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21 de fevereiro de 2011

FARRAZINE Nº 20


Taí o projeto que eu participo e levo 4 ANOS tentando fazer o C.A. colaborar com algum texto...

Agora não sei se contar isso é bom ou ruim para a revista... (risos)

Bom, baixem e critiquem, por favor!!!!

► Conheça as aventuras de Adriel Paz - O Apanhador de Estrelas - 

► Confira também: a passagem de Killofer por João Pessoa; entrevistas com Von DEWS!, do site Vertigem e com Nívia Alves e Ana Karla Albuquerque, do Rascunho Studio.


► A coluna "Riteando" com contos de Rita Maria Felix da Silva.

► A volta do nosso ombudsman - Bráulio Taumaturgo

E mais: Bando de Dois, Comic Code Authority, Steampunk, Hipster Hitler, ABAS, contos, resenhas, tiras, dicas de HQ's e blábláblá...

http://www.4shared.com/file/pPU-5J32/FARRAZINE_20.html  VERSÃO .RAR - 4SHARED - 43,6 Mb

http://www.megaupload.com/?d=QZMIZ3KH - VERSÃO .RAR – MEGAUPLOAD - 43,6 Mb


http://www.megaupload.com/?d=XYE22K09  -  VERSÃO .PDF – MEGAUPLOAD - 25,9 M 


24 de outubro de 2010

FARRAZINE #18


Lançamento E-Zine


3 anos!!!!!! Isso mesmo, 3 ANOS!!!!


Parece que foi ontem que o Zine saiu. Parece que foi ontem que entrei num fórum e tive o prazer de conhecer virtualmente o Kio Caio César, o Snuck, o Negrito, o InvinoVeritas e outras pessoas igualmente interessantes. Parece que foi ontem que participei dando opiniões para o lançamento da primeira edição.

Confesso que por uma série de motivos pessoais acabei me afastando do fórum e com isso, infelizmente, acabei perdendo contato com essas pessoas.

Mas o post de hoje é para anunciar/divulgar e, sobretudo, COMEMORAR o lançamento da edição comemorativa do FARRAZINE.

Meus parabéns a todos os que participam, participaram e ajudaram a dar vida (Is A Live!!!!!) a publicação mais nerd da internet.

Deixo vocês com o release do grande KIO.


FARRAZINE # 18

Para o aniversário de 3 anos do FARRAZINE, trouxemos um convite para nossos leitores, contamos um pouco de nossa história e temos também:
A primeira parte da matéria sobre a história do game King's Quest (por Jacarandá); uma análise coerente sobre Os Invisíveis (por Filipêra), de Grant Morrison; resenha sobre a banda Charme Chulo (por Josi Woodstock); a HQ "Manuela", feita a seis mãos (Jluismith, Dias e Snuckbinks); as tirinhas comoventes de "A Vida com Logan" (de Flávio Soares); contos e muito mais.
Publicado em 20.10.2010

Clique aqui e acesse

Leia, comente e divulgue. E-mails para leiafarrazine@gmail.com


 FICO POR AQUI - "SIGAM-ME OS BONS" @cesar_agenor

2 de outubro de 2010

Novas vozes




Como já disse aqui antes, costumo escrever. Gosto bastante, é quase uma necessidade.

Por isso, também gosto muito de ler o que as pessoas estão fazendo. Entre as coisas legais e novas que li ultimamente, estão os versos de Fabrício. O mais legal da maneira como ele escreve é a dose de acidez; não existe um lirismo fácil em seus versos.

Aí acima vai um exemplo. Vou aproveitar para colocar abaixo algo meu, visivelmente influenciado. Em linhas gerais, são versos que fazem parte de um projeto frustrado. Nem sempre a mensagem enviada é a recebida. Acredito mesmo que quase nunca é.

plano A

Queria massagear os seus pés
cedo ou tarde
doloridos ou não
no momento em que te encontrasse
queria massagear os seus pés


queria olhar nos seus olhos
queria rever a luz dos seus olhos
esse jeito de olhar que nem uma popstar possui
queria olhar nos seus olhos
mergulhar nos seus olhos
alcançar sua alma
sentir seu espírito
mais uma vez, por mais alguns minutos, que seja
queria olhar nos seus olhos


queria tocar os seus lábios
(sim, queria sua língua também)
não só pelo prazer de tocá-los
de sentir os seus lábios entre os meus
mas para ver o seu rosto
para ver como muda o seu rosto
a serenidade que se espalha por ele
a sombra que se espelha por ele
o rubor que se espalha por ele
pouco antes de seus lábios tocarem os meus


mas eu queria me deitar com você
(sim, eu queria me deitar com você)
queria sentir o seu corpo
afinal, quem não iria querer sentir o seu corpo?
tanto quanto isso, queria acordar com você
mesmo que fosse por uma só vez
queria acordar com você
quem sabe ao abrir meus olhos
encontar o seu olhar sobre mim
seus lábios e seu corpo esperando por mim
queria acordar com você


queria passar com você uma tarde de sábado
uma noite de sábado
uma manhã de segunda
queria estar com você


não queria encontrar uma garrafa
com um gênio que atendesse pedidos
pois não quero desrespeitar seu livre arbítrio
te quero livre
melhor se passar por aqui em direção aos meus braços
aos meus lábios
ao meu leito

ao meu sofá rasgado


queria massagear os seus pés




P. R. O

26 de setembro de 2010

BARRABÁS, TORERO, HISTÓRIA E HUMOR


Sexta-passada (24/10) tive a oportunidade de ouvir pessoalmente as divagações sobre história, literatura e cinema do escritor e cronista esportivo José Roberto Torero (Blog do Torero).

Além dos romances históricos e da paixão pelo futebol o literato é roteirista e diretor, especialmente de curtas-metragem. Você pode conferir parte da produção dele clicando aqui.

Um boa praça esse Torero. Bom de papo. A palestra se centrou na interação. A platéia composta por jovens universitários o bombardeou com uma série de perguntas sobre diversos temas, indo do processo criativo passando por Machado de Assis e chegando as suas concepções de literatura e história.

Curioso como sou, visitei seu blog e encontrei um link para um vídeo promocional de seu novo livro O Evangelho de Barrabás (objetiva, 2010, 520p), escrito em parceria com Marcus Aurelius Pimenta.

Torero leu os 3 primeiros capítulos para a platéia e conseguiu arrancar uma porção de risos. O vídeo promocional é uma peça que vale a pena ser assistida, pois nada mais nada menos do que a primeira meretriz e o filho do altíssimo deixaram suas impressões sobre o texto. O riso é garantido.

Logo a seguir vocês podem conferir o vídeo e uma sinopse do Evangelho de Barrabás.



Sinopse do livro retirada do site da livraria da Travessa

“Primeiro romance adulto de José Roberto Torero e Marcus Aurelius Pimenta em dez anos, esse livro traz um texto ágil e uma trama marcada por reviravoltas que nos prendem rapidamente. Por trás das aventuras do protagonista, porém, há uma pesquisa extensa sobre o Antigo e o Novo Testamento.

Os autores mergulharam no universo bíblico para imaginar como teria sido a vida de Barrabás. Como conseqüência, O Evangelho de Barrabás traz inúmeras citações relacionadas aos textos sagrados. A declaração de amor que ele faz para Maria MagdaLena, por exemplo, foi retirada quase que inteiramente do Cântico dos Cânticos, capítulo de teor erótico do Antigo Testamento que teria sido escrito por Salomão.


