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25 de abril de 2007

SOBREHUMANO

Decidi iniciar um novo projeto para o blog, publicar uma história de ficção que envolva super-heróis. Diferentemente da outra narrativa que está em desenvolvimento (Espaço Aberto) o roteiro, o guia dos episódios, já está pronto e o final já está esboçado, assim como toda a ação da trama, espero que gostem... em especial os membros do F.A.R.R.A (Fórum de Agrupamento dos Revolucionários do Rapadura Açucarada) e, claro, meus fieis leitores.

Aguardo por ilustrações e comentários

De bandeja publico hoje dois episódios: o piloto e o primeiro


EPISÓDIO PILOTO

– Eu acreditava que era um Deus.

Nunca achei que isso pudesse me acontecer, quer dizer, desde que me transformei em algo que nunca imaginei que me tornaria. Nesse exato momento consigo sentir cada célula do meu corpo se desmanchando e os átomos que as compõe estão subdividindo-se em partículas cada vez menores e imprevisíveis, como se fosse a origem de um novo universo, ou o ressurgimento de efêmeras lembranças do início do tempo, do Big Bang.

Tudo acontece tão rápido, minha vida toda passa diante dos meus olhos como se fosse um pequeno salto de um ponteiro. Olho para baixo e vejo a Terra ficando cada vez mais distante, desgovernada... Consigo lançar a última gota de consciência que me resta para encontrar um homem que escreverá minhas memórias, que terá minhas memórias.

Minha primeira derrota foi a derradeira

– É triste descobrir que os deuses também morrem.

Fim do prelúdio.

Episódio 1 – Luto ou Júbilo?

O sol começava a se esconder no horizonte quando as principais emissoras de TV internacionais interrompiam suas programações para dar a noticia do século: Papillon estava morto, havia sido desintegrado no limiar da atmosfera terrestre.

No mais respeitado canal jornalístico da América a noticia era dada da seguinte maneira:

CNN – “O auto-proclamado Deus da Terra, também conhecido como Papillon, recebeu um misterioso ataque a poucos instantes enquanto patrulhava o planeta do Espaço. Autoridades ligadas a Corte e sua acessória de imprensa ainda não se manifestaram oficialmente a respeito, mas o raio que atingiu e matou o herói pode ser visto de vários pontos do hemisfério Leste e imagens produzidas pelas câmeras da Estação Espacial Internacional captaram de relance o momento do impacto. Vejamos a imagem...”

Nesse momento as transmissões foram interrompidas e Abraham, um dos principais porta-vozes da Corte, aparecia dizendo que as noticias eram falsas e que Papillon ainda estava lá em cima “olhando por nós”.

A repercussão foi imediata. Na Internet fóruns excediam sua capacidade de acesso, blogues e sites das mais diferentes matizes discutiam sobre a veracidade da noticia e das imagens que circulavam pela rede.

Na China a policia vermelha agia violentamente contra os manifestantes dos grupos anti-Deus; na França as forças da Corte engrossavam suas fileiras com os seguidores de Papillon e rapidamente abafavam qualquer tipo de manifestação; no Brasil a bateria da Mangueira estava saindo do recuo e o desfile em homenagem a Papillon agitava a marques de Sapucaí. O mundo não sabia direito como reagir, mas o certo era que agora ele estava mais dividido do que nunca.

Enquanto isso na periferia de Skyline City, maior cidade dos EUA, uma guatemalteca de meia idade estava consultando seu vidente para saber se seu marido ainda a estava traindo com Tina, sua ex melhor amiga.

Vincent concentrava-se para atender o pedido de sua cliente mais fiel, as cartas mostravam que Hugo estava andando na linha e que ela poderia ficar tranqüila. Ao mesmo tempo Steak, principal ajudante de Vincent recolhia a mesada de Hugo e Tina em um Motel barato a duas quadras do “escritório” do vidente.

A latina estava muito feliz, beijava incessantemente a mão de Vincent e logo tirava da bolsa um envelope com o valor da consulta e o depositava no pequeno altar dedicado a virgem de Guadalupe.

O próximo cliente aguardava ansioso, era Mohamed, um indiano dono da mercearia. A secretária pedia que ele aguardasse alguns minutos enquanto o vidente re-alinhava suas energias com o Cosmo. Dentro da “sala dos mistérios” a virgem de Guadalupe era substituída pela estatua de uma vaca sagrada.

Quando Mohamed abriu a porta Vincent estava usando um turbante de cor púrpura, um recipiente no canto direito atrás da mesa branca queimava mirra. O mensageiro do vento anunciava a entrada. Vincent olhou diretamente nos olhos do indiano e com voz incisiva disse que hoje Nadja iria entrar em contato por meio dele. Mohamed começou a chorar e o místico sorriu por dentro...


Um pequeno ponto luminoso, pouco maior que uma bola de tênis, entrava vertiginosamente na órbita terrestre e pairando sobre o Indico entrou no continente africano atravessando-o como um minúsculo ponto, logo o atlântico testemunhava silenciosamente a pequena partícula atravessá-lo e adentrar a baia de Skyline city...

Continua...

2 comentários:

  1. Maria Carolina Akemi Sameshimasábado, abril 28, 2007 5:06:00 PM

    O.O

    Tá vendo...isso que dá ficar assistindo Heroes...kkkkkkkk

    Bjs
    Maria Carolina Akemi Sameshima

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  2. Carol, eu já puxei 9 episódios do Heroes e não assisti nehum ainda, acredita..rsrsrsrsrsrsrsLeio
    Leio quadrinhos há mais de 10 anos.

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