Páginas

18 de março de 2007

MEMÓRIAS DE LEITURA

Na última quinta-feira (15/3/07), antes de dormir, entrei em algumas páginas e blogs que visito todos os dias e ao entrar no Rapadura Açucarada vi que o Eudes Honorato havia postado uma lista de livros que, de certa maneira, marcaram sua infância e adolescência.

Comentei o post e disse que também faria o mesmo, pois a iniciativa do Eudes foi inspirada em um outro blog que ele havia visitado e eu aumentarei a corrente. Inclusive nos outros comentários deixados no RA listas de livros foram colocadas, gostaria muito que o mesmo acontecesse por aqui.

Sendo assim, segue a lista de livros que me marcaram antes de ingressar na faculdade, quando eu não tinha grandes preocupações intelectuais com a leitura, em um post futuro falo dos livros acadêmicos e literários que li recentemente e recomendo.

Segue a lista de livros, a ordem é aleatória:

A mulher que matou os peixinhos dourado, não recordo e não consegui encontrar o nome da autora – esse foi o primeiro livro que li, estava na primeira série, lembro-me que cheguei até a chorar, pois, se não me falha a memória, não são só peixes que morrem, mas cachorros e até papagaios.

Viagem a Trevaterra: primeiro episódio da saga real de Sellardur, de Luiz Roberto Mee. Este livro li quando estava no ensino médio, foi o primeiro livro de fantasia medieval que li, mesmo jogando RPG desde os 13 anos. Trevaterra lembra, e muito, Mordor, mas o livro é bem legal, dá para se divertir muito. A continuação da saga foi lançada recentemente, mas, aparentemente, está esgotada a 1ª edição nos sites de compra de livros.

A Ilha Perdida, de Maria José Dupré. Primeiro livro da coleção vaga-lume que comprei e li, pois a professora da segunda série (Madalena, lembro o nome da mulher até hoje) fez uma série de atividades com esse livro. A aventura dos dois irmãos Eduardo e Henrique perdidos numa ilha, o velho eremita, o tribunal dos macacos, são coisas que me lembro até hoje, este livro é muito legal... preciso voltar a Praia Grande e pegar na casa dos meus pais este texto e os outros da coleção vaga-lume que estão lá.

Os Barcos de Papel, de José Maviael Monteiro. Este também foi comprado por que ia cair na prova, mas o li mais de uma vez e com muito prazer, além disso, as passagens no subterrâneo da caverna fria e escura me dão calafrios até hoje.

O outro lado da Ilha, de José Maviael Monetiro. Eu comprei este livro acreditando que fosse a continuação de A ilha perdida, não era, mas o prazer que tive com a leitura superou a “frustração”.

Office-Boy em Apuros, de Bosco Brasil. Já estava na metade do ensino médio quando li as aventuras e desventuras do jovem Office-boy (não lembro o nome do personagens) e das gêmeas mingau.

Meninos Sem Pátria, de Luiz Puntel. Livro sobre a vida no exílio, trata de maneira simples e emotiva a vida dos filhos da pátria que os pariu longe dela. Lembro-me pouco da história, mas consigo sentir um pouco da emoção quando o li.

O Rapto do Garoto de Ouro, de Marcos Rey. Outro clássico da coleção Vaga-lume que retirei na biblioteca da escola aos meus 10 anos, uma boa história de mistério e aventura.

O Fantástico Mistério de Feiurinha, de Pedro Bandeira. Este livro não é da coleção vaga-lume, a edição que tenho que está na casa dos meus pais é da FTDA. Imaginem se você fosse um escritor e as princesas dos contos de fada como Branca de Neve, Cinderela, Aurora (Bela Adormecida), etc., aparecem em sua casa, no pós felizes para sempre, para ajudá-lo a escrever a história de uma princesa esquecida, a Feiurinha. Livro de humor e bem criativo, foi leitura obrigatória na 4ª série.

Os libertinos, de Harold Robbins. Um destes best-sellers. Li quando tinha quinze anos nas férias de julho, meu pai me dava horário pra chegar em casa e como eu chegava a mil da rua sempre pegava um livro para ler na madrugada, e esse foi um deles, 700 páginas que contam a história de uma republiqueta ficcional sul-americana Corteguai e do protagonista Dax. O livro é recheado de muita luxuria, intriga e até um pouco de crítica política. Não recomendo diretamente, mas quando li gostei muito.

