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1 de setembro de 2010

100 ANOS EM BRANCO E PRETO


Uma simples e pequena homenagem ao centenário de um dos clubes mais queridos desse país. Quiçá o maior.

Minha história com esse time tem aproximadamente 22 anos. Um nada comparado aos seus 100.

Um gol de carrinho, de um garoto negro da periferia que iniciava sua história no futebol, Viola. Um título paulista, mais um do maior campeão.

Eu tinha 6 anos, me apaixonei pelo preto e pelo branco. A torcida enlouquecida. Eu nem sabia direito o que era futebol e nem mesmo a vida, mas descobri meu primeiro grande amor.

Poucos meses depois, um amigo corintiano do meu pai são paulino me presenteou com a camisa do timão que no lado esquerdo ostentava o brasão da federação paulista que é estampado nas camisetas campeãs.

Nessa minha história com o clube do parque São Jorge vi o time ganhar 4 títulos brasileiros, uma boa quantidade de paulistas, sendo que em um desses títulos fui testemunha ocular, pois estive presente, em 2001, no Estádio Santa Cruz (Ribeirão Preto-SP) no primeiro jogo da final contra o Botafogo – vitória por 3 a 0. Vi também o timão ser campeão do Rio-São Paulo, 3 vezes da Copa do Brasil e ser campeão Mundial.

Sofri, como todo bom corintiano em 2007. A queda para a 2ª divisão não foi o pior, mais triste do que isso foi presenciar o clube vítima de interesses escusos de homens sem caráter e de mafiosos internacionais. Saímos mais na página policial no que na de esportes.

Caímos no campo, mas as péssimas administrações corroeram o pouco que havia de bom, a queda era quase inevitável.

Mas por que estou escrevendo sobre isso num dia que deveria ser apenas de comemoração?

Por que caro leitor corintiano, ou não, esse foi provavelmente um dos eventos mais sombrios na linda, gloriosa e popular história do Sport Club Corinthians Paulista. Essa mancha não pode ser esquecida, pois nesse país de memória curta, qualquer deslize e falta de vigilância pode dar a chance para que esses erros aconteçam novamente.

Fiquemos de olhos atentos, tais como Gaviões, sobre o projeto, orçamento e execução da nossa nova casa, nosso estádio em Itaquera. Precisamos ficar atentos para evitar qualquer manobra ilegal. O Corinthians merece respeito e, sobretudo, um comportamento ético de seus timoneiros, capitães e imediatos. Os marujos estarão sempre lá gritando como um bando de loucos.

Somos uma nação, uma nação popular. Hoje é dia de festa. Dia de usar preto e branco, de expressar seu amor, sua história, suas memórias. Que nossos descendentes comemorem mais cem anos de glórias.





FICO POR AQUI - "ETERNAMENTE DENTRO DOS NOSSOS CORAÇÕES"

18 de junho de 2009

DOCUMENTOS, MEMÓRIA E HISTÓRIA NA INTERNET

da Série Ctrl C + Ctrl V

retirado do boletim da AGÊNCIA FAPESP recebido por e-mail.

Antes de lerem a matéria que segue, informo que o blog hoje volta a suas atividades normais. Estava viajando e por questões particulares o blog não foi atualizado esses dias nem por mim nem pelo Ramon (o Beraba sumiu).

Aproveitem o post.

Especiais

Tesouro brasileiro na internet

18/6/2009

Por Fábio de Castro

Agência FAPESP – Foi lançado oficialmente, na última terça-feira (16/6), o projeto Brasiliana Digital, que disponibilizará pela internet, com acesso livre, a coleção de cerca de 40 mil volumes da Biblioteca Guita e José Mindlin, doada à Universidade de São Paulo (USP) em 2006, além de outros acervos da USP.

A versão inicial, que já está funcionando, oferece acesso a 3 mil documentos da coleção reunida por Mindlin ao longo de mais de 80 anos. O lançamento do projeto, realizado em conjunto com uma homenagem ao bibliófilo, ocorreu durante a cerimônia de abertura do seminário Livros, Leituras e Novas Tecnologias, no Museu de Arte de São Paulo (Masp), na capital paulista.

“Desde que comecei a coleção, já sabia que a biblioteca não podia ser para sempre um patrimônio particular. Estava claro que éramos depositários e formadores desse conjunto, mas sem o viés da propriedade. Como toda minha família tem forte relação com a USP desde a década de 1930, quando entrei no curso de Direito da universidade recém-inaugurada, não tive dúvidas sobre a escolha da instituição para a qual deveria doar esse patrimônio”, disse Mindlin.

A fase piloto de implantação do projeto conta com apoio da FAPESP, por meio da modalidade Auxílio a Pesquisa – Regular. Os recursos fornecidos pela Fundação permitiram a compra de um sistema integrado de digitalização robotizada de livros encadernados.

“O robô foi adquirido em janeiro e neste primeiro semestre parte da nossa equipe foi para os Estados Unidos receber treinamento para operá-lo. Há sete semanas estamos trabalhando com ele. O robô permite digitalizar cerca de 2,4 mil páginas por hora, o que equivale a cerca de 40 livros por dia”, disse Pedro Puntoni, professor do Departamento de História da USP e coordenador da Brasiliana Digital, à Agência FAPESP.