As maldições enumeradas no embate entre Barrabás e Caifás no Templo foram extraídas do Deuteronômio, do mesmo livro. Já o Novo Testamento aparece nas citações às parábolas do grão de mostarda (que ocorre quando os discípulos vão se despedir de Barrabás após o milagre das águas) e do filho pródigo, que ganhou um final diferente.


Não é preciso conhecer a Bíblia, no entanto, para se divertir. Basta gostar da combinação de inteligência ferina com humor e história, marca registrada da dupla Torero-Pimenta.”


FICO POR AQUI – AS MULHERES TOCAVAM PANDEIRO E OS HOMENS FLAUTA

26 de agosto de 2010

FARRAZINE #17



Faz tempo que o lançamento do Farrazine não era anunciado por aqui. Acredite essa publicação que nasceu em novembro de 2007 a partir de um fórum que reunia vários freaks fãs de quadrinhos, rpg, quadrinhos, games, Hqs, e outras nerdices como quadrinhos e HQs 0_o, está em sua 17ª edição, sem contar os números especiais.

A parte visual continua em excelente nível, graças ao trabalho de sir Snuckbinks. A edição cuidadosa e responsável é do Kio César.

Você também poderá conferir bons contos e uma HQ independente muito bem trabalhada e finalizada artisticamente.

Se ainda não conhece a publicação você pode conferir os posts relacionados a partir das miniaturas no fim do post (brinquedo novo do blog!!!) ou clicando nas tags. Também poderá acessar o blog da galera do zine a partir do banner logo mais abaixo.

Obs.: O Fronteiras no Tempo está de volta à ativa. O Marcelo e eu temos alguns planos bons para o FT que tenho certeza que você irá curtir e se envolver (pode confiar!!!)


Confira diretamente a publicação fazendo o download dos links abaixo:




Segue o Release

Saudações.

Com um leve atraso pós-férias e um pouco mais magrinho, o FARRAZINE # 17 está no ar.

Apresentamos as HQ's: JUSTIÇA 40º por Brenno Dias e Denis Mello e LONG PLAY por Megaron Xavier

E mais:

• O Nascimento da Era de Prata 
• A Laranja Mágica 
• Quebra-Quebra no Tróia’s Bar
• Os Kana: Katakana - por Hiro
• Quadrinhos Gonzo - por Jacarandá
• Anarquia nos Quadrinhos: A Máscara do Riso - por Filipêra
• Nostalgia
• Biografia: J. J. Abrams
• Blues - parte 3 - por Snuckbinks
Contos:
• Uma Manhã
• A Armadilha - por InVinoVeritas
• O Poeta - por Marcelo Soares
• A Sua Cor - por Agente Dias

E participe da promoção do MasmorraCast, informações na contracapa do zine.

Vá ao nosso fórum http://migre.me/16QTH e acesse as versões on line e para download.

Precisamos de sua opinião para continuarmos com esse precinho camarada. Mande e-mail para kio_72@hotmail.com ou leiafarrazine@gmail.com e prestigie.

Kio (Caio Cesar)

Editor
twitter: @kio_caiocesar e @farrazine

7 de fevereiro de 2010

LIVRO ESQUADRINHA LIVROS DE MONTEIRO LOBATO

 Livro (lançamento)

Série Crtl C + Ctrl V
RETIRADO DO BOLETIM DA EDITORA UNESP RECEBIDO POR E-MAI


MONTEIRO LOBATO
LIVRO A LIVRO

AUTOR(ES):
LAJOLO, MARISA E CECCANTINI, JOÃO LUÍS


SINOPSE:
PREMIADO - MELHOR LIVRO DO ANO PRÊMIO JABUTI 2009


Escrito a muitas mãos - por professores e pesquisadores de diferentes instituições 
brasileiras - este livro, como seu título sugere, dedica um capítulo a cada título
infantil do escritor, acompanhando a cronologia de lançamento de suas primeiras 
edições. Abrem o livro discussões breves sobre linguagem, imagens, ilustrações e 
práticas editoriais do escritor.

ORELHAS:
Se Monteiro Lobato é uma daquelas pessoas de quem se pode dizer que desempenhou 
múltiplas funções (pintor, escritor, advogado, diplomata, fazendeiro, tradutor, 
empresário, editor), é sua imagem de autor de livros de literatura infantil que muitas 
gerações guardam carinhosamente na memória. E é como o criador do espaço mágico Sítio
do Picapau Amarelo que ele se revela inovador e arrojado, empenhado em conferir à 
infância um lugar no qual, antecipando tendências, a criança tinha papel de destaque.
O exame de suas obras desnuda um comportamento bastante regular e sistemático: ele 
gostava de reescrever as histórias, preocupado constantemente e de modo especial com a 
linguagem, desejando tornar sempre mais clara e objetiva sua ligação com os leitores. 
Assim, são muitas as oportunidades de observar sua natureza de artífice da palavra, 
trabalhando duramente para imprimir aos textos a clareza cristalina que defendia para a 
literatura.
Esta coletânea, nascida de pesquisas desenvolvidas na UNICAMP e na UNESP , reúne novas 
análises da obra lobatiana, que sugerem novas pesquisas ou simplesmente novas leituras. 
Utilizando muito material que chega ao leitor pela primeira vez, seus autores procuram 
traçar uma história original da leitura do Brasil de Lobato e, em especial, revisitam a 
trajetória editorial de cada livro infantil, por meio de uma observação fina das 
alterações imprimidas nas várias edições dos livros do criador do Sítio do Picapau 
Amarelo.
Ainda que as análises se fundamentem em teorias literárias de ponta e o livro tenha 
sido concebido no contexto universitário, o destinatário privilegiado desta obra é o 
leitor comum, como o idealizara Lobato e para quem a magia de suas histórias era 
dirigida, razão pela qual se evitou uma linguagem excessivamente técnica e se fixou 
como meta principal multiplicar a possibilidade de fruição e de encantamento das 
histórias do Sítio, ao iluminar sua gênese, bastidores e percursos.


Quarta capa

Escrito a muitas mãos por professores e pesquisadores de diferentes instituições, este 
livro se ocupa do inventor do Sítio do Picapau Amarelo, dedicando um capítulo para cada 
título de sua produção infantil, precedidos de discussões breves sobre imagens, 
linguagem, ilustrações e práticas editoriais do escritor.
Além de permitir sempre um novo olhar sobre a expressividade e o significado de cada 
livro de Monteiro Lobato direcionado às crianças brasileiras, uma das novidades desta 
coletânea é apresentar o percurso cumprido obra a obra, empreendendo uma visita à 
oficina do autor e buscando recuperar a forma com que ele se dedicava a reescrever seus 
textos, promovendo numerosas alterações e renovando, a cada edição, o pacto 
estabelecido com seus leitores.


Sobre os organizadores

Marisa Lajolo é professora da Unicamp e da Universidade Mackenzie. Publicou várias 
obras sobre leitura no Brasil. Coordenou o projeto temático que trabalhou com a 
documentação lobatiana depositada na Unicamp. 

João Luís Ceccantini é professor de Literatura Brasileira na Faculdade de Ciências e 
Letras da UNESP, câmpus de Assis e desde 1989 tem realizado pesquisas sobre leitura, 
literatura infantil e juvenil, formação de leitores e literatura brasileira 
contemporânea.

