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24 de junho de 2009

...BLOG IS ALL WE NEED...

Sobre mistérios, enigmas, perguntas, rock n´roll e um pouco mais...



Respondendo a pergunta do bloguero João Otávio sobre o significado dos símbolos em forma de runa no quarto albúm da banda Led Zepellin.

Na verdade o disco não um nome concreto, geralmente, os fãs e críticos costumam chamar-lo de IV - este disco também é chamado de "ZoSo" e "4 símbolos" - , por ter sido, lógicamente, o quarto trabalho fonográfico da banda.

Este foi o disco mais vendido da estória da banda, com 22 milhões de discos, e o segundo mais vendido do anos 70 somente detrás de The Wall, do Pink Floyd.

Bom, essas estadísticas não tem nada a ver com os símbolos, então eu entrarei logo no assunto sem mais rodeios.

A idéia original de lançar a capa do disco somente com estes símbolos e nenhuma referência mais - seja ela qual for - foi de Jimmy Page. Na verdade, Jimmy queria dar mais importancia a música que a qualquer outra coisa que tirasse a atenção do que a banda estava dedicada a fazer.

Naturalmente, a gravadora da banda na época - Atlantic Records - negou veementemente a idéia. O que aconteceu é que a banda também bateu pé e disse que não aceitaria publicar o disco sem a sua exigência. E o Led acabou vencendo a batalha com a gravadora e lançando o disco da maneira deles.

Daí Jimmy chamou seus outros companheiros e apresentou a obra de Rudolf Koch "o livro dos símbolos" dizendo que eles deveriam escolher algum dos signos dali, para que fosse considerada sua representação na capa do albúm.

Vamos as definições então;


O símbolo de John Bonham *

Não encontrei na net - e em nenhum outro lugar que procurei - declarações do próprio Bonham sobre o signo. Geralmente o que sempre ouvi e li sobre a imagem é que John adorava uma cerveja americana chamada Ballantine - não confundir com a marca de whisky - pela semelhança que tem o símbolo com o logotipo da dita marca de cerveja. Quer conferir a semelhança? Clique aqui então.
Outras pessoas também comentam que ele o escolheu em representação a sua familía. - diz a lenda que Bonham era muito caseiro e familiar e sentia muitas saudades dos amigos, mulher e filho nas giras da banda. Ainda outros afirmam que este signo é semelhante a uma bateria, daí a escolha de John.

* A definição do livro - é um símbolo antigo da Trindade. Cada círculo tem seu próprio centro, estando assim completos em sí mesmo; e só a parte central está coberta pelos três círculos. Nessa porção há um novo centro que é o coração verdadeiro da figura. - "The Book of Signs, Rudolph Koch"


O símbolo de John Paul Jones *

Tampouco consegui achar declarações do próprio Jones sobre o símbolo. Enfim... O que sempre ouvi sobre este signo é a que Page, Plant e Bonham fizeram um pacto com o demônio, daí John Paul desejando salvar-se utilizou este símbolo para personificar seu personagem na banda. - Eu acho essa teoria a coisa mais estúpida que já cheguei a ler e ouvir sobre uma banda de rock - Lendo um pedaço da definição que deixa Koch no livro se pode entender um pouco esta lógica absurda.

* A definição do livro - É um símbolo antigo da Trindade. Cada círculo tem seu próprio centro, pelo qual estão completos em sí mesmo; ainda que só na parte central estão cobertos pelos outros três círculos. Em esta parte há uma nova porção onde vemos o verdadeiro coração da figura. - "The Book of Signs, Rudolph Koch"


O símbolo de Robert Plant *

Com relação a este eu sim consegui declarações do próprio;

"A pluma é um símbolo no que se basearan todo tipo de filosofías, e tem uma herença interessante. Exemplo, significa valentia em muitas tribus. Eu quero contar a verdade. Sem besteiras. Isto é o que significa a pluma no círculo. - Robert Plant"

Achei na web outra declaração do menino Plant. Reproduzo abaixo;

"A civilização Mu viveu faz uns 15.000 anos no continente perdido que existiu em alguma parte do océano Pacífico entre China e México. Toda classe de coisas está ligada a Mu, incluídas as estátuas da ilha da Pascóa. As pessoas de Mu deixaram tablas de pedra com seus símbolos em México, Egito, Índia, China e muitos outros lugares, e todas tem a mesma data. Os chineses dizem que estas pessoas vinham do leste, e os mexicanos que vinham do oeste, assim que obviamente eram de algum lugar no meio disso - Robert Plant"

Existem muitas teorias sobre este signo. Dizem que Mu não é mais que uma reencarnação (sic) da antiga Atlântida, Lemúria ou de Ultima Thule, todas cidades antigas mitos que habitam até hoje os sonhos dos historiadores.