A Biblioteca Guita e José Mindlin reúne diversos tipos de livros, folhetos e manuscritos sobre assuntos brasileiros. “O acervo cobre áreas como literatura, prosa e poesia, história, relatos de viagens, crítica literária, ensaios, filologia, dicionários, obras de cronistas, história natural, botânica e zoologia. Nem tudo está em português, mas tudo diz respeito ao Brasil”, explicou Puntoni.

Segundo ele, o projeto permitirá aliar a conservação das obras – muitas delas com vários séculos de existência – e a universalização do acesso a elas. “O governo brasileiro, em suas três esferas, tem investido muito em inclusão digital, que deverá aumentar imensamente a parcela da população brasileira com acesso à internet. A Brasiliana Digital dará acesso a esse acervo riquíssimo, preservando-o ao mesmo tempo”, afirmou.

O historiador explicou que ainda não há previsão do tempo necessário para a digitalização integral do acervo doado por Mindlin. Mas, com a tecnologia de digitalização avançada e um sistema de gestão de informação adequado, a equipe está pronta para ampliar o ritmo do projeto.

“Como o prédio no qual o acervo será instalado ainda não está pronto, não pudemos ainda definir a dinâmica do processo. O robô, apelidado pela equipe de Maria Bonita, é operado por conservadores. Quando lidamos com um livro do século 16, por exemplo, temos que diminuir o ritmo. Estamos ainda aprendendo a lidar com o equipamento”, disse.

O projeto recebeu da FAPESP até o momento cerca de US$ 980 mil, usados para a compra do robô e apoio a 15 bolsistas. Segundo Puntoni, a equipe envolvida com o projeto tem cerca de 30 integrantes, entre pesquisadores, bibliotecários, analistas e programadores.

A base do projeto Brasiliana Digital, segundo Puntoni, é o projeto Brasiliana USP, coordenado por István Jancsó, do Instituto de Estudos Brasileiros (IEB) da USP. “A Brasiliana USP é um projeto da reitoria da USP que permitirá o acesso para pesquisa e ensino da maior coleção de livros e documentos de e sobre o Brasil custodiada por uma universidade em escala mundial, tornando-a disponível na internet”, explicou Puntoni.

Para abrigar o acervo doado por Mindlin e a nova sede do IEB, a Brasiliana USP está construindo um edifício com cerca de 20 mil metros quadrados no centro da Cidade Universitária, em São Paulo. O projeto foi desenvolvido pelos arquitetos Eduardo de Almeida e Rodrigo Mindlin Loeb, com a assessoria da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAU) da USP.

“O contrato com a construtora prevê o prédio pronto no fim de outubro, incluindo toda a parte estrutural, como ar-condicionado, cadeiras do auditório, elevadores, etc. A partir daí será preciso trabalhar na instalação de equipamentos, sistemas de segurança e no acabamento. Acreditamos que em 2010 o novo prédio estará operacional”, disse Puntoni.

A parte do prédio onde ficará o IEB, no entanto, deverá levar aproximadamente mais dois anos para ser finalizada. “A parte da construção voltada à coleção Mindlin foi privilegiada, para podermos trazer logo o acervo. Precisaremos ainda levantar recursos para a finalização da outra parte”, disse.

Integração digital

Segundo Jancsó, a concepção básica do projeto Brasiliana USP parte da ideia de criar uma estrutura de conservação de uma parcela do patrimônio cultural da nação, que é a Biblioteca Guita e José Mindlin.

“A partir daí, poderemos investir na conservação do extraordinário acervo documental guardado pela USP. A universidade tem, em suas bibliotecas, cerca de 6,5 milhões de livros. Tudo isso hoje está à disposição dos interessados quase que exclusivamente mediante acesso presencial”, disse.

A ideia do projeto, segundo Jancsó, é contribuir para a conservação de todo o acervo da USP por meio da constituição de um centro de formação de restauradores que levará o nome de Guita Mindlin – a esposa de José Mindlin, morta em 2006 aos 89 anos, pioneira nas ações de restauro de livros e documentos no Brasil.

“Por outro lado, é papel da universidade pública fazer com que a visão patrimonial seja superada e fazer com que esse acervo custodiado pela USP possa estar ao alcance, de modo universal e irrestrito, a todos os brasileiros interessados”, afirmou.

De acordo com Jancsó, os acervos do IEB e da Biblioteca Guita e José Mindlin são complementares e, juntos, deverão formar a principal coleção existente de livros e documentos voltados aos estudos brasileiros. “A construção desse prédio no centro da USP resgata a ideia de que essa universidade foi criada para pensar o Brasil”, disse.

Jancsó conta que a USP investiu R$ 15 milhões para a construção do novo prédio e o projeto captou mais R$ 18 milhões junto a fundações e recursos provenientes de mecanismos de renúncia fiscal. Já os recursos da Brasiliana Digital foram integralmente fornecidos pela FAPESP. “Agora, conseguimos autorização para captar mais R$ 11 milhoes pela lei Rouanet, para finalizar a obra. E vamos ter que buscar mais recursos. A obra é do tamanho do projeto”, destacou.

O site Brasiliana USP reúne informações sobre o projeto, sobre a Biblioteca Brasiliana Guita e José Mindlin e Brasiliana Digital, com destaques como o primeiro livro impresso no Brasil (A Relação da Entrada[...], por Antonio Isidoro da Fonseca), cenas da vida urbana de Jean-Baptiste Debret (1768-1848) e o relato do marinheiro Hans Staden (1525-1579), de 1557.