SUMÁRIO:
Apresentação

1 Linguagens na e da literatura infantil de Monteiro Lobato
Marisa Lajolo

2 A imagem na obra lobatiana
Luís Camargo

3 Belmonte Ilustra Lobato
Maria Alice Faria

4 De raro poder fecundante: Lobato Editor
João Luís C. T. Ceccantini

5 Algumas notas sobre a trajetória editorial de O Saci
Evandro do Carmo Camargo

6 Monteiro Lobato e o processo de reescritura das fábulas
Loide Nascimento de Souza

7 João Nariz, o garimpeiro que virou raridade
Cilza Bignotto

8 Jeca Tatuzinho: patriotismo e propaganda
Glaucia Soares Bastos

9 Hans Staden à lobatiana
Lucila Bassan Zorzato

10 Peter Pan lido por Dona Benta
Adriana Silene Vieira

11 Reinações de Narizinho: um livro "estupendo"
Denise Maria de Paiva Bertolucci

12 Viagem ao céu: aventura, fantasia e ciência
Milena Ribeiro Martins

13 História do mundo para as crianças: uma obra inovadora
Míriam Giberti Páttaro Pallotta

14 História de caçador, histórias de caçadas
Jaqueline Negrini Rocha

15 A gramática da Emília: a língua do país de Lobato
Thaís de Mattos Albieri

16 Aritmética da Emília (1935):matemática para (não) matemáticos?
Fernando Teixeira Luiz

17 Geografia de Dona Benta: o mundo pelos olhos da imaginação
Rosimeiri Darc Cardoso

18 História das invenções: "a saga de Peludo" ou "as queixas de um pioneiro"
Carlos Cortez Minchillo

19 Dom Quixote das crianças e de Lobato
Amaya O. M. de Almeida Prado

20 Memórias da Emília
Emilia Mendes

21 O Poço do Visconde: o faz-de-conta quase de verdade
Kátia Chiaradia

22 Histórias de Tia Nastácia: serões sobre o folclore brasileiro
Raquel Afonso da Silva

23 Serões: verdades científicas ou comichões lobatianas?
Lia Cupertino Duarte

24 O Picapau Amarelo: o espaço ideal e a obra-prima
Mariana de Gênova

25 No centro do labirinto: o papel do leitor na obra O Minotauro
Eliane Aparecida Galvão Ribeiro Ferreira

26 Entre guerras, ciências e rReformas: Emília consertando a natureza
Tâmara C. S. Abreu

27 A chave do mundo: o tamanho
Thiago Alves Valente

28 O 13º Trabalho de Lobato
Emerson Tin

PARA COMPRAR CLIQUE AQUI

25 de janeiro de 2010

AS PRINCESAS NÃO SÃO MAIS COMO ERAM ANTIGAMENTE

Série Ctrl C + Ctrl V. Fonte: BBC Cultura


Cinderela larga príncipe e Branca de Neve toma Prozac em livro na Espanha

Cinderela na versão de Nunila López e Myriam Cameros (Foto: Editora Planeta/Divulgação)
Cinderela na versão de Nunila López e Myriam Cameros (Foto: Editora Planeta/Divulgação)

Um livro no qual Cinderela se rebela, vira vegetariana, sai do baile só de madrugada e larga o príncipe encantado, e em que sua amiga Branca de Neve usa Prozac para combater a depressão, se tornou um dos maiores sucessos de venda das últimas semanas na Espanha.

A obra La Cenicienta que no Queria Comer Perdices (“A Cinderela que não queria comer perdizes”, em uma alusão ao tradicional final de contos em espanhol, que acabam com a frase “foram felizes e comeram perdizes”) vendeu mais de 50 mil exemplares no país nas seis primeiras semanas após seu lançamento.

A história foi criada quase que por brincadeira pela escritora Nunila López Salamero e pela desenhista Myriam Cameros Sierra.

Elas contam que ofereceram o livro a várias editoras espanholas e não receberam nem um e-mail como resposta.

Com a ajuda de amigas e de associações de combate à violência contra a mulher, López e Cameros juntaram dinheiro em coletas para a primeira publicação e o sucesso foi imediato.

Receberam apoio de intelectuais espanhóis e chamaram a atenção de uma das maiores editoras da Espanha, a Planeta, que publicou o texto.

Outras princesas

A Cinderela espanhola do século 21 percebe que era uma mulher maltratada pela madrasta e suas irmãs, abandonada pelo pai, forçada a estar magra para caber em roupas de tamanho 38 e que o príncipe, depois que se tornou seu marido, era um mandão e eterno insatisfeito.

No livro, a renovada Gata Borralheira ainda se reencontra com suas amigas princesas que também estão em nova fase e com outros personagens de contos clássicos que decidem mudar de vida.

A Bela Adormecida explica como acordou sozinha, Branca de Neve sai da depressão, deixa o Prozac (remédio ansiolítico) e resolve se bronzear até ficar morena.
“(O livro) é dedicado a todas as mulheres valentes que querem mudar de vida”, explicam as autoras.

Ele deverá ser lançado no Brasil em 2010, mas ainda sem previsão de data, nem título definitivo.

28 de outubro de 2009

ANJOS E DEMÔNIOS NA ESFERA CELESTIAL

Livro (lançamento)

Série Crtl C + Ctrl V
RETIRADO DO BOLETIM DA EDITORA UNESP RECEBIDO POR E-MAIL


Coletânea reúne cartas que anteciparam o embate entre Galileu e a Igreja do século XVII
Traduzida diretamente dos documentos originais por Carlos
Artur do Nascimento, especialista em filosofia e história
medieval, chega agora ao Brasil a compilação das famosas
cartas copérnicas, onde Galileu Galilei discute com
representantes da nobreza e clero do século XVII a ideia
de que a terra gira em torno do Sol. Em Ciência e
Fé
- cartas de Galileu sobre o acordo do sistema
copernicano com a Bíblia, lançamento da Editora Unesp, o
leitor terá a chance de se aprofundar nos pontos
principais da argumentação galileana sobre o papel da
interpretação religiosa e científica, numa coletânea que
antecipa o famoso embate entre o astrônomo e a Inquisição
no ano de 1616.

Estes diversos documentos foram produzidos entre 1613 e
1616, entre cartas e comentários enviados pelo próprio
Galileu a D. Benedetto Castelli, ao Monsenhor Piero Dini
e à Senhora Cristina de Lorena, Grã-duquesa mãe da
Toscana. Nos textos, o astrônomo traz suas conclusões
científicas, baseadas em estudos empíricos. Ao mesmo
tempo, atesta a validade dos ensinamentos bíblicos uma
vez que os considera essenciais para a construção moral e
religiosa do povo, sem acreditar, entretanto, que devam
ser interpretados à luz das ciências da Natureza.

Além das cartas, Ciência e Fé traz comentários de
Galileu sobre os estudos de Copérnico e de sua teoria
heliocêntrica documentados nas três Considerações sobre a
opinião copernicana. É graças à sua crença nessa teoria -
que comprovou ao estudar as fases do planeta Vênus - que
o astrônomo é considerado um herege pela Inquisição pouco
tempo depois. Entre os textos reunidos no livro, estão
também registros dos pensamentos da Igreja em relação às
conclusões do cientista, em carta do Cardeal Roberto
Belarmino, então consultor do Papa para assuntos da
Inquisição. Há ainda o decreto da Congregação do Índice
que proibia a publicação dos estudos de Nicolau Copérnico
(1473 - 1543) sobre a teoria heliocêntrica.

Sobre o tradutor e organizador - Carlos Artur R.
do Nascimento é pós-doutorado em História da Filosofia na
e doutor em Estudos Medievais pela Université de
Montréal. Atualmente é professor assistente doutor na
Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC).