Cem dias sobre o céu e o mar, de Amyr Klink. Outro livro que li nas mesmas férias de julho, quem me emprestou foi o Roberto pai do meu grande amigo Gustavo de Santo André. Nessa narrativa o navegador conta sua experiência de cruzar o Atlântico Sul num barco a remo, confirmando a famosa estrofe de Fernando Pessoa “Navegar é preciso, viver não é preciso”, pois as rotas traçadas, as marés a favor demarcaram a exatidão das artes náuticas, mas o encontro com baleias, o casco sendo raspados por tubarões, tudo isso faz parte da imprecisão de viver uma aventura deste porte.

2010, o dia em que faremos contato, de Arthur C. Clarke. Assisti ao dois mil e um e me apaixonei pela história, então um amigo me disse que tinha o livro, o devorei em dois dias e o livro está comigo até hoje... não furtei não, ele me deu a obra... 2010 é a continuação do filme de Kubrick e não do livro 2001 e conta o que aconteceu com Hall 9000 e o que era a misteriosa criança estrelar que aparece no final do filme.

2061, de Arthur C. Clarke. Continuação direta de 2010 mostra o que aconteceu com Europa e o que havia em Júpiter antes de sua transformação, além disso, a terra também entra na história, assim como em 2010.

2001, uma Odisséia no Espaço, de Arthur C. Clarke. Li este livro após ter lido todas as continuações do livro/filme, e sem dúvida este é o melhor de todos, as diferenças com o filme são muito interessantes, mas no geral na história é a mesma.

Nota: 3001, o último livro da Odisséia no Espaço, é muito ruim, me decepcionou muito.

Contato, de Karl Sagan. O filme fica muito, mas muito atrás do livro, tudo bem que a linguagem cinematográfica e a literária são bens diferentes, sobretudo no que diz respeito ao suporte, mas a discussão central entre ciência e religião feita no livro de diversas maneiras, inclusive em seu final, ficaram completamente de fora. Recomendo a leitura deste livro que li aos 16 anos.

Wherter, Goethe. Livro que marcou minha adolescência, eu era muito romântico e bobo, em vez de ir pra cima da mulherada queira encontrar um grande amor... O livro é considerado como um dos percussores do romantismo, vale a leitura embora seja um livro menor deste gênio alemão.

Venha ver o pôr do sol, de Ligia Fagundes Teles. Este é um conto que li dos 15 para os 16 e que inspirou eu, uma professora de português e outros amigos a montar uma adaptação teatral para esta perola, que pode ser encontrada na coletânea de contos da autora, venha ver o por do sol e outros contos, editado pela Ática. Destaco outro texto deste livro: As formigas, arrepiante. Minha vida mudou muito com a leitura e a peça.

O que é leitura?, de Maria H. Martins. Este pequeno opúsculo da coleção primeiros passos, da editora brasiliense, foi dado como leitura obrigatória no primeiro ano do ensino médio pela mesma professora de português que dirigia as nossas peças de teatro. Este livro mudou realmente a minha vida, pois, sempre achei que tinha vocação para exatas e acabei descobrindo uma paixão pela área de humanas que me acompanham até hoje, além disso, ao perceber que leitura não é só o ato de ler manuscritos e impressos, mas também assistir a um filme e observar o mundo ao redor fiquei extremamente impressionado. Recomendo a obrigatoriedade da leitura deste livro.

Este são os livros que lembro, lembrando de mais alguma coisa porto novamente.

Para encontrar livros da coleção vaga-lume para comprar Clique aqui.
FICO POR AQUI

Um comentário:

  1. Maria Carolina Akemi Sameshimadomingo, março 18, 2007 8:14:00 PM

    Putz...Não lembro o primeiro livro que eu li, mas isso me fez lembrar o primeiro livro que eu comprei, tinha 7 anos, chamava A Pomba Colomba...depois li muito uma coleção chamada clássicos para crianças, tinha Sonho de uma noite de Verão, Cirano de Bergerac, Morro dos ventos uivantes, os Inocentes, As viagens de Gulliver, EL Cid, ...bons tempos.

    ResponderExcluir

LinkWithin

Related Posts with Thumbnails