“A edição de 1557 de Marpurg é a verdadeira primeira edição da obra de Hans Staden. Comprei-a encadernada com mais três livros (Varthema, Federman e um romance de cavalaria alemão), numa encadernação de 1558. A biblioteca possui também uma edição pirata de Frankfurt, provavelmente do mesmo ano, que, não dispondo das matrizes da primeira edição, foi ilustrada com gravuras da viagem de Varthema ao Oriente, sem qualquer relação com o Brasil e com os índios”, disse Mindlin.

Brasiliana Digital: www.brasiliana.usp.br/bbd.

26 de janeiro de 2009

DOCUMENTAÇÃO, MEMÓRIA E HISTÓRIA POLÍTICA BRASILEIRA

Mais uma da "Série Ctrl C + Ctrl V"

USP e Arquivo Público do Estado lançam site com 184 mil fichas policiais dos arquivos do Deops. De acordo com a professora Maria Luiza Tucci Carneiro, que coordena o projeto, iniciativa permitirá reescrever memória política brasileira


História da resistência

26/1/2009

Por Fábio de Castro

Agência FAPESP – Entre 1924 e 1983, período que abrange duas ditaduras, o Departamento Estadual de Ordem Política e Social do Estado de São Paulo (Deops) vigiou e reprimiu movimentos políticos e sociais. Os arquivos do órgão, cujos prontuários reúnem 184 mil fichas policiais, podem agora ser acessados no novo site do Projeto Integrado Arquivo Público do Estado e Universidade de São Paulo (Proin), lançado no sábado (24/1).

Além do lançamento do site, no sábado também ocorreu a reinauguração do Memorial da Resistência de São Paulo, localizado no antigo prédio do Deops, no Largo General Osório, onde hoje funciona a Estação Pinacoteca.

De acordo com a coordenadora do Proin, Maria Luiza Tucci Carneiro, professora do Departamento de História da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da Universidade de São Paulo (USP), o site facilitará as atividades de pesquisa nos arquivos, que têm importância histórica incalculável.

“Antes do trabalho feito no Proin, os documentos do Deops só estavam disponíveis em microfilme e era muito difícil localizar um prontuário. Com o site, basta digitar o nome da pessoa ou da instituição para encontrar a ficha. Isso facilitará o cruzamento de dados com outros arquivos e permitirá reescrever a memória política brasileira”, disse Maria Luiza à Agência FAPESP.

Segundo ela, o trabalho começou em 1999 com um Projeto Temático apoiado pela FAPESP, que originou o Proin e resultou na organização da documentação referente ao período entre 1924 e 1954.

Em 2007 teve início um segundo Projeto Temático, com o título “Arquivos da repressão e da resistência, história e memória. Mapeamento e análise da documentação do Deops”. Com participação de nove professores doutores, além da equipe de bolsistas, o projeto é dedicado ao período de 1955 a 1983.

“Os arquivos do Deops foram abertos ao público em 1995. No ano seguinte fui consultá-los como pesquisadora e constatei um verdadeiro caos. Isso nos motivou a sugerir o projeto”, contou. Desde o início o projeto foi feito em parceria com o professor Boris Kossoy, da Escola de Comunicações e Artes da USP, que agora coordena o setor de iconografia do Proin.

De acordo com Maria Luiza, um dos principais ganhos do projeto foi a formação de recursos humanos. “O primeiro projeto, que envolveu 60 bolsistas de graduação e pós-graduação, foi um inventário do Deops. Tivemos que começar do zero, digitando uma a uma as 184 mil fichas. Vários bolsistas de treinamento técnico ficaram tão envolvidos que vieram fazer mestrado conosco”, disse.

Durante o trabalho, a equipe foi percebendo a riqueza dos arquivos. Além dos prontuários de figuras conhecidas como Monteiro Lobato, Jorge Amado, Patrícia Galvão, o arquivo está repleto de fichas de pessoas anônimas que tiveram um importante papel político e histórico.

“Descobrimos que era possível reescrever a história política brasileira a partir de uma história de anônimos. Tivemos acesso, por exemplo, ao caso de uma operária tecelã que fazia poesias revolucionárias, à correspondência de um ativista ferroviário e à lista de livros apreendidos na casa de um sapateiro politizado”, contou.

Os pesquisadores puderam rastrear os caminhos dos impressos revolucionários. Eram livros, panfletos e jornais que mal chegaram a circular e que foram apreendidos em ônibus, trens ou na rua.

“Pelos prontuários, descobrimos estratégias usadas para divulgar publicações proibidas. Por exemplo, a ficha de um lavrador, fichado depois de ler panfletos para camponeses analfabetos, relata que o material havia sido enviado ao interior a partir do porto de Santos, dentro de sacas de café”, disse.

Frente e perfil

Com base nesses estudos, em 2002 Maria Luiza lançou a exposição e o livro Livros proibidos e idéias malditas. A história dos impressos acabou se transformando em um dos módulos do novo site.

Todas essas possibilidades de abordagem têm resultado em estudos específicos. Os estudos sobre história da censura, história da leitura e história dos anônimos possibilitaram a criação de três bancos de dados que foram transformados em links no site.