É possível que Plant se deixasse influenciar pelo livro de um senhor chamado James Churchward, que nos anos 30 afirmava conhecer a fundo a civilização Mu. Seu livro é considerado pela maioria das pessoas como fantasia, mas muitas outras acreditam que realmente é verdade a ficção escrita pelo autor.

Outros comentários falam que o símbolo é da deusa Ma´at dos egipcios, protetora da justiça e da verdade. Ela leva uma pluma na cabeça, igualzinho o símbolo de Robert Plant. Também há que diga que a pluma significa que ele era o principal letrista da banda, o que é a absoluta verdade.



O símbolo de Jimmy Page *

Se poderia escrever três dias sem parar sobre as teorias encima deste signo. Há muitas, muitas, muitas e muitas!!!

O fato que transforman este símbolo em algo tão peculiar é que ele difere completamente dos anteriores. Há indícios de alfabeto no desenho, parecem vogais e consoantes com uma definição estranha.

Além do mais ela personifica a Jimmy Page.

Muita gente diz que Page tinha um pacto com o Satan, que passava horas sem dormir em ritos cultuando o demônio, e que fez este símbolo em homenagem ao próprio.

A verdade é que Page é um ocultista declarado. E apesar do nome ser parecido o ocultismo não é o mesmo que o satanismo. Pelo menos não na definição do dicionário...

Na verdade só duas pessoas nesse planeta sabem o significado do signo. Uma é o próprio Page e a outra é Robert Plant... O problema é que o vocalista se esqueceu da confessão que o amigo fez referente ao dito símbolo. Reproduzo palavras de Robert Plant sobre o assunto;

"Pode ser que vocês não acreditem, mas Page me chamou um dia em privado e me disse; Olha, eu vou te contar isso uma vez e nunca mais voltarei a mencionar, ou pelo menos não em multíssimo tempo. E cês acreditam que eu esqueci e agora Jimmy não quer me voltar a dizer? Isso é o único que posso contribuir com vocês... - Robert Plant"

Humpf...

O pior é que fazer esta pergunta a Jimmy Page não adianta nada, porque ele sempre fica nervoso e acaba não respondendo a nenhuma pergunta mais do repórter que tente tirar isso dele.

Parece que só uma vez Page deu uma pista sobre o assunto, e o que ele disse foi; "Quarta-Feira". Com esta pista aumentaram muito o nível de teorias absurdas sobre o famigerado símbolo.

Peço desculpas mas se vocês querem ler algumas das - muitas - teorias sobre o signo de Jimmy Page vão ter que pedir ajuda ao São Google, porque eu não tenho saco para escrever tanto...

*"Não sei se vocês repararam mas nas partes dedicadas a Robert Plant e Jimmy Page sobre seus símbolos eu não coloquei a definição do livro de Koch. Não o fiz porque Plant e Page fizeram seus companheiros escolherem signos do livro que citei antes, mas os mesmos não fizeram isso. Jimmy e Robert confeccionaram seus próprios símbolos sem que seus companheiros de banda soubessem até o momento de cada um mostrar sua personificação para o disco. Típico..."

Mudando de assunto, visitei o blog do João Otávio que mencionei no começo do post. Muito bacana! Pena que ele quer fazer blogcídio... Faz isso não menino! Precisamos de equilíbrio na blogsfera.

O endereço do blog dele é http://docelingua.wordpress.com/

Cliquem e confirmem vocês mesmos como o lugar legal...

Abraços

20 de junho de 2009

ALL WE NEED IS BLOG!

Sobre pop, dance, rock e divagações...

