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15 de fevereiro de 2010

COMO FAZER UM TRANSGÊNICO

Vídeo explica o que são os organismos transgênicos.
Vale a pena assistir

Camundongo Verde


"Feito com massa de modelar, o desenho animado Camundongo Verde mostra, em pouco mais de 2 minutos, como se cria um organismo transgênico. O vídeo foi produzido pelo Museu de Microbiologia do Instituto Butantan e pelo Laboratório de Malacologia do Departamento de Zoologia do Instituto de Biociências da USP. O filme foi gentilmente cedido pelo museu para Pesquisa FAPESP."

18 de setembro de 2009

EM BUSCA DO SABRE DE LUZ

Série Ctrl C + Crtl V
Retirado da edição online da Revista Pesquisa FAPESP

Notícias
Ação fantasmagórica tricolor
Em artigo na revista Science, físicos da USP mostram que criaram sistema com emaranhamento quântico entre feixes de luz de três cores distintas
Pesquisa FAPESP -
© IF-USP
Esquema que mostra como foi obtido o emaranhamento de três feixes de luz de cores diferentes

Um grupo de pesquisadores brasileiros produziu um experimento no lnstituto de Física da Universidade de São Paulo (IF-USP) que criou um novo tipo de emaranhamento entre partículas de luz (fótons), ampliando os horizontes de um dos mais intrigantes fenômenos do mundo quântico. A equipe coordenada pelos físicos Paulo Nussenzveig e Marcelo Martinelli, da USP, montou um sistema que mostrou ser possível produzir ― e até certo ponto controlar ― o fenômeno do emaranhamento quântico entre três feixes brilhantes de luz de diferentes comprimentos de onda. Cada feixe era de uma cor diferente. Um era verde e estava na porção visível do espectro e os outros dois se situavam no campo do infravermelho próximo, que não pode ser visto a olho nu.

"O emaranhamento brilhante de três cores pode ser útil para a construção de computadores quânticos no futuro", comenta Nussenzveig. "Em tese, poderíamos montar uma rede com componentes quânticos operando em diferentes frequências." Os físicos também constataram que o emaranhamento tricolor é um sistema relativamente robusto, que não se extingue tão facilmente quanto outros sistemas mais simples baseados no entrelaçamento quântico. Isso é uma boa notícia. Afinal, ninguém quer ter um PC quântico que seja instável por natureza. A descrição técnica do experimento pode ser lida num artigo publicado hoje (17/09) na Science Express, a versão online da revista científica americana Science. Além de Nussenzveig e Martinelli, o time de pesquisadores que fez o trabalho inclui os alunos de pós-graduação Antônio Sales Coelho e Felippe A. Silva Barbosa, todos do IF-USP, e o físicos Katiúscia Cassemiro e Alessandro Villar, atualmente no Instituto Max Planck para Ciência da Luz, na Alemanha.

Fótons que exibem as estranhas propriedades do emaranhamento quântico, fenômeno descrito por Einstein como dotado de uma ação fantasmagórica a distância, apresentam uma conexão tão forte entre si que as modificações sofridas por uma das partículas podem afetar o estado das outras. Trata-se de um mundo de correlações totalmente diversas da realidade da física clássica, newtoniana, em que vivemos. Essas correlações são cruciais e podem ser exploradas de modo a permitir o processamento, o armazenamento e a comunicação segura de informação. Por isso, há tanto interesse nesse novo campo de pesquisa.

Para criar o sistema descrito na Science, os pesquisadores têm de bombardear com um feixe de luz (laser) verde um sistema composto de 2 espelhos e um cristal, que fica entre eles. O emaranhamento surge quando o feixe de luz, depois de cruzar o espelho inicial (que deixa passar uma parte dos fótons verdes e reflete outra parte para um subsistema de espelhos menores), atravessa o cristal. Nesse momento, há apenas fótons verdes. Em seguida, o laser incide sobre o segundo espelho, que converte a luz verde em duas frequências do espectro do infravermelho. Por fim, os novos feixes de luz são redirecionados para subsistemas de espelhos utilizados para medir suas propriedades. "No nosso experimento, há tantos fótons emaranhados que não é possível contá-los", comenta Nussenzveig. "Em sistemas mais simples, os pesquisadores conseguem até determinar o número de partículas emaranhadas."