O projeto iniciado em 2007, voltado para o período entre 1955 e 1983, segundo a pesquisadora, já gerou também diversos estudos. Um deles é voltado para os panfletos produzidos durante a ditadura militar que teve início em 1964.

Outra linha estuda o movimento feminista, com foco na produção visual, a história da mulher negra e o papel político da mulher ativista. Outro módulo analisa a legislação sobre a expulsão de estrangeiros e corresponde ao link “Expulsos” no site.

“O site permite buscas por gênero, nacionalidade e profissão. Com isso é fácil cruzar informações e encontrar todas as fichas policiais e cadastros, por exemplo, de camponesas, ou tecelãs, de feministas judias, de ativistas japonesas ou alemãs e assim por diante”, afirmou.

Segundo Maria Luiza, os prontuários incluem ofícios, telegramas, cartas, relatórios de informação do serviço secreto ao longo dos anos, panfletos apreendidos, fotos anexadas e todo tipo de informação.

“No momento em que o suspeito era fichado, era feita uma ficha policial e o prontuário era aberto. Ele era então fotografado de frente e perfil e isso era anexado. A polícia então ia acumulando o material ao longo dos anos. Há alguns suspeitos que chegaram a ter o cotidiano acompanhado por 15 anos consecutivos”, disse.

De acordo com a professora da FFLCH, os arquivos permitem reconstruir também os pontos de vista da polícia política, especialmente nos períodos de ditadura.

“Os prontuários estão recheados de relatórios conceituais. A própria polícia define o que entende por comunismo, por terrorismo e por luta armada. Identificam com fotografias como se faz a propaganda comunista ou anarquista, mapeiam as idéias políticas e ideologias”, disse.

Maria Luiza conta que diversas exposições iconográficas já foram realizadas com base no material do arquivo. A última foi inaugurada no sábado (24/1): Círculo Fechado: os japoneses sob a mira do Deops, com curadoria de Kossoy, durante a reinauguração do Memorial da Resistência de São Paulo, no antigo prédio do Deops.

Mais informações: www.usp.br/proin

20 de janeiro de 2009

O PRIMEIRO FILME DE FICÇÃO CIENTÍFICA

George Méliès

Memória

Cinema exibido

Há 107 anos era feito o primeiro filme de ficção científica conhecido


Pesquisa FAPESP
- Os filmes de ficção científica tiveram sua origem com um cineasta francês para quem a expressão “a primeira vez” foi usada muitas vezes. Em 1902, George Méliès fez o que é considerado o primeiro filme desse gênero que, por vezes, prevê e até inspira novas tecnologias. A viagem à Lua (Le voyage dans la Lune), de 14 minutos, foi baseado em dois livros de escritores que adoravam criar histórias com elementos científicos – Da Terra à Lua, de Júlio Verne, e O primeiro homem na Lua, de H.G. Wells. O filme conta a saga de cinco astrônomos que constroem uma cápsula espacial para viajar até o satélite terrestre. A nave é disparada por um canhão e chega atabalhoadamente na Lua, onde os cientistas encontram selenitas e por eles são perseguidos, mas conseguem voltar para a Terra.


“A viagem à Lua foi um dos primeiros filmes de ficção científica”, diz Ismail Xavier, crítico cinematográfico e professor da Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo. “Só não dá para dizer que foi o primeiro porque havia muita gente produzindo no começo do século e não temos o registro de tudo.” O certo é que Méliès foi o primeiro cineasta associado à ideia de futuro e de tecnologia. Sua empatia e o desejo de trabalhar com a imagem em movimento foram instantâneos e nasceram junto com o cinema.


George Méliès (1861-1938) era um ilusionista, dono do teatro Robert Houdin, em Paris, onde apresentava números de mágica. No final de 1895 ele foi um dos cem convidados de Louis e Auguste Lumière para assistir à primeira sessão de cinema em uma pequena sala no subsolo do Grand Café, no centro da cidade. Os irmãos Lumière tinham inventado o cinematógrafo, máquina que capturava imagens em fotogramas e as projetava de modo acelerado, dando a ilusão de movimento. Méliès percebeu o potencial da invenção para seus shows de mágica e tentou comprar o equipamento, sem sucesso.


O mágico construiu então sua própria câmera e começou a fazer filmes em 1896. No início ele filmava só eventos isolados – como cenas de rua – para depois exibir em seu teatro. Tanto a dramatização de histórias quanto a continuidade de cenas não eram importantes nos primórdios do cinema, entre 1895 e 1908, de acordo com Ismail Xavier. “Era um cinema de atração ou cinema de truques, algo como em um circo em que há quadros e situações apresentados de modo independente”, diz. A cenografia aparecia e os efeitos não eram sutis, mas feitos para ser notados. Os truques eram o grande chamariz. “Era um cinema que gostava de se exibir e encantava pela técnica e novas tecnologias utilizadas. A narrativa e o drama se consolidaram apenas a partir de 1910.”


A viagem à Lua foi uma exceção daqueles tempos porque havia uma narrativa, com muitos efeitos especiais e cenários. A cena da nave enfiada no olho da Lua está entre as mais conhecidas da história do cinema. Méliès foi um dos primeiros a usar efeitos especiais e a caracterizar seres alienígenas. Também teria sido o primeiro a utilizar o recurso da exposição múltipla de negativos, do processo de pintura sobre a película para conseguir filmes “coloridos”, a criar as técnicas de fade in (quando a imagem surge do preto) e do fade out (quando a imagem vai desaparecendo), e a produzir esquetes e story boards, entre outras inovações. O primeiro estúdio da Europa foi construído por ele.