Título: Ciência e Fé - cartas de Galileu sobre o
acordo do sistema copernicano com a Bíblia
Autor: Galileu Galilei
Tradução e organização: Carlos Artur R. do
Nascimento
Páginas: 143
Formato: 14 x 21 cm
Preço: R$ 26
ISBN: 978-85-7139-939-6
Data de publicação: 2009

Os livros da Fundação Editora da Unesp podem ser
adquiridos pelo telefone (11) 3107-2623 ou pelos sites:
www.editoraunesp.com.br ou www.livrariaunesp.com.br
Editora UNESP

10 de outubro de 2009

1820-1822: PORTUGAL QUERIA NOS RECOLONIZAR?


Livro (lançamento)

Série Crtl C + Ctrl V
RETIRADO DO BOLETIM DA EDITORA UNESP RECEBIDO POR E-MAIL


Historiador discute a polêmica sobre o projeto de recolonização do Brasil

Em 1822, durante a regência de D. Pedro, o termo "recolonização" apareceu em alguns documentos oficias para denunciar intervenções das Cortes no Brasil. Apesar de deputados portugueses negarem categoricamente um possível plano para restabelecer a dominação colonial, o assunto – ainda não desvendado - fascina historiadores. Na busca por uma resposta, o professor de história da USP, Antonio Penalves Rocha, escreveu A recolonização do Brasil pelas Cortes.

O livro, recém lançado pela Editora Unesp, começa discutindo o termo "recolonização", já que é necessário compreender o seu sentido e as mudanças ao longo do tempo. Aborda, então, a questão controversa sobre o eventual uso político do termo: desde o seu aparecimento foi constantemente usado para justificar as reações contra o intervencionismo luso, servindo de argumento para desobedecer às determinações de Lisboa e defender a separação com Portugal. Com a independência, a palavra "recolonização" passa a ser empregada para efeitos de legitimação do Estado Nacional brasileiro. O que o autor, ao examinar sua permanência na historiografia dos séculos XIX e XX, define como "invenção historiográfica".

Nesse cenário, Penalves Rocha salienta que o entendimento mais amplo das ideias econômicas do século XIX são essenciais para debater como os deputados portugueses e brasileiros se posicionavam perante a realidade que se configurava. Isso porque uma possível recolonização também afetava diretamente os interesses ingleses e as recomendações do Congresso de Viena. Além disso, a denúncia de recolonização pela elite brasileira - que
aspirava fazer frente à intervenção de Lisboa nos negócios brasileiros - tinha como pano de fundo a defesa das mudanças ocorridas no Brasil após 1808. Por outro lado, as Cortes pretendiam que Portugal exercesse domínio comercial sobre o Brasil, sem, no entanto restaurar o estatuto colonial.

Deste modo, ao resgatar a polêmica sobre a recolonização, o livro debate o sentido de identidade nacional que começa a se formar nos primeiros anos da independência. A recolonização do Brasil pelas Cortes mostra como a idéia da nacionalidade brasileira começa então a se diferenciar da portuguesa.

Sobre o autor - Antonio Penalves Rocha, natural de Bragança Paulista (SP), é professor do Departamento de História da FFLCH-USP, ator de A economia política na sociedade escravista (Departamento de História-USP e Hucitec), Visconde de Cairu (Editora 34) e Abolicionistas brasileiros e ingleses (Unesp), além de diversos capítulos de livros e artigos em periódicos acadêmicos.

Título: A recolonização do Brasil pelas Cortes: histórias de uma invenção historiográfica
Autor: Antonio Penalves Rocha
Páginas: 134
Formato: 14 x 21 cm
Preço: R$ 28
ISBN: 978-85-7139-933-4
Data de publicação: 2009

Os livros da Fundação Editora da Unesp podem ser
adquiridos pelo telefone (11) 3107-2623 ou pelos sites:
www.editoraunesp.com.br ou www.livrariaunesp.com.br
Editora UNESP

9 de outubro de 2009

REVISTA DA ECA SOBRE ARTE E FOTOGRAFIA


Revsita (lançamento)

retirado do boletim da AGÊNCIA FAPESP recebido por e-mail.

Especiais

Arte e fotografia

8/10/2009

Por Alex Sander Alcântara

Agência FAPESP – Idealizada pelo Grupo de Estudos de Arte & Fotografia da Escola de Comunicações e Artes (ECA) da Universidade de São Paulo (USP), a revista anual Boletim, que reúne textos inéditos, artigos e anais de seminários realizados pelo grupo, acaba de ganhar um novo formato em sua nova edição.

O nascimento de Boletim está ligado às atividades do grupo de estudos, criado em 2004, no Departamento de Artes Plásticas da ECA e coordenado por Tadeu Chiarelli. O terceiro volume, segundo ele, é o primeiro a ser publicado em parceria com uma editora.

“Publicamos na revista resultados de pesquisas e atividades realizadas pelos alunos. As primeiras edições foram impressas de forma artesanal. Desta vez, a partir da repercussão das experiências anteriores, tivemos a ideia de produzir uma revista mais encorpada.”, disse Chiarelli à Agência FAPESP.

Uma das principais atividades do grupo, segundo Chiarelli – que é chefe do departamento de Artes Plásticas da ECA –, além das reuniões semanais em que se discutem textos, é a realização do seminário nacional “Arte, Cultura e Fotografia: Metodologias de Investigação”, que ocorre desde 2006 e que teve, nas duas últimas edições, o apoio da FAPESP na modalidade Auxílio Organização – Regular.

De acordo com Chiarelli, a revista apresenta três blocos temáticos que dialogam entre si, colocando a fotografia e a imagem fotográfica no centro do debate da arte brasileira e internacional nos últimos 160 anos. O terceiro volume ganhou forma e conteúdo que mais se afinam com a proposta do grupo.

“Essa é a primeira edição do boletim que tem um trabalho de arte na capa. E também é o primeiro a trazer um diálogo com a ilustração. Aos poucos, vamos ampliando a complexidade que envolve a discussão da arte e fotografia”, explica Chiarelli.

A publicação traz, pela primeira vez em português, um ensaio do teólogo e fotógrafo alemão Andreas Müller-Pohle, no qual são analisados os impactos da fotografia nas artes.

“É um texto seminal, sobretudo para o Brasil. As ideias de Müller-Pohle chamaram a atenção de muitos jovens artistas dos anos 1980. Não é um texto fácil de ser encontrado, mesmo no original. A tradução foi feita por nós”, diz.

Chiarelli destaca também o artigo da pesquisadora Anat Falbel, intitulado “Peter Scheier: fotografia e paisagem urbana no Novo Mundo”. Segundo ele, Peter Scheier se tornou conhecido por fotografar arquitetura. “A relação entre fotografia e arquitetura é muito pouco divulgada no Brasil e pouco estudada. Foi uma contribuição importante”, afirma.

Essa primeira parte traz artigos de autores convidados pelo grupo e trata de tópicos diversos. No segundo bloco, a publicação traz diversos textos referentes às con¬ferências e comunicações proferidas durante a segunda edição do seminário, ocorrida em 2007. E a terceira parte é dedicada aos projetos em andamento.

A terceira edição destaca também o projeto de iniciação científica de autoria de Thiago Gil de Oliveira, bolsista de iniciação científica da FAPESP.

Segundo o pesquisador, o grupo – constituído de alunos da graduação e da pós-graduação – apresenta uma linha de pesquisa que entende a discussão sobre a fotografia “como elemento constitutivo da arte contemporânea”.