Durante o experimento, os físicos também perceberam que o emaranhamento desaparecia por meio da atenuação parcial dos feixes de luz e demonstraram o chamado princípio da morte súbita do entrelaçamento, fenômeno só descrito até agora em sistemas mais simples. Mas constararam que era possível modular o grau de entrelaçamento dos fótons alterando levemente a intensidade da luz que incide sobre o sistema. A intensidade do feixe de laser verde usado no experimento é pequena, mas não desprezível: da ordem de 50 miliwatts, dez vezes maior do que a empregada em algumas ponteiras a laser.




FICO POR AQUI - "-)

20 de janeiro de 2009

O PRIMEIRO FILME DE FICÇÃO CIENTÍFICA

George Méliès

Memória

Cinema exibido

Há 107 anos era feito o primeiro filme de ficção científica conhecido


Pesquisa FAPESP
- Os filmes de ficção científica tiveram sua origem com um cineasta francês para quem a expressão “a primeira vez” foi usada muitas vezes. Em 1902, George Méliès fez o que é considerado o primeiro filme desse gênero que, por vezes, prevê e até inspira novas tecnologias. A viagem à Lua (Le voyage dans la Lune), de 14 minutos, foi baseado em dois livros de escritores que adoravam criar histórias com elementos científicos – Da Terra à Lua, de Júlio Verne, e O primeiro homem na Lua, de H.G. Wells. O filme conta a saga de cinco astrônomos que constroem uma cápsula espacial para viajar até o satélite terrestre. A nave é disparada por um canhão e chega atabalhoadamente na Lua, onde os cientistas encontram selenitas e por eles são perseguidos, mas conseguem voltar para a Terra.


“A viagem à Lua foi um dos primeiros filmes de ficção científica”, diz Ismail Xavier, crítico cinematográfico e professor da Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo. “Só não dá para dizer que foi o primeiro porque havia muita gente produzindo no começo do século e não temos o registro de tudo.” O certo é que Méliès foi o primeiro cineasta associado à ideia de futuro e de tecnologia. Sua empatia e o desejo de trabalhar com a imagem em movimento foram instantâneos e nasceram junto com o cinema.


George Méliès (1861-1938) era um ilusionista, dono do teatro Robert Houdin, em Paris, onde apresentava números de mágica. No final de 1895 ele foi um dos cem convidados de Louis e Auguste Lumière para assistir à primeira sessão de cinema em uma pequena sala no subsolo do Grand Café, no centro da cidade. Os irmãos Lumière tinham inventado o cinematógrafo, máquina que capturava imagens em fotogramas e as projetava de modo acelerado, dando a ilusão de movimento. Méliès percebeu o potencial da invenção para seus shows de mágica e tentou comprar o equipamento, sem sucesso.


O mágico construiu então sua própria câmera e começou a fazer filmes em 1896. No início ele filmava só eventos isolados – como cenas de rua – para depois exibir em seu teatro. Tanto a dramatização de histórias quanto a continuidade de cenas não eram importantes nos primórdios do cinema, entre 1895 e 1908, de acordo com Ismail Xavier. “Era um cinema de atração ou cinema de truques, algo como em um circo em que há quadros e situações apresentados de modo independente”, diz. A cenografia aparecia e os efeitos não eram sutis, mas feitos para ser notados. Os truques eram o grande chamariz. “Era um cinema que gostava de se exibir e encantava pela técnica e novas tecnologias utilizadas. A narrativa e o drama se consolidaram apenas a partir de 1910.”