Financeiramente de nada adiantou tanto pioneirismo – em 1912 Méliès estava falido. Em 1926 foi redescoberto vendendo brinquedos em um quiosque de Paris por Leon Druhot, editor de uma revista sobre cinema. Ele escreveu sua história e alguns dos mais de 500 filmes que Méliès fez foram restaurados. Em 1931 o cineasta recebeu a Legião de Honra da França. Embora não sirva como consolo pela miséria em que morreu, Méliès recebeu também elogios públicos de dois outros gênios do cinema. “Devo tudo a ele”, disse D.W. Griffith. Charlie Chaplin o considerava “o alquimista da luz”.


vi essa notícia aqui

11 de julho de 2008

NÓS CRESCEMOS ASSISTINDO ISSO... E ADORÁVAMOS!!! PARTE 3

Pois bem, essa é a Terceira e última parte do post nostálgico sobre o que as pessoas que estão entre 25 e 30 anos, geralmente, assistiam quando ainda usavam calças curtas, os programas infantis.


Sérgio Malandro, Xuxa, Mara Maravilha representam um gênero de programa, o de auditório infantil. A maior parte de nós torcia durante as brincadeiras ou para os meninos ou para as meninas. Passávamos as manhãs ou tardes grudados na frente da telinha esperando o programa começar e, sobretudo, os desenhos animados (vários colocados na parte 1 e 2 desse post).


Mas havia também os programas mais inteligentes como Glub Glub e Ratimbum, ambos transmitidos na rede de TV educativa (no Estado de São Paulo passava na TV Cultura, que também era responsável pela produção). O primeiro era apresentado por dois peixinhos numa primeira fase e na segunda juntou-se a eles uma simpática caranguejinha. Os desenhos que passavam como “A rua dos pombos” e “Jumbinho” são inesquecíveis. Já Ratimbum era uma produção 100% nacional e tinha quadros como “Senta que La vem história”, “Profº Tiburcio” a menina que tinha a boneca chamada “Careca”, entre tantos outros que enchiam a vida de magia e alegria.


Aí estão as aberturas desses programas e alguns dos seus quadros como a “Porta dos Desesperados”

Aproveitem...



Programa Sérgio Mallandro - abertura


Porta dos Desesperados I – Serginho Mallandro




Porta dos Desesperados II – Serginho Mallandro




Mara Maravilha iniciando o programa


Abertura do Xou da Xuxa em 1987


glub glub


Ratimbum



Alguns episódios curtos

Formiga Atômica (A formiga mais rápida do oeste)


Super Mouse (Os Gatos Canibais)

4 de julho de 2008

NÓS CRESCEMOS ASSISTINDO ISSO... E ADORÁVAMOS!!! PARTE 2



Dando continuidade a nostalgia que tomou conta desse blogueiro que vos escreve, postei mais alguns vídeos de desenhos animados dos anos 80 e de um que marcou época no Brasil no início dos anos 90, os Cavaleiros do Zodíaco.



Pois bem, hoje têm coisas como as Tartarugas Mutantes Adolescentes Ninjas, a abertura original de Caverna do Dragão legendada, Super Amigos e uma compilação de várias aberturas que inclui Homem-aranha e seus amigos, Capitão Marvel, Ewoks, entre tantos outros.



Além disso, tem dois pequenos episódios, um de Space Ghost e outro dos Herculóides. Essa postagem na semana que vem terá uma parte 3, pois são tantas as possibilidades de postagem que se fosse por tudo num só ficaria gigante.



Espero que se divirtam e aproveitem para matar as saudades. Mas atenção, você terá que ver essas aberturas de mãos dadas com sua memória afetiva, por que esses desenhos vistos de uma perspectiva de 20 anos ou mais parecem bem tosquinos.



Tartarugas Ninjas

Abertura portuguesa do novo desenho das tartarugas mutantes

http://br.youtube.com/watch?v=xUxYT78nEj0

Todas Aberturas de Cavaleiros do Zodíaco (BRASIL – inclui a da saga de Hades)

A 2ª abertura da saga de Hades com música de “verdade” (é fake, mas ficou legal) http://br.youtube.com/watch?v=nAHn5c6uURU&feature=related

Nossa Turma (The get along gang – gangue do barulho na versão brasileira da mundo mágico)

Caverna do Dragão - Abertura Original (legendada)

Super Amigos

Vários Desenhos dos Anos 80

Uma compilação bem interessante com “homem aranha e seus amigos”, “pequeno príncipe”, “Capitão Marvel”, “Ewoks” e outros, com alguns bizarros

Space Ghost

Herculóides - Os Zorbots

FICO POR AQUI – “AGUARDE A PARTE III”

27 de junho de 2008

NÓS CRESCEMOS ASSISTINDO ISSO... E ADORÁVAMOS!!! PARTE 1

A pouco mais de 1 mês, aproximadamente, o Marcelo Beraba me indicou o site Jovem Nerd e seus excelentes Nerdcast (podcasts). Já ouvi vários, até perdi a conta. Um muito bacana que escutei esses dias abordava dos desenhos que passavam na TV aberta brasileira nos anos 80. Animado com isso, e muito nostálgico diga-se de passagem, decidi fazer um post com as aberturas de muitos desses “clássicos”.