Corria o ano de 1963 quando James Brown lança o álbum "LIVE AT THE APOLLO", um disco
gravado ao vivo no Apollo Theatre no Harlem um bairro de Manhattan em Nova York. Hoje, quase 50 anos depois, o disco ocupa o 24º lugar entre os 500 melhores discos da história segundo a prestigiada revista Rolling Stones. Muita gente concorda que se James Brown não tivesse lançado esse álbum, provavelmente, nunca ouviríamos o rap de hoje em dia.

É curioso esse lance de influências... se seguimos por esta lógica sem o excelente THE VELVET UNDERGROUND AND NICO (1967) provavelmente não conheceríamos a David Bowie, Sonic Youth... Sei lá, acho que sem o primeiro disco do Black Sabbath, pode ser que nunca houvesse o famoso movimento grunge dos anos 90.

Seguindo esta linha de raciocínio, sem THE SMITHS, SIMON AND GARFUNKEL ou o misterioso grupo FELT não conheceríamos a Belle and Sebastian.

Para os que não conhecem Belle and Sebastian - digo isso porque todo mundo tem direito a ter defeitos... Apresento uma musiquinha deles;



É difícil não associar a voz de Stuart Murdoch com a de Morrisey do The Smiths. Desde a maneira da banda tocar até todo o estilo é bem parecido ao extinto grupo de "bigmouth strikes again". Outra coisa curiosa a respeito da banda é que praticamente todos os fãs têm uma fidelidade quase religiosa, igual aos aficionados pelo grupo de Morrisey antigamente. Ainda assim, Belle and Sebastian conseguiu criar um universo só deles, especial e único. Isso é muito difícil de conseguir.

Uma das coisas que marca muito a banda é a recusa em conceder entrevistas, fazer publicidade dos discos ou fotos e de saírem muito, mais muito, muito poucas vezes mesmo de sua Escócia natal. O motivo era que os membros, principalmente o vocalista, não esperavam a fama tão alucinante que tiveram em Europa e, por isso, evitam o contato com o mundo da fama.

No Brasil tivemos um caso parecido com o Legião Urbana.

Quando a banda se transformou em uma verdadeira religião para os fãs, o grupo começou a diminuir suas aparições e shows. Isso foi criando uma aura em torno do grupo de teor super-messiânico. Mas o Legião é motivo para um post todinho deles, só que deixarei esse assunto para outro momento...

Ainda divagando sobre os fãs que cultuam artistas... O cara da foto acima se chama Mel Prussack, ele vive em Old Bridge, New Jersey. Pois esse carinha, simplesmente instalou um templo para Bob Dylan dentro de uma drugstore. Dentro de este templo Prussack coloca todos os artigos, revistas e bugigangas que conseguiu colecionar relacionada ao tio Bob em uns 40 anos de fanatismo puro... ou como diria o Dylan, um amor doentio;



É engraçado isso de fanatismo e música não é? Algumas bandas inclusive atiçam o mistério em torno da sua mitologia.

Querem um exemplo? Olhem o símbolo abaixo;



Lembram de alguma coisa em especial? Bom, esses símbolos foram uma idéia de um dos melhores, senão o melhor, grupo de rock da história.

Deixo um vídeo com vocês de Led Zeppelin.



A estória desses símbolos surgiu quando Jimmy Page decidiu lançar um álbum da banda sem nenhum tipo de publicidade, nome, informação ou qualquer outra coisa que não fossem estes quatro símbolos na capa do disco. As figuras significam cada um dos representantes da banda e depois de muita confusão com a gravadora por conta disso, acabou conseguindo lançar o álbum segundo seu desejo.

Cada um dos símbolos tem um significado especial conhecido, exceto um, o de Jimmy Page. Ele é o primeiro da imagem que postei acima.

O pior é que Page odeia responder esta pergunta e conta a lenda que ele só disse uma vez o significado do símbolo, foi a Robert Plant e o vocalista acabou esquecendo o que o amigo contou, para desgraça dos fãs que até hoje não tem idéia do que é.

Como detalhe curioso, a música "Babe I´m gonna leave you" não de autoria do Led Zepellin como algumas pessoas pensam. Na verdade ela é uma composição de uma cantora folk chamada Anne Bredon e já tinha sido interpretada antes por Joan Baez de uma forma mais tradicional... Eu gosto mais da versão do Led.

Na verdade eu me amarro em Led Zepellin!

Bom, já divaguei demais hoje. Termino com uma música que curto muito!

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