A viagem à Lua foi uma exceção daqueles tempos porque havia uma narrativa, com muitos efeitos especiais e cenários. A cena da nave enfiada no olho da Lua está entre as mais conhecidas da história do cinema. Méliès foi um dos primeiros a usar efeitos especiais e a caracterizar seres alienígenas. Também teria sido o primeiro a utilizar o recurso da exposição múltipla de negativos, do processo de pintura sobre a película para conseguir filmes “coloridos”, a criar as técnicas de fade in (quando a imagem surge do preto) e do fade out (quando a imagem vai desaparecendo), e a produzir esquetes e story boards, entre outras inovações. O primeiro estúdio da Europa foi construído por ele.


Financeiramente de nada adiantou tanto pioneirismo – em 1912 Méliès estava falido. Em 1926 foi redescoberto vendendo brinquedos em um quiosque de Paris por Leon Druhot, editor de uma revista sobre cinema. Ele escreveu sua história e alguns dos mais de 500 filmes que Méliès fez foram restaurados. Em 1931 o cineasta recebeu a Legião de Honra da França. Embora não sirva como consolo pela miséria em que morreu, Méliès recebeu também elogios públicos de dois outros gênios do cinema. “Devo tudo a ele”, disse D.W. Griffith. Charlie Chaplin o considerava “o alquimista da luz”.


vi essa notícia aqui

12 de dezembro de 2008

EXPOSIÇÃO EINSTEIN II

O Futuro do Universo



Vocês já devem ter ouvido falar sobre o debate realizado pelos astrofísicos sobre a expansão do Universo. Alguns dizem que ela se dará ad infinito, outros que ela se desacelerará e ainda aqueles que preconizam que em determinado momento o crescimento cessará e o universo se retrairá.



Acompanhem a palestra do físico americano Gary Steigman sobre as possibilidades do provir do universo.

Espero que aproveitem



Se estiver acessando o Blog pelo Firefox clique aqui para assistir o vídeo. Ou acessem o blog com o Internet Explorer.

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Exposição Einstein

FICO POR AQUI



Expansão contínua ou desestruturação completa?



Físico americano Gary Steigman, da Universidade Estadual de Ohio, fala das duas possibilidades de futuro para o Universo

Edição Online - 01/12/2008

Pesquisa FAPESP -

O físico norte-americano Gary Steigman apresentou duas possibilidades extremas para o futuro do Universo – ambas, é bom lembrar, para daqui a dezenas de bilhões de anos, depois de a Terra e o Sol terem desaparecido naturalmente. De acordo com a primeira, o Universo deve continuar em aceleração (ou expansão) contínua e tornar-se menos denso e mais escuro. A distância entre as galáxias, que já está aumentando, continuaria a aumentar.

A segunda possibilidade, chamada de Big Rip (literalmente, Grande Rasgo), consiste em uma expansão intensa a ponto de romper as forças de coesão entre os átomos, os planetas e as galáxias; restariam apenas partículas subatômicas dispersas, sem qualquer coesão ou energia. Não haveria mais gravidade, “a força que determina a história e o futuro do Universo”, acentuou Steigman, professor da Universidade Estadual de Ohio, Estados Unidos, na palestra “O mistério do Universo em aceleração”, realizada dia 16/11. .

Esses e outros cenários resultam da aplicação da chamada constante cosmológica, criada por Albert Einstein para prever o futuro do Universo. Steigman lembrou que Einstein havia inicialmente previsto um Universo estático, mas depois adicionou um novo termo – a constante cosmológica – às equações desenvolvidas pelo físico inglês Isaac Newton e verificou que o Universo deveria seguir em expansão contínua. Uma visão diferente da de Newton, que havia previsto a desaceleração do Universo. Mais tarde, Einstein não gostou do resultado a que chegou, mas os dados obtidos por telescópios mostraram que ele estava certo.

“Nossas concepções do Universo mudam com o tempo, em conseqüência de novos instrumentos e de novas teorias”, comentou Rogério Rosenfeld, físico e professor da Unesp que apresentou a palestra de Steigman. As últimas grandes surpresas sobre o que Rosenfeld chamou de “comportamento inesperado” do Universo emergiram há dez anos, fortalecendo as evidências sobre a expansão do Universo acumuladas aos longo dos 30 anos anteriores.

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