Quem tem entre 25 e 30 anos deve se lembrar, com certa saudade da infância querida, das peripécias de Caco, Pig e Cia em Muppet Babies; dos Ursinhos Carinhosos e o eterno vilão Coração Gelado; quem não teve a espada do musculoso bronzeado de Eternia, He-Man e de sua irmã She-Ra com seu parceiro corujito?

E o que falar da “invasão japonesa” na extinta TV Manchete com Jaspion, Ninja Jiraya e o esquadrão espacial Changeman.

Pois bem, dividi o post em duas partes para o blog não ficar muito pesado, além disso são tantos os desenhos que, provavelmente, alguns vão ficar de fora.

Nossa, eu fui procurando no YouTube e encontrei muitas coisas que gostava e cheguei a conclusão que assistia MUITA televisão quando era criança.


A primeira parte sai hoje com nove aberturas e alguns links e a próxima na semana que vem.

Matem as saudades e retornem!!!

Cavalo de Fogo (cara, alguém disse que a moça sabia cantar e ela acreditou)


Muppet Babies (eu conheço o Fozzi!!!)


Ursinhos Carinhosos


He-Man (Na voz de Garcia Júnior)


She-Ra


Thundercats


Changeman


Jiraya (ninja jaraya... ninja Jiraya!!!)


Jaspion (O primeiro japonês com cabelo Black Power)


Abertura original estendida
http://br.youtube.com/watch?v=EgteaxxV6UM&feature=related



FICO POR AQUI – AGUARDE A PARTE II (JÁ ESTÁ PRONTA, MAS TALVEZ SURJA ATÉ UMA PARTE III)

12 de maio de 2008

PEROLAS DO TELEMARKETING


Uma pessoa muito especial na minha vida está temporariamente trabalhando como operadora de Telemarketing. Durante nossas conversas nesse fim de semana ela acabou me contando alguns casos interessantes que ocorreram com ela ou com colegas da empresa em que trabalha, e também histórias de funcionários de outras empresas. Vou tentar reproduzir alguns deles por aqui.


Caso 1 – Advogado vs Operadora de Telemarketing

Homem recebe ligação de cobrança de uma operadora

Operadora: – Boa tarde, sou do banco HSBC.

Cliente: – Boa tarde.

Operadora: – Pelo que consta nos nossos sistemas o senhor tem algumas prestações atrasadas.

Cliente: – Eu sei.

Operadora: – O senhor tem 5 dias úteis para realizar o pagamento sem encargos.

Cliente: – Eu não vou pagar.

Operadora: – Nesse caso vamos encaminhar seu nome para o SPC.

Cliente: – Mocinha, você sabe com quem está falando?

Operadora: – Sei sim. O Sr. João da Silva.

Cliente: – Você sabe o que eu faço!!! – aos berros.

Operadora: – O senhor é advogado.

Cliente: – Você conhece alguém mais filho da puta do que advogado?

Operadora: – Conheço. Operadora de Telemarketing!

Cliente: – Eu posso processar e vc?

Operadora: – Tenho acesso a todos os seus dados.

Cliente: – Amanhã cedo passo no banco e quito minha divida.


Caso 2 – Por que recebi esse boleto adicional?

Operadora: – UOL, Bom dia!

Cliente: – Oi.

Cliente: – Olha. Debitaram na minha conta um valor a mais ao da minha assinatura.

Operadora: – Qual o valor senhora?

Cliente: – R$ 14,90 mais os R$ 9,90 da assinatura.

Operadora: – Sim senhora, consta aqui no sistema a cobrança de um produto adicional.

Cliente: – Mas não é possível, só eu e meu filho que acessamos a internet aqui de casa.

Operadora: – Pois então senhora, consta nos nossos sistemas que houve a assinatura de um produto adicional com seu login e senha.

Cliente: – Qual produto.

Operadora: – Demetrio Nú.

Cliente: – O que é isso?

Operadora: – (obrigada a ler a descrição do produto) Um site com conteúdo adulto voltado ao público homossexual masculino.

Cliente: – FILHO DA PUTA!!! O FILHO DA PUTA É VIADO!!!


E para fechar com chave de ouro

Caso 3 – O Slogam que funciona.

Operadora: – Vivo, Bom dia! No que posso ajudá-lo.

Cliente: – Não estou conseguindo ligar nem receber ligações.

Operadora: – Aguarde um momento, vou verificar em nossos sistemas.

Cliente: – Ok.

Musiquinha...

Operadora: – Senhor!

Cliente: – Sim.

Operadora: – Consta aqui que o senhor está com três contas com débitos atrasados.

Cliente: Só por isso meu telefone parou de funcionar? – Aos gritos.

Operadora: – Sim, Senhor.

Cliente: – Vai tomar no meio do olho do seu Cú.

Operadora: – Senhor, na Vivo o cliente em primeiro lugar!!!

A coitada foi demitida.


Tinha mais casos, só que fica para uma outra oportuunidade.

FICO POR AQUI – “NÓS VAMOS ESTAR TRANSFERINDO...”

