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26 de maio de 2008

Terra de Ninguém II

Olá a todos! Após pequena ausência, estou de volta! Na verdade, vim aqui expressar minhas opiniões sobre este tema que vem insuflando os espíritos patrióticos Brasil a fora: A AMAZÔNIA É NOSSA! (risos) Grande coisa... o que vimos fazendo por lá? Nada além do que melhor sabemos fazer: defecar (para ser polido) em tudo!

No dia 5 de setembro do ano passado, escrevi ao César passando um link de um vídeo sobre o descumprimento da liberdade de imprensa em Juína, Mato Grosso. Procurei outros vídeos que pudessem iluminar a questão, mas só encontrei umas bobagens. Eu defendo a Amazônia, mas não compro o discurso dos grupos de ambientalistas, pois ninguém por lá, ao meu ver, é tão inocente e bem intensionado assim. Postei o vídeo abaixo novamente para os que não viram.

O motivo de eu vir escrever sobre este tema foi o que acabei de ver na TV: nosso presidente Lula falando que a Amazônia tem dono e todos aplaudindo. Será que tem mesmo dono? Não acredito, infelizmente. Nosso Estado, que deveria agir ali como uma entidade de letras maiúsculas, é pequeno e ineficiente naquela região, governada por interesses privados.

O que me preocupa é o fato de aquilo se tratar de uma verdadeira terra sem lei, sem plano de desenvolvimento, sem absolutamente nenhuma boa perspectiva. Ok, a Amazônia é nossa, mas isso não basta. Ela é nossa responsabilidade acima de tudo. E o que fazemos com ela (ou ou que não fazemos, na verdade) em termos de política pública de desenvolvimento sustentável é, ao meu ver, o que espanta o resto do mundo. Isto não é novidade alguma para vocês, claro, mas é preciso que nos lembremos disso para não comprar esse discurso de que estão querendo roubar o que seria nosso.

Duvido muitíssimo de um plano de internacionalização da Amazônia, até porque isso seria demasiado desgastante para qualquer país. Mas está claro que não temos condições de gerir e aproveitar os recursos que ali se encontram.

Portanto, sou sim favorável a que se abra espaço à cooperação internacional para o bom aproveitamento e gestão dos recursos da Amazônia. O Brasil tem que acordar para este que pode ser um excelente negócio, fonte de muito lucro financeiro e, talvez, quem sabe? fonte de poder e influência no cenário político internacional. Enfim... não é possível articular um discurso sobre a Amazônia e seus problemas sem lembrar que ela não é um caso exclusivo, pois temos uma infinidade de outras ilegalidades e falta de planejamento em diversas áreas, sendo, portanto, impossível que consigamos nos organizar a ponto de mudar alguma coisa.

Ah! Dane-se! Já que nada vai mudar, façamos o mais racional: quem dá mais pela Amazônia?


6 de maio de 2008

Primeiras impressões

Saudações!
Conforme apregoado pelo amigo César, aqui estou eu, Marcelo Beraba, para contribuir com construção deste espaço.
Como primeiro post, gostaria de expressar minha visão sobre o universo blogueiro do ponto de vista de alguém que nunca se imaginou como um.
Muito longe de me imaginar como escritor de blogs, até bem pouco tempo atrás, eu pensava ser este tipo de mídia (mais um) espaço para a aceleração do processo de idiotização que assola o mundo contemporâneo. Em outras palavras, eu achava que blogs eram inúteis.
Contudo, depois de um tempo, para mim, os blogs se mostraram úteis em diversas situações , conforme eu me aventurava na internet em busca de vida inteligente: conhecimento, informações e, por que não?, diversões variadas. Vejam bem, não estou tentando teorizar sobre o impactos dos blogs nem nada disso (não acho que meus pensamentos sobre isso sejam interessantes para este espaço, sendo mais propícios para uma mesa de boteco), porém não posso me furtar a deixar de marcar como ponto crucial para minha aceitação em participar do blog do meu amigo César, o fato de eu próprio ter vivido a experiência de me tornar um entusiasta dessa (não mais tanto) nova forma de comunicação. A possibilidade de troca de informações, conhecimento e experiências é infinita e tenho aprendido coisas interessantes nos diversos blogs os quais frequentei e frequento até hoje.
Não acho que blogs legais sejam essencialmente reflexivos como este post, prefiro diversões e curiosidades que possam despertar algum tipo de reflexão posterior (repito, se quiserem conhecer minhas reflexões, me encontrem no bar da esquina) por conta e risco do caro leitor. Mas isso também não é totalmente verdadeiro. Em suma, não há regras, nem formas de descrever o que é certo ou não postar no blog, pois estes parâmetros são subjetivos ao extremo.
Foi-me dado um poder: de me comunicar com aqueles que quiserem ler, sobre o que eu considero interessante. Apesar da perspectiva individualista, todos podem se manifestar posteriormente e, com isso, estaremos todos aprendendo/vivendo alguma coisa em conjunto, o que, diga-se de passagem, é muito bacana nos dias atuais em que o individualismo e a competição ditam as maneiras de se (des)encontrar das pessoas.
Pensando nisso tudo que escrevi até aqui, pretendo levar até vocês o que mais me chamar a atenção no mundo.
Ps.: Meu apelido aqui é Marcelo Beraba, mas eu não escrevo na Folha de S. Paulo, que fique claro!