“Desde o primeiro número, feito de forma muito simples, apresentamos textos sobre arte e fotografia publicados no século 19 ou início do século 20, difíceis de serem encontrados, ou artigos significados em outra língua que não foram ainda publicados em português”, conta Chiarelli que, na edição, colaborou com o artigo “Marc Ferrez e a tradição da pintura”.

Boletim 3 – Grupo de Estudos de Arte & Fotografia
Organizador: Tadeu Chiarelli
Ano: 2009
Páginas: 168
Preço: R$ 35
Mais informações: www.alamedaeditorial.com.br

8 de outubro de 2009

REVOLUÇÃO FRANCESA REVISITADA EM LIVRO

Livro (lançamento)

Série Crtl C + Ctrl V
RETIRADO DO BOLETIM DA EDITORA UNESP RECEBIDO POR E-MAIL

Chartier analisa a Revolução Francesa sob ótica sócio-cultural

O historiador francês Roger Chartier é mundialmente
reconhecido por seu trabalho no estudo sobre conteúdo de
livros e comportamento de leitores de diferentes culturas
e épocas. Em seu novo ensaio, Origens culturais da
Revolução Francesa
, lançado no Brasil pela Editora

Unesp, o pesquisador muda o foco de sua abordagem,
percorrendo as razões históricas que tornaram possível a
Revolução Francesa, sugerindo debates e questionamentos
ao invés de um mero resumo dos fatos. Seu estudo valoriza
principalmente a análise sociológica e cultural da França
ao longo de todo o século XVIII.

O livro acaba por se configurar em um curso sobre a
história francesa que antecede a Revolução e suas
consequências, positivas e negativas. Afinal, o autor não
usa um tom ufanista ao debater as maneiras (geralmente
violentas) encontradas pelos revolucionários para
implantar suas mudanças. Pelo contrário, é muito crítico

em relação às transformações geradas no campo da
política, da religião e da relação interpessoal pós-
revolucionária.

Sua análise traça uma lógica entre as origens do
Iluminismo, a importância da popularização da leitura de
livros e panfletos para a difusão de ideias e discussões.
Neste ponto, Chartier faz uso de seu conhecimento sobre
livros e leitura para apontar em que medida a palavra
impressa foi decisiva para a dessacralização do rei
absolutista, antes "pai do povo e regenerador da França",
e de sua monarquia.
O historiador ainda dedica parte de seu trabalho à forma
de vida e aos interesses dos camponeses, à cultura da
nobreza e também da burguesia parisiense desde o século
XVII até o XVIII.

Chartier baseia sua pesquisa numa bibliografia extensa,
mas fundamentada sobretudo nas obras de Daniel Mornet,
autor de Les Origines Intellectuelles de la Révolution
Française, Hippolyte Taine e Aléxis de Tocqueville, de
quem o autor empresta argumentos e a quem faz críticas em
determinadas análises.

Sobre o autor - Roger Chartier é historiador do
livro e da leitura, diretor de estudos no Centro para
Pesquisa Histórica da École des Hautes Études em Science
Sociales (França) e professor convidado da Universidade
da Pensylvania. É autor de A aventura do livro - do
leitor ao navegador (1998), Os desafios da escrita
(2002), Leituras e Leitores na França do Antigo Regime
(2004) e Inscrever e apagar, cultura escrita e literatura
(2007), publicados pela Editora Unesp.

Título: Origens culturais da Revolução Francesa
Autor: Roger Chartier
Páginas: 316
Formato: 14 x 21 cm
Preço: R$ 46
ISBN: 978-85-7139-931-0
Data de publicação: 2009

Os livros da Fundação Editora da Unesp podem ser
adquiridos pelo site: www.editoraunesp.com.br ou telefone
(11) 3242-7171. Ramal 417
Editora UNESP

3 de outubro de 2009

CARTAS DE DARWIN EM LIVROS



Livros (lançamento)

Série Crtl C + Ctrl V
RETIRADO DO BOLETIM DA EDITORA UNESP RECEBIDO POR E-MAIL


Cartas escritas por Darwin revelam o método e as apreensões filosóficas de um dos maiores cientistas do Ocidente
Esta edição lançada pela Editora Unesp quando se
comemoram os 200 anos de nascimento de Charles Darwin
reúne as cartas que o cientista enviou a amigos,
admiradores e críticos, proporcionando ao leitor um
mergulho nos mais produtivos e intensos anos de sua vida.
Como lembra Stephen Jay Gould, no prefácio ao primeiro
dos dois volumes das Cartas seletas de Charles Darwin,
ele modificou nosso mundo intelectual mais do que

qualquer outra pessoa na história da ciência - e isso de
um modo irrevogável. "Por essa simples razão cardeal, as
cartas de Charles Darwin, esplendidamente expressivas e
ricamente variadas, representam um dos grandes dramas da
história ocidental."


Ao organizar para a Cambridge University Press estas
cartas, Frederick Burkhardt (após a sua morte, em 2007, o
segundo volume foi finalizado por Samantha Evans e Alison
Pearn) buscou selecionar o material que fosse o mais
representativo do pensamento e da personalidade de um dos
mais respeitados cientistas da história ocidental. Trata-
se assim de textos que revelam o método de trabalho e por
meio da qual acompanhamos seu desenvolvimento, desde a
época em que era estudante até o momento em que se tornou
autor do livro que transformou nossa compreensão da
natureza e da humanidade.


O primeiro livro, Origens - Cartas seletas de Charles
Darwin ‒ 1822-1859
, abarca seu período na faculdade
de Medicina, a viagem do Beagle e as subsequentes

descobertas que o levaram à teoria da seleção natural,
assim como fica explícita a maneira como encarou as
primeiras críticas à sua teoria da seleção natural. No
volume seguinte, A evolução - Cartas seletas de
Charles Darwin ‒ 1860-1870
, está a correspondência
escrita após a publicação de A origem das espécies e
esclarecem questões fascinantes como a sua reação à
polêmica causada por seu livro revolucionário e suas
posições religiosas, que ele nunca explicitava
publicamente.


Encontram-se também nestas cartas respostas detalhadas
tanto aos argumentos científicos específicos levantados
contra sua teoria quanto às apreensões filosóficas que
ela suscitava, além de recuperar momentos espirituosos,
como o relato minucioso que faz Joseph Hooker da famosa
derrota do bispo Wilberforce para Thomas Henry Huxley,
que após este evento recebeu a alcunha "Buldogue de
Darwin". O texto em português preserva a pontuação
peculiar usada por Darwin e conta com notas explicativas
sobre as pessoas mencionadas nos textos, referência
bibliográfica e comentários onde eventualmente o original
se mostra de difícil entendimento.


Origens - Cartas seletas de Charles Darwin ‒ 1822-1859
312 páginas
16 x 23 cm
R$ 59
ISBN 978-85-7139-944-0
Data de publicação: 2009

A Evolução - Cartas seletas de Charles Darwin ‒ 1860-1870
352 páginas
16 x 23 cm
R$ 59
ISBN 978-85-7139-947-1
Data de publicação: 2009

Os livros da Fundação Editora da Unesp podem ser
adquiridos pelo telefone (11) 3107-2623 ou pelos sites:
www.editoraunesp.com.br ou www.livrariaunesp.com.br
Editora UNESP

23 de setembro de 2009

FARRAZINE #13

Revista/e-Zine (Lançamento)

FARRAZINE Nº 13

Lamentamos informar que perdemos a edição. Foi assalto, desorganização, espionagem industrial. Não sabemos. O caso é que não temos mais nada. É pena. A edição estava cheia de coisas boas:

Legião, de Ricardo Andrade e Snuckbinks, uma história em quadrinhos noir, se perdeu pra sempre.