11 de maio de 2007

PIADA INFAME RETIRADA DO FUNDO DO BAÚ




Estava fuçando meu e-mail esses dias e redescobri na pasta com as mensagens enviadas uma piada que enviei a muitos amigos (prática que não doto mais - a de enviar coisas aleatórias por e-mail) em agosto de 2004. O título que coloquei na mensagem foi “A piada do ano”, não sei se foi a mais engraçada que li, mas com certeza uma das que sempre dou gargalhadas quando leio ou conto, mudando um ou outro detalhe (dependendo do público). Bem, o post de hoje é justamente um copia e cola do e-mail para o blog dessa anedota. Acho que alguns já conhecem, independentemente disso eu recomendo.



Aproveitem e mijem nas calças...


UM AVIÃO VEM DESCENDO DESGOVERNADO. VAI CAIR. GRAÇAS À HABILIDADE DO PILOTO, CONSEGUE POUSAR NA FRENTE DA PUC. PASSADO O PÂNICO, OS PASSAGEIROS COMEÇAM A DESCER PELAS ESCADAS. TUDO PARECE RESOLVIDO, QUANDO UM TÁXI DESGOVERNADO ATROPELA SEIS PASSAGEIROS, QUATRO MORREM. JÁ PRESO, O MOTORISTA VAI AO INTERROGATÓRIO:
- E AÍ RAPAZ, O PILOTO DO AVIÃO EVITA UMA CATÁSTROFE E TU MATA 4 PASSAGEIROS! COMO É QUE TU NÃO VIU AQUELE AVIÃO A JATO NO MEIO DA IPIRANGA?
- DOUTOR, EU PEGUEI UM CASALZINHO LÁ NO SHOPPING, ELES ENTRARAM NO TÁXI E COMEÇARAM O MAIOR AMASSO QUE EU JÁ VI, MAS EU ALI 100% DE ATENÇÃO NO TRÂNSITO.

- SIM, E O QUE ISSO TEM A VER?

- BEM, ELE TIROU A BLUSA DELA E SE GRUDOU NOS PEITOS, E EU
SÓ ALI NO ESPELHINHO NÉ, 90% DE ATENÇÃO NO TRÂNSITO, ENTÃO ELA ABRIU O ZÍPER E CAIU DE BOCA NO RAPAZ, E EU ALI 40% DE ATENÇÃO NELES E 60% NO TRÂNSITO.
- TÁ E AÍ?
- BOM, MAIS OU MENOS ALI PERTO DO QUARTEL ELA TIROU O PAU DA BOCA E APONTOU PRA MINHA NUCA, ENTÃO FIQUEI COM 90% DE ATENÇÃO NELES E 10% NO TRÂNSITO. DEUS ME LIVRE NÉ DOUTOR, DEI UMA OLHADA NO ESPELHO, O RAPAZ LEVANTOU, OLHOU PRÁ MIM E GRITOU: - OLHA O JATO!!!!
- A ÚNICA COISA QUE PUDE FAZER FOI ABAIXAR A CABEÇA, E DEU ESSA MERDA TODA, POIS PENSEI QUE ERA O JATO DA PORRA, MAS ERA A PORRA DO JATO


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18 de março de 2007

MEMÓRIAS DE LEITURA

Na última quinta-feira (15/3/07), antes de dormir, entrei em algumas páginas e blogs que visito todos os dias e ao entrar no Rapadura Açucarada vi que o Eudes Honorato havia postado uma lista de livros que, de certa maneira, marcaram sua infância e adolescência.

Comentei o post e disse que também faria o mesmo, pois a iniciativa do Eudes foi inspirada em um outro blog que ele havia visitado e eu aumentarei a corrente. Inclusive nos outros comentários deixados no RA listas de livros foram colocadas, gostaria muito que o mesmo acontecesse por aqui.

Sendo assim, segue a lista de livros que me marcaram antes de ingressar na faculdade, quando eu não tinha grandes preocupações intelectuais com a leitura, em um post futuro falo dos livros acadêmicos e literários que li recentemente e recomendo.

Segue a lista de livros, a ordem é aleatória:

A mulher que matou os peixinhos dourado, não recordo e não consegui encontrar o nome da autora – esse foi o primeiro livro que li, estava na primeira série, lembro-me que cheguei até a chorar, pois, se não me falha a memória, não são só peixes que morrem, mas cachorros e até papagaios.

Viagem a Trevaterra: primeiro episódio da saga real de Sellardur, de Luiz Roberto Mee. Este livro li quando estava no ensino médio, foi o primeiro livro de fantasia medieval que li, mesmo jogando RPG desde os 13 anos. Trevaterra lembra, e muito, Mordor, mas o livro é bem legal, dá para se divertir muito. A continuação da saga foi lançada recentemente, mas, aparentemente, está esgotada a 1ª edição nos sites de compra de livros.

A Ilha Perdida, de Maria José Dupré. Primeiro livro da coleção vaga-lume que comprei e li, pois a professora da segunda série (Madalena, lembro o nome da mulher até hoje) fez uma série de atividades com esse livro. A aventura dos dois irmãos Eduardo e Henrique perdidos numa ilha, o velho eremita, o tribunal dos macacos, são coisas que me lembro até hoje, este livro é muito legal... preciso voltar a Praia Grande e pegar na casa dos meus pais este texto e os outros da coleção vaga-lume que estão lá.

Os Barcos de Papel, de José Maviael Monteiro. Este também foi comprado por que ia cair na prova, mas o li mais de uma vez e com muito prazer, além disso, as passagens no subterrâneo da caverna fria e escura me dão calafrios até hoje.

O outro lado da Ilha, de José Maviael Monetiro. Eu comprei este livro acreditando que fosse a continuação de A ilha perdida, não era, mas o prazer que tive com a leitura superou a “frustração”.

Office-Boy em Apuros, de Bosco Brasil. Já estava na metade do ensino médio quando li as aventuras e desventuras do jovem Office-boy (não lembro o nome do personagens) e das gêmeas mingau.

Meninos Sem Pátria, de Luiz Puntel. Livro sobre a vida no exílio, trata de maneira simples e emotiva a vida dos filhos da pátria que os pariu longe dela. Lembro-me pouco da história, mas consigo sentir um pouco da emoção quando o li.

O Rapto do Garoto de Ouro, de Marcos Rey. Outro clássico da coleção Vaga-lume que retirei na biblioteca da escola aos meus 10 anos, uma boa história de mistério e aventura.

O Fantástico Mistério de Feiurinha, de Pedro Bandeira. Este livro não é da coleção vaga-lume, a edição que tenho que está na casa dos meus pais é da FTDA. Imaginem se você fosse um escritor e as princesas dos contos de fada como Branca de Neve, Cinderela, Aurora (Bela Adormecida), etc., aparecem em sua casa, no pós felizes para sempre, para ajudá-lo a escrever a história de uma princesa esquecida, a Feiurinha. Livro de humor e bem criativo, foi leitura obrigatória na 4ª série.

Os libertinos, de Harold Robbins. Um destes best-sellers. Li quando tinha quinze anos nas férias de julho, meu pai me dava horário pra chegar em casa e como eu chegava a mil da rua sempre pegava um livro para ler na madrugada, e esse foi um deles, 700 páginas que contam a história de uma republiqueta ficcional sul-americana Corteguai e do protagonista Dax. O livro é recheado de muita luxuria, intriga e até um pouco de crítica política. Não recomendo diretamente, mas quando li gostei muito.

Cem dias sobre o céu e o mar, de Amyr Klink. Outro livro que li nas mesmas férias de julho, quem me emprestou foi o Roberto pai do meu grande amigo Gustavo de Santo André. Nessa narrativa o navegador conta sua experiência de cruzar o Atlântico Sul num barco a remo, confirmando a famosa estrofe de Fernando Pessoa “Navegar é preciso, viver não é preciso”, pois as rotas traçadas, as marés a favor demarcaram a exatidão das artes náuticas, mas o encontro com baleias, o casco sendo raspados por tubarões, tudo isso faz parte da imprecisão de viver uma aventura deste porte.

2010, o dia em que faremos contato, de Arthur C. Clarke. Assisti ao dois mil e um e me apaixonei pela história, então um amigo me disse que tinha o livro, o devorei em dois dias e o livro está comigo até hoje... não furtei não, ele me deu a obra... 2010 é a continuação do filme de Kubrick e não do livro 2001 e conta o que aconteceu com Hall 9000 e o que era a misteriosa criança estrelar que aparece no final do filme.

2061, de Arthur C. Clarke. Continuação direta de 2010 mostra o que aconteceu com Europa e o que havia em Júpiter antes de sua transformação, além disso, a terra também entra na história, assim como em 2010.

2001, uma Odisséia no Espaço, de Arthur C. Clarke. Li este livro após ter lido todas as continuações do livro/filme, e sem dúvida este é o melhor de todos, as diferenças com o filme são muito interessantes, mas no geral na história é a mesma.

Nota: 3001, o último livro da Odisséia no Espaço, é muito ruim, me decepcionou muito.

Contato, de Karl Sagan. O filme fica muito, mas muito atrás do livro, tudo bem que a linguagem cinematográfica e a literária são bens diferentes, sobretudo no que diz respeito ao suporte, mas a discussão central entre ciência e religião feita no livro de diversas maneiras, inclusive em seu final, ficaram completamente de fora. Recomendo a leitura deste livro que li aos 16 anos.

Wherter, Goethe. Livro que marcou minha adolescência, eu era muito romântico e bobo, em vez de ir pra cima da mulherada queira encontrar um grande amor... O livro é considerado como um dos percussores do romantismo, vale a leitura embora seja um livro menor deste gênio alemão.

Venha ver o pôr do sol, de Ligia Fagundes Teles. Este é um conto que li dos 15 para os 16 e que inspirou eu, uma professora de português e outros amigos a montar uma adaptação teatral para esta perola, que pode ser encontrada na coletânea de contos da autora, venha ver o por do sol e outros contos, editado pela Ática. Destaco outro texto deste livro: As formigas, arrepiante. Minha vida mudou muito com a leitura e a peça.

O que é leitura?, de Maria H. Martins. Este pequeno opúsculo da coleção primeiros passos, da editora brasiliense, foi dado como leitura obrigatória no primeiro ano do ensino médio pela mesma professora de português que dirigia as nossas peças de teatro. Este livro mudou realmente a minha vida, pois, sempre achei que tinha vocação para exatas e acabei descobrindo uma paixão pela área de humanas que me acompanham até hoje, além disso, ao perceber que leitura não é só o ato de ler manuscritos e impressos, mas também assistir a um filme e observar o mundo ao redor fiquei extremamente impressionado. Recomendo a obrigatoriedade da leitura deste livro.

Este são os livros que lembro, lembrando de mais alguma coisa porto novamente.

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