3 de abril de 2007

EU SOU APENAS UM HOMEM... NORMAL(?)

(Cenas do Filme "O Fantasma da Liberdade" (1974), de Louis Buñuel)

“Posso estar ao seu lado”

O que é o normal? A normalidade? O desejo? O proibido? O permitido? Creio que muitos já tenham se perguntado isso, se não fizeram conhecem alguém que o fez.

Uma coisa que tenho a dizer sobre isso é que na perspectiva na qual olho e vejo o mundo, considero todas essas questões como problemas historicamente colocados e construídos, ou seja, os parâmetros de normal e anormal, louco e são, proibido e permitido, etc., variam no e com o Tempo e são construídos socialmente. Há poucos anos atrás, no máximo duas décadas, a questão da virgindade, sobretudo a feminina, era vista pela maioria como um bem que deveria ser guardado a sete chaves até o casamento, e o certo era preservá-la. Hoje, dificilmente encontra-se alguém que defenda este principio sem um certo constrangimento, pelo contrário, a questão da sexualidade é colocada como um dos principais motivos de ligação e permanência de um casal (de qualquer sexo) e mesmo como um sinônimo de qualidade de vida. Houve uma mudança na forma de tratar a sexualidade e o padrão de normalidade foi alterado.



(Cenas do Filme "O Fantasma da Liberdade" (1974), de Louis Buñuel)

Esse foi um exemplo simples, podemos complicar um pouco mais a questão e pensar que até a emergência do discurso da psicanálise no final do século XIX e no começo do século XX os desejos mais secretos eram vistos como perversões imperdoáveis, depois de Freud o homem passou a se definir como um ser que tem três níveis de consciência: o ID (o inconsciente mais profundo onde são depositados os mais sombrios segredos da alma humana), o Superego (instância que media os nossos desejos e a relação social, impondo a nós os controles e normas da sociedade) e, por fim, o Ego (a nossa personalidade, o eu, que é fruto da relação entre Id e Superego). Atualmente os desejos podem surgir em sonhos, em silêncio e em outras situações mais particulares, desde que reconheçamos que não é possível expor tudo, mas esses segredos são Normais, pois são frutos do inconsciente.

É claro que existem outras perspectivas, eu mesmo não vejo o mundo a partir da psicanálise, mas reconheço sua importância na formação de um discurso acerca do que é o normal, a normalidade, o desejo, etc., que acabou formulando a maneira como nos enxergamos. O cinema e a literatura são campeões na exposição de narrativas que comportam os desejos ocultos como um dos motores da ação humana.

Bem, após dizer tudo isso, anúncio o tema central deste post: o vídeo NORMAL, de autoria de Elinaldo Meira – homem de sensibilidade impar – doutorando em Artes pela Unicamp.

O diretor adaptou o poema de Valdinei Nascimento em um filme de pouco mais de dois minutos que marcam, tanto pela qualidade quanto pela inquietação que causa aos leitores ou telespectadores.

É um filme experimental, mas passível de ser compreendido sem grandes problemas. Recomendo muito esse vídeo e quem gostar divulgue...

NORMAL


Este foi um post diferente dos anteriores, mas espero que os leitores compreendam que gosto de coisas variadas e que em algumas ocasiões vou publicar este tipo de texto, pois isso é um a das minhas facetas.

Espero que tenham gostado, aguardo os comentários...

Ah! Antes que me esqueça tenho um pedido a fazer: na onda do milésimo gol do Romário gostaria que o visitante número mil deste blog deixasse um comentário registrando este acontecimento.

FICO POR AQUI

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