O penúltimo capítulo de Albaria, de Wilton Pacheco, mais uma entrevista com o autor. Nunca mais.

Um artigo sobre o Festival de Censura que assola o país. “Sumiu”.

Seção Por Onde Anda?, HQ’s Bíblicas e Infilmáveis, Baú do Batman, todas seções que nunca veremos.

Um festival de contos: Star Warghs, Trave na Treva, As Noites do Bar do Limbo, 37 Dias. Pelo ralo. Pelo ralo, eu disse.

E mais coisas como Dito ou Mal-Dito (seção nova), Toca Raul (homenagem ao Raulzito), Blues, Nostalgia, Uma Sombra Viva, jamais aparecerão no papel. Sinto muito. Essas coisas acontecem.

Ah... não, esperem, estava tudo aqui no canto. Parece que a edição sai, afinal. Bem... é um alívio. Seja bem-vindo a mais uma edição do FARRAZINE.

LINKS

http://migre.me/7pz4' - VERSÃO .RAR - 4SHARED - 46,5 Mb

http://migre.me/7pzj - VERSÃO .PDF - 4SHARED - 90,6 Mb

http://migre.me/7pAk - FARRAZINE NO ISSUU

http://migre.me/7pUH - FARRAZINE NO ORKUT

www.farrazine.blogspot.com - BLOG

14 de agosto de 2009

HISTÓRIA DA EDUCAÇÃO E DA CULTURA BRASILEIRA

Livro (lançamento)

Série Crtl C + Ctrl V
RETIRADO DO BOLETIM DA EDITORA UNESP RECEBIDO POR E-MAIL

A transformação da educação em indústria cultural
O próprio título deste lançamento da Editora Unesp já informa que estamos diante de um trabalho heterodoxo, que vai além dos fatos e significados consolidados, porque aborda a história da educação como parte da história da cultura. Em Outras histórias da educação - Do iluminismo à Indústria Cultural (1823 - 2005), a autora, Sonia Marrach, "assumiu a tarefa de desvendar as relações complexas de uma história marcada pelas contradições que se revelam com particular intensidade no contexto da civilização industrial", como nota Franklin Leopoldo e Silva.

Sonia não toma a educação como um elemento isolado. Inspirando-se na teoria crítica da Escola de Frankfurt, trabalha historicamente a transformação do Iluminismo, matriz do pensamento educacional contemporâneo em educação. Este caminho é traçado para que possamos entender como da meta de educar para o esclarecimento - e do esclarecimento passando para a educação do cidadão - chega-se, nos tempos modernos, à massificação e à homogeneização. Um percurso que, no caso brasileiro, registra a maneira como "ideias de educação para a emancipação morreram no nascedouro, antes de atingirem as práticas pedagógicas ou acomodaram-se nos esquemas tradicionais".

A educação é abordada no livro como um problema humano profundo, em uma concepção antropológica que vai além da questão escolar ou da organização do ensino. Neste processo, Outras histórias da educação também se constitui em uma severa crítica ao contexto contemporâneo, em que se verifica a traição aos valores iluministas, o embate da escola com a mídia e se radicaliza o controle de corpos e almas, transformando o conhecimento em mercadoria e impedindo a crítica à realidade existente.

Sobre a autora - Sonia Marrach é professora de História da Educação na Universidade Estadual Paulista (Unesp), câmpus de Marília. Publicou O lúdico, o riso e a educação em François Rabelais. Organizou os livros Conciliação, neoliberalismo e educação e Memórias de um autodidata no Brasil, de Maurício Tragtenberg.

Título: Outras histórias da educação - Do
iluminismo à Indústria Cultural (1823 - 2005)
Autora: Sonia Marrach
Páginas: 286
Formato: 14 x 21 cm
Preço: R$ 49
ISBN: 978-85-7139-909-9
Data de publicação: 2009

Os livros da Fundação Editora da Unesp podem ser
adquiridos pelo site www.editoraunesp.com.br ou telefone
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Editora UNESP

28 de julho de 2009

MÚSICA NO BRASIL DE D. JOÃO VI

Livro (lançamento)

da Série Ctrl C + Ctrl V

retirado do boletim da AGÊNCIA FAPESP recebido por e-mail.

Especiais

Transformação vocal

28/7/2009

Por Alex Sander Alcântara

Agência FAPESP – A vinda da corte de D. João 6º para o Brasil, em 1808, imprimiu nova dinâmica sociocultural ao Rio de Janeiro. Entre outras novidades, o rei português trouxe uma leva de castrati, cantores representantes da escola italiana de canto setecentista, cuja extensão vocal corresponde a das vozes femininas.

A força dessa escola influenciou de tal forma os intérpretes brasileiros que já atuavam no Rio de Janeiro antes da chegada da corte que transformou a escrita vocal dos mais importantes compositores brasileiros do período. Essa é uma das principais conclusões do livro Castrati e outros virtuoses: a prática vocal carioca sob a influência da Corte de D. João 6º, de Alberto José Vieira Pacheco, que acaba de ser lançado.

A obra ajuda a preencher lacunas na história da música brasileira no século 19. Acompanhada de um CD, traz uma análise inédita sobre a linha vocal solista de dois dos mais importantes compositores no Rio de Janeiro joanino: José Maurício Nunes Garcia e Marcos Portugal.

De acordo com Pacheco – que é professor do Núcleo de Integração e Difusão Cultural da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e pesquisador da Universidade Nova de Lisboa, em Portugal –, a obra investiga como a escola italiana de canto setecentista esteve representada no país no período joanino.

O autor explica que pelo menos nove castrati italianos, entre os principais intérpretes e professores dessa escola de canto no período, vieram ao Brasil para atuar na corte e se tornaram o paradigma vocal. Além disso, outros cantores europeus chegaram ao país, também atraídos pela corte.

“Procurei mostrar como o modelo vocal europeu chegou ao Brasil, como se aclimatou e como influenciou a prática local. Em períodos anteriores e em outras regiões, os documentos históricos que nos dizem algo sobre a prática vocal local são muito mais escassos, ficando mais difícil tirar conclusões”, disse Pacheco à Agência FAPESP.

O livro foi resultado da pesquisa desenvolvida por Pacheco em sua tese de doutorado, concluída em 2007 e realizada com apoio da FAPESP. Já o trabalho de mestrado, finalizado por Pacheco em 2004, também com bolsa da FAPESP, teve como resultado o livro O canto antigo italiano: uma análise comparativa dos tratados de canto de Pier Tosi, Giambatista Mancini e Manuel P. R. Garcia, publicado em 2006.

Segundo o pesquisador, o tipo de análise feita na mais recente obra possibilita, entre outras coisas, determinar qual o tipo vocal de um dado intérprete – se é soprano ou meio-soprano, por exemplo. Para analisar os tipos de vozes de forma mais precisa, o pesquisador utilizou gráficos que medem por quanto tempo uma dada frequência sonora é emitida pelo cantor em uma determinada ária.

“Fazendo uma análise estatística desses dados, pode-se determinar ‘medidas’ como tessitura e extensão vocais de um determinado intérprete. A intenção era conhecer melhor as vozes dos cantores, já que algumas das árias trazem o nome do intérprete para o qual foram escritas e, portanto, acabam por revelar características vocais de seu respectivo intérprete”, explicou.

O livro, segundo Pacheco, apresenta provas do envolvimento pessoal de D. João 6º na produção musical, o que fez dele “o maior mecenas no Rio de Janeiro durante sua permanência”. O autor descreve como as medidas do regente – como a criação da Real Câmara, com os subsídios para a construção do Teatro São João, entre outras – beneficiaram a produção musical da época.

“Ele foi responsável pela orquestra e cantores da Capela Real, que nesse período foi um dos mais importantes grupos musicais das Américas. No caso dos intérpretes, em especial, a ação de D. João 6º foi fundamental, pois, a mando do monarca, muitos músicos europeus foram contratados e trazidos ao Brasil”, disse.

A escola italiana de canto foi recebida no Brasil como modelo e não houve, segundo seu levantamento, indícios de resistências à sua influência na prática do canto. Tudo indica que os intérpretes brasileiros foram influenciados por ela e se esforçaram em imitar os cantores italianos.

“Nos gêneros mais populares, como as modinhas, é certo que foi preciso uma adaptação, apesar da influência italiana ter-se dado mesmo nesse tipo de produção. No caso do canto, o que podemos notar é um gosto local na maneira de ornamentar. É necessário também chamar a atenção para uma nomenclatura musical que muitas vezes foge do modelo padrão italiano”, afirmou.

Intérpretes em foco

Pacheco identifica claramente uma mudança em relação à prática vocal carioca a partir da presença dos castrati. Segundo ele, houve um incremento do grau de exigência técnica “seja por meio do uso muito mais frequente de ornamentação e de passagens vocais típicas do virtuosismo do canto florido, seja por árias cada vez mais extensas e com tessituras muito mais alargadas. Ou seja, a voz expandiu seus limites em direção a seus agudos e graves”.

“Essas mudanças ficam claras se compararmos as linhas vocais solistas das primeiras composições do padre José Maurício com as últimas. No livro, podem ser consultadas transcrições de boa parte desses solos vocais, para que cada um possa avaliar por si próprio esse fato”, destacou.

Ao colocar como foco a atuação dos castrati, Pacheco dá ao intérprete um papel de destaque na história da música no país. A historiografia tradicional, segundo ele, costuma fazer uma espécie de “história dos compositores”. “Mas sou da opinião que alguns aspectos da história da música só podem ser bem compreendidos se levarmos em conta a atividade dos intérpretes. Os cantores chegados da Europa influenciaram a composição no Rio de Janeiro e até mesmo tornaram possível um estilo de música vocal”, ressaltou.

Dentre os mais importantes e influentes castrati, o pesquisador destaca Giovanni Francesco Fasciotti e Antonio Cicconi. “No caso de Fasciotti, por exemplo, ficou documentada sua bem-sucedida carreira na Itália, que conta até com atuações no famoso Teatro alla Scala, de Milão. Com isso, podemos afirmar que o Brasil conheceu pelo menos um castrato de nível realmente internacional, durante o período joanino”.

Pacheco diz que foi possível mostrar como essa escola influenciou os intérpretes brasileiros que já atuavam no Rio de Janeiro antes da chegada da corte, chegando a transformar mesmo a escrita vocal do mais importante compositor brasileiro do período, o Padre José Maurício Nunes Garcia. Segundo ele, essa influência se estendeu até o fim do período regencial brasileiro.

“O livro também tenta informar o intérprete de música antiga sobre como a música vocal era executada no Rio de Janeiro joanino e traz muitos exemplos de como era realizada a ornamentação vocal, que tipo de registro vocal era usado pelos cantores, quais os tipos vocais presentes no Rio de Janeiro, entre outras questões próprias da execução musical”, acrescentou.

  • Castrati e outros virtuoses: a prática vocal carioca sob a influência da corte de D. João 6º
    Autor: Alberto José Vieira Pacheco
    Lançamento: 2009
    Preço: R$ 37,50
    Páginas: 354
    Mais informações: www.annablume.com.br/


29 de junho de 2009

LANÇAMENTO DE LIVRO COM MÚSICA ELETROACÚSTICA


Série Crtl C + Ctrl V
RETIRADO DO BOLETIM DA EDITORA UNESP RECEBIDO POR E-MAIL



Concerto gratuito de música eletroacústica marca lançamento duplo de Flo Menezes


Na próxima quarta-feira, 1º de julho, acontece em São Paulo a apresentação experimental da nova série do Studio PANorama, o Teatro Sonoro 54, dos músicos Flo Menezes, Danilo Rosseti, Jean-Claude Risset, Jonathan Harvey e Luciano Berio.

O evento será realizado no teatro do Instituto de Artes da Unesp (Rua Dr. Bento Teobaldo Ferraz, 271 - Barra Funda) e marca o lançamento de dois livros: Apoteose de Rameau: e outros ensaios (Editora Unesp) de Henri Pousseur, traduzido para o português por Flo Menezes, e a segunda edição de Música Eletroacústica – história e estética (Edusp) de sua autoria.

Concerto de múscia eletroacústica T Son 54 (=Teatro SONoro)
Quarta-feira, 1º de julho, às 20h30
Instituto de Artes da Unesp
Rua Dr. Bento Teobaldo Ferraz, 271 - atrás do Metrô Barra Funda
Fone (11) 5627-7000
Entrada gratuita

Editora UNESP

25 de junho de 2009

BLOG? YES, WE CAN


Blogar é algo cativante e viciante, não é mesmo?

Eu mesmo já deixei o Fronteiras de lado em um determinado período dark side da minha vida.

Mas não é que tem gente muito boa voltando a bloguesphera.

Pois é.

O post de hoje é para falar de dois blogs novinhos em folha de dois blogueiros de tradição. Na verdade uma blogueira, a amiga/filhinha (a eterna) Carol K. e o cientista social mega nerd Álvaro.

Esmalte da Semana

Carol K., agora só Carol (K. era da época de “fudida”, meu amor!!!), é a autora deste blog de nome original e que remete ao universo feminino e cotidiano. Porém, esse não é um blog de luluzinhas, pelo contrário, é para todos os gêneros e de gostos variados.

Se você conhece a Carol pelo News Errado e do extinto(?) Akemi sabe um pouco o que pode lhe esperar, mas digo uma coisa, li todos os posts do novo blog e posso afirmar que ela está numa fase tão legal que seus posts estão ainda mais interessantes e muito agradáveis de se ler. Vale a leitura. Só clicar na imagem acima que você irá parar lá.


Sociologia Extreme

O Álvaro, que jura que vai ressuscitar também o Cientista Social Nerd, inaugurou seu novo blog, cujo principal objetivo é reunir material de diversas fontes para auxiliar os professores e alunos que tem aulas de sociologia.

O material que está no blog é interessante e mesmo que você não seja professor(a) vale a pena dar uma olhada neste novo blog de um blogueiro que é inteligente e acima de tudo gente boa. Quer conferir? clica na imagem ou na lista à direita dos blogs parceiros.

FICO POR AQUI - "THIS IS BLOOOOOOOOOOOOOOOOG!!!!!"

25 de maio de 2009

FARRAZINE #11


Revista/e-Zine (Lançamento)

FARRAZINE 11

Você já imaginou uma revista em que pudesse ler contos, crônicas, críticas cinematográficas, de séries, tirinhas e entrevistas com quadrinistas europeus, brasileiros, podcasters e, além disso, se divertir durante a leitura?

E se eu acrescentasse que a cada nova página você se encantaria com a parte gráfica? A linguagem é jovem e é feita por pessoas que entendem do assunto por que são tão apaixonadas quanto você? Somando a isso o fato de que você não precisará gastar um centavo para adquiri-la?

