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29 de julho de 2008

"Adulto Equilibrado"????

Hoje li um artigo da Folha de S. Paulo, de uma pessoa chamada João Pereira Coutinho. Confesso que não conheço.
Acima de tudo este é um exemplo de como é impossível agradar a gregos e troianos.
Este articulista simplesmente não entendeu o novo filme do Batman, além, é claro, de ter a intenção de gerar alguma polêmica. Afinal, o jeito mais fácil de gerar polêmica é discordando da maioria das pessoas. O problema é fazer isso de um jeito imbecil.
Eu concordo que não se deve colocar "Batman: dark knight" como um "dos melhores filmes de todos os tempos". Óbvio. É uma obra cujo propósito final é gerar entretenimento. Levá-la a sério (como fez o articulista), não somente para um "adulto equilibrado", mas para qualquer um, seria a mais absoluta burrice!
Leiam e, sim, