa FAPESP
- Os filmes de ficção científica tiveram sua origem com um cineasta francês para quem a expressão “a primeira vez” foi usada muitas vezes. Em 1902, George Méliès fez o que é considerado o primeiro filme desse gênero que, por vezes, prevê e até inspira novas tecnologias. A viagem à Lua (Le voyage dans la Lune), de 14 minutos, foi baseado em dois livros de escritores que adoravam criar histórias com elementos científicos – Da Terra à Lua, de Júlio Verne, e O primeiro homem na Lua, de H.G. Wells. O filme conta a saga de cinco astrônomos que constroem uma cápsula espacial para viajar até o satélite terrestre. A nave é disparada por um canhão e chega atabalhoadamente na Lua, onde os cientistas encontram selenitas e por eles são perseguidos, mas conseguem voltar para a Terra.


“A viagem à Lua foi um dos primeiros filmes de ficção científica”, diz Ismail Xavier, crítico cinematográfico e professor da Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo. “Só não dá para dizer que foi o primeiro porque havia muita gente produzindo no começo do século e não temos o registro de tudo.” O certo é que Méliès foi o primeiro cineasta associado à ideia de futuro e de tecnologia. Sua empatia e o desejo de trabalhar com a imagem em movimento foram instantâneos e nasceram junto com o cinema.


George Méliès (1861-1938) era um ilusionista, dono do teatro Robert Houdin, em Paris, onde apresentava números de mágica. No final de 1895 ele foi um dos cem convidados de Louis e Auguste Lumière para assistir à primeira sessão de cinema em uma pequena sala no subsolo do Grand Café, no centro da cidade. Os irmãos Lumière tinham inventado o cinematógrafo, máquina que capturava imagens em fotogramas e as projetava de modo acelerado, dando a ilusão de movimento. Méliès percebeu o potencial da invenção para seus shows de mágica e tentou comprar o equipamento, sem sucesso.


O mágico construiu então sua própria câmera e começou a fazer filmes em 1896. No início ele filmava só eventos isolados – como cenas de rua – para depois exibir em seu teatro. Tanto a dramatização de histórias quanto a continuidade de cenas não eram importantes nos primórdios do cinema, entre 1895 e 1908, de acordo com Ismail Xavier. “Era um cinema de atração ou cinema de truques, algo como em um circo em que há quadros e situações apresentados de modo independente”, diz. A cenografia aparecia e os efeitos não eram sutis, mas feitos para ser notados. Os truques eram o grande chamariz. “Era um cinema que gostava de se exibir e encantava pela técnica e novas tecnologias utilizadas. A narrativa e o drama se consolidaram apenas a partir de 1910.”


A viagem à Lua foi uma exceção daqueles tempos porque havia uma narrativa, com muitos efeitos especiais e cenários. A cena da nave enfiada no olho da Lua está entre as mais conhecidas da história do cinema. Méliès foi um dos primeiros a usar efeitos especiais e a caracterizar seres alienígenas. Também teria sido o primeiro a utilizar o recurso da exposição múltipla de negativos, do processo de pintura sobre a película para conseguir filmes “coloridos”, a criar as técnicas de fade in (quando a imagem surge do preto) e do fade out (quando a imagem vai desaparecendo), e a produzir esquetes e story boards, entre outras inovações. O primeiro estúdio da Europa foi construído por ele.


Financeiramente de nada adiantou tanto pioneirismo – em 1912 Méliès estava falido. Em 1926 foi redescoberto vendendo brinquedos em um quiosque de Paris por Leon Druhot, editor de uma revista sobre cinema. Ele escreveu sua história e alguns dos mais de 500 filmes que Méliès fez foram restaurados. Em 1931 o cineasta recebeu a Legião de Honra da França. Embora não sirva como consolo pela miséria em que morreu, Méliès recebeu também elogios públicos de dois outros gênios do cinema. “Devo tudo a ele”, disse D.W. Griffith. Charlie Chaplin o considerava “o alquimista da luz”.


vi essa notícia aqui

23 de novembro de 2008

JCVD

Sobre fracassos, artes marciais, surpresas, intimidade e cine de autor...



Eu assisti o filme esse fim-de-semana aqui na Espanha. Estreou em pouquissímas salas, a que eu fui estava vazia, e ainda por cima, algumas das poucas pessoas que estavam na sala abandonaram o cinema aos 20 minutos... fiquei pensando, devo fazer o mesmo? Resolvi ficar ali e terminar de ver o filme... Eu já sabia que não era o típico filme de ação do Van Damme. De tanto que havia lido que era um filme ironizando a figura do ator pensei que poderia ser interessante, não pela ironia e sim pela criatividade. Além do mais, li críticas excelentes, tanto de leigos como de especialistas e, finalmente, continuei na sala assistindo, praticamente sozinho...

Antes de entrar vi gente rindo do poster do filme, e até se espantando de que alguém fosse assistir ele...

Blergh!!! Pensei...

Eu teria mais vergonha de ir ver Disaster Movie ou High School Musical 3 que, por certo, estavam com as salas lotadas. Reconheço que esse filme do Van Damme será um fracasso de bilheteria, acho que até ele sabia disso antes de fazer. Parece que ele saiu de moda definitivamente...

Agora eu queria dizer uma coisa sobre o filme... é um filmaço! Dos poucos que valem o ingresso hoje em dia. Não é ironia gente, é sério!

O cara simplesmente deixou de lado todo o clichê dos filmes, tais como, bundas de fora, porradaria a torto e direito e pegar as mulheres mais gatas... Nesse filme o nu de Jean-Claude é emocional, algo muito mais difícil de se fazer que o nu físico. Ele tem a audácia de interpretar o personagem mais difícil de sua carreira; ele mesmo!

O filme não é uma comédia como saiu em alguns lugares, tampouco é um drama ou uma aventura. É um cine de autor, uma homenagem singular a um ator que caiu no esquecimento do público e, diga-se de passagem, Jean-Claude Van Damme demonstrou ser um excelente ator nesse filme! Destaque para a cena onde sua filha diz que não deseja viver com ele... e onde ele faz um monólogo sobre o que ele considera sua própria vida. Essa é uma das melhores cenas do filme, muito intíma e introspectiva, jamais imaginei o Van Damme assim.

Creio que os fãs do cara vão odiar o filme. O fato é que o Van Damme de JCVD amadureceu, e talvez, alguns fãs do cara não. Se você é uma pessoa que conhece um pouco da vida pessoal dele sentirá que fazer esse filme não deve ter sido fácil para o ator. E o diretor fez algo simplesmente fantástico com o roteiro, com planos bem escolhidos, música de bom gosto, além do que, ele consegue fazer cenas engraçadas estarem associadas a tristeza da situação sem que você note muito a diferença... rir e chorar no filme é quase uma obrigação em determinados momentos.

Aconselho muito as pessoas que gostem de filmes alternativos e sem clichês hollywoodianos a assistirem. Mas quando assistir no cinema, em dvd ou filme no PC retirem qualquer pudor referente ao passado do ator da cabeça e prestem atenção no que ele realmente quer dizer. A mensagem é forte, mas se você não estiver com os ouvidos atentos pode acabar deixando ela passar...

É isso, abraço a todos!

28 de junho de 2008

COMO O HOMEM-ARANHA 3 DEVERIA TER TERMINADO

O Beraba postou a poucos dias atras o hilário "como o sehor dos anéis deveria ter terminado". Entre os vídeos relacionados estava a versão do final do Homem-Aranaha 3 que é tão divertido quanto. Está em inglês, mas quem entende o básico vai se divertir muito. Destaque para duas cenas: a primeira é um diálogo entre Super-Homem e Batman num café e a segunda uma conversa de Harry Osborn com seu mordomo.

Divirtam-se, é muito bom.



FICO POR AQUI - "VOCÊ ESTÁ DESPEDIDO"

9 de junho de 2008

A CHINA É AQUI AO LADO

Em post recente tratei da questão da democratização da produção áudio visual, ocorrida graças a emergência da tecnologia de vídeos digitais, que barateou muito o custo desse tipo de empreitada e possibilitou que muitos pudessem se expressar artisticamente.

Pois bem. Navegando entre os blogs parceiros (Blog dos Piratas) encontrei e kibei um curta-metragem peculiar e muito bem realizado, “Honra lavada com sangue”. Vídeo realizado pelo Departamento de Cinema Rádio e TV da ECA/USP.

A história é simples: dois jovens se esbarram casualmente dentro da cidade universitária e descobrem que ambos pertencem a clãs chineses rivais a milênios, daí pra frente tem início a uma luta muito bem coreografada, diga-se passagem, entre eles. O roteiro foi escrito por Cássio Koshikumo e a direção ficou a cargo da dupla Antônio Linhares e Arthur Warren. O final é inusitado.

Detalhe: o filme é todo dublado em mandarim. Vale a pena conferir.

Honra lavada com sangue

outube.com/v/qI83J9L6r7o&hl=en">


Confira
também

Makinf of de "Honra Lavada com Sangue"

Versão em HD (High Definition)

FICO POR AQUI – “A VIDA É COMO UMA ESPIGA DE MILHO NA TEMPESTADE”

24 de maio de 2008

A DEMOCRATIZAÇÃO DA PRODUÇÃO ÁUDIO-VISUAL

Uma vez, isso já tem lá uns cinco anos pra mais não me lembro exatamente, quando eu estava todo empolgado com a proliferação dos DVDs um professor de uma faculdade privada me disse com muita arrogância que a tecnologia digital poderia acabar com a fotografia no cinema. Fiquei sem resposta. Hoje, vendo que esse cara na verdade era um babaca, posso afirmar que a tecnologia digital de fotografia veio acrescentar e, sobretudo, democratizar a produção cinematográfica em seus diversos níveis.

Por que democratizar? Explico.

As câmeras de vídeo digital e softwares de edição de imagem e som possibilitaram o barateamento do custo da produção artística. Quem navega pelo Youtube e freqüenta festivais sabe muito bem do que estou falando. Muitos videomakers, profissionais e alunos de cursos de áudio-visual, publicidade, cinema puderam se expressar livremente e com maior facilidade.
Um bom exemplo disso é o filme 3 Efes (2007, direção de Carlos Gerbase), cuja estréia e exibição foram simultâneas em quatro mídias distintas (cinema, TV por assinatura, DVD e Internet), criando um marco na história do cinema.

Claro que as películas e fotografia não perderam espaço, pelo contrário, a arte cinema, a 7ª arte, tem seu lugar fixo no mundo contemporâneo e cada tipo de produção tem seu valor e espaço para veiculação.

Mas o que importa dizer é que muita qualidade veio com a quantidade.

O vídeo que inspirou esse post de hoje é “Onde Mara Mora”, realização de um grupo de alunos do curso de comunicação da ESPM, uma das principais formadoras de profissionais desse ramo no país. Dando nome aos bois, participaram da execução do curta-metragem desde roteiro, direção, atuação, câmera, figurino e pós produção os seguintes caboclos e caboclas: Renato Dancini, Moshe Stern, Mara Redigolo, Caio Alves, Thomas Bruck e Rosana Stern.

Onde Mara Mora é o primeiro episódio das crônicas de Lee Sérgio (os outros episódios, aparentemente, não foram feitos). O que torna esse curta interessante é a mistura de animação
stop motion com a atuação dos atores (Moshe Stern como Lee Sérgio e Mara Redigolo como Mara), bem como um roteiro bem inusitado e criativo. A câmera e direção de arte ficaram por conta de Renato Dancini (veja o perfil no YouTube clicando aqui) e praticamente todos da equipe trabalharam no roteiro e nas outras etapas de produção.

Assistam, vale a pena e, sobretudo, divirtam-se!!!

ONDE MARA MORA


Ficha Técnica
Duração: 9 minutos
Elenco: Moshe Stern e Mara Redígolo
Câmera, edição, Direção de Arte e pós-produção: Renato Dancini
Roteiro: Moshe Stern, Mara Redígolo, Caio Alves, Renato Dancini e Thomas Bruck
Animação: Caio Alves e Thomas Bruck
Figurino: Mara Redigolo e Rosana Stern


FICO POR AQUI – “A MÍDIA É O MEIO”

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