Você me perguntaria: ficou maluco?

Minha resposta: NÃO

Essa revista, ou melhor essa farra de revista (por que já é maior que um Zine), existe e já tem 11 edições regulares e um especial de natal. Na décima primeira edição você encontrará uma entrevista com o Juan Giménez (do quadrinho Metabarões), com Lilian Mitsunaga (a mulher que letreirou a maioria esmagadora dos quadrinhos que você já leu), com pessoas que fazem os melhores podcasts da internet brasileira (alguns dizem DO MUNDO!!!!), além de pequenas e agradáveis surpresas que pode encontrar em cada página.

Se você não conhece o F.A.R.R.A.ZINE, não perca tempo, vá ao blog mais próximo e baixe, leia e se empolgue, ria e aumente seu conhecimento sobre o vasto e cativante universo NERD. Você também tem a opção de ler a edição online.

Você pode encontrar todas as edições dessa revista clicando no banner abaixo.



FARRAZINE



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F.A.R.R.A


FICO POR AQUI – “EU JÁ DISSE E REPITO: MEU CRAQUE JOGA EM MADRI!!!”

21 de maio de 2009

DARWIN, EVOLUÇÃO E IMPRENSA NO SÉCULO XIX

Livro (lançamento)

Série Crtl C + Ctrl V
RETIRADO DO BOLETIM DA AGÊNCIA FAPESP RECEBIDO POR E-MAIL

Nota: já encomendei o meu

Especiais

Tribuna científica

21/5/2009

Por Alex Sander Alcântara

Agência FAPESP – No ano em que se comemora o bicentenário de nascimento do naturalista inglês Charles Darwin (1809-1882), um episódio que vale a pena ser lembrado está na forma como suas ideias foram inicialmente absorvidas no Brasil, tanto pelos jornais como pela literatura.

O livro recém-lançado A tribuna da ciência: as Conferências Populares da Glória e as discussões do darwinismo na imprensa carioca analisa como o autor de A origem das espécies ganhou espaço e influenciou a opinião pública brasileira.

As Conferências Populares da Glória foram fóruns públicos realizados no Rio de Janeiro na segunda metade do século 19, nos quais cada orador apresentava o tema que desejasse. De acordo com a autora do livro, Karoline Carula, foi durante a realização das conferências que pela primeira vez se apresentou o darwinismo em espaços não institucionais de saber e ensino. Até então, essa temática ficava restrita às faculdades de medicina e de direito, aos institutos históricos e geográficos e aos museus.

“As Conferências Populares da Glória foram importantes na difusão do darwinismo na Corte. Como eram públicas, qualquer um poderia assistir às preleções, ainda que a maioria dos frequentadores representasse a elite letrada carioca”, disse à Agência FAPESP Karoline Carula, doutoranda em história social pela Universidade de São Paulo (USP).

O livro é resultado da dissertação de mestrado da autora pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), concluída em 2007 e orientada por Iara Lis Schiavinato, professora da pós-graduação em história e em artes, que assina a apresentação. A obra teve apoio da FAPESP na modalidade Auxílio a Pesquisa – Publicações.

Focada entre 1873 e 1880, ela é dividida em três capítulos: As Conferências Populares da Glória e a divulgação da ciência, O darwinismo nas Conferências Populares da Glória e O mulato e o darwinismo, em que são discutidas as ideias darwinistas presentes em O mulato, de Aluísio Azevedo.

Segundo Karoline, o fato de as conferências repercutirem na imprensa colaborou para a difusão do darwinismo, sobretudo pela polêmica que o tema provocava. Como se tratava de espaços de sociabilidade letrada, que formavam opinião pública e repercutiam na imprensa, divulgar novas ideias era estratégico.

Houve uma vasta gama de assuntos apresentados nas Conferências Populares e o darwinismo esteve presente de maneira direta ou indiretamente. Diversos oradores apresentavam um determinado tema e, durante a preleção, expunham o darwinismo, concordando ou discordando das ideias de Darwin.

“Este foi o caso, por exemplo, da preleção do médico Antonio Felício dos Santos. Em 1876, na conferência “Da moda com relação à higiene”, ele fez uso da teoria de Darwin como argumento para justificar a relação entre moda e higiene. Ou seja, basear sua proposição no darwinismo indicava que a teoria já havia adquirido credibilidade entre aqueles que assistiam ao evento”, disse.

Segundo Karoline, um dos principais divulgadores do darwinismo nas conferências foi outro médico, Augusto Cezar Miranda Azevedo. “As ideias darwinistas eram ressignificadas, sendo muito vezes mescladas com teorias de outros evolucionistas, como Herbert Spencer e Ernst Haeckel”, apontou.

O darwinismo provocou grande polêmica nos jornais na década de 1870, que reverberaram as ideias apresentadas nas Conferências. Dos jornais analisados no estudo de Karoline (Jornal do Commercio, A Reforma, O Globo, Diário do Rio de Janeiro, Gazeta de Noticias, O Apóstolo, entre outros), O Apóstolo, periódico vinculado aos interesses da Igreja Católica, foi o único que se posicionou de modo contrário ao darwinismo e à sua difusão no Brasil.

“As conferências de Miranda Azevedo receberam críticas desse periódico. Algumas dessas críticas foram respondidas pelo médico em conferências seguintes, sinalizando para a via de mão dupla entre as Conferências e a imprensa”, exemplificou.

A historiadora aponta que entre os próprios jornais também havia uma discussão a respeito, no qual um intelectual respondia às críticas lançadas por outro. Ou seja, a imprensa não atuava apenas como mediadora do debate.

“Esse foi um dos pontos que trabalhei, o modo como a imprensa e as Conferências Populares da Glória operaram como formadoras de opinião pública a respeito do darwinismo na década de 1870 no Rio de Janeiro”, destacou.

Mulato darwinista

No último capítulo do livro, a autora analisa o livro O Mulato, publicado em 1881, que trouxe na construção do enredo e dos personagens conceitos darwinistas – presentes, por exemplo, na ascendência africana de Raimundo, personagem central da trama.

Segundo Karoline, o público da Corte que leu a obra já havia acompanhado discussões sobre o assunto e, provavelmente, ao ler o romance relacionou algumas metáforas com o darwinismo.

O darwinismo aparece operacionalizado na obra de maneira análoga ao exposto nas Conferências da Glória. “Em decorrência de uma das preleções de Miranda Azevedo, grande polêmica foi gerada na imprensa em torno da origem do homem”, disse. Para ela, de certa maneira, as Conferências prepararam o público leitor para tal recepção.

“O fato de o darwinismo estar presente em uma obra literária indica que, de certa maneira, o público estava preparado para essa recepção. É importante ressaltar que a camada letrada, na década de 1870, frequentou as Conferências Populares da Glória e acompanhou as polêmicas que as preleções darwinistas geraram na imprensa”, disse.

A pesquisadora destaca que as Conferências Populares da Glória foram criadas para instruir o público nos mais diversos assuntos, em especial nos relativos às ciências.

“Significativa parcela da sociedade brasileira acreditava que, por meio da instrução nas ciências do povo, o país poderia se inserir no rol dos países mais desenvolvidos”, apontou.

A tribuna da ciência: as Conferências Populares da Glória e as discussões do darwinismo na imprensa carioca (1873–1880)
Editora: Annablume
Ano de publicação: 2009
Preço: R$ 31
Mais informações: www.annablume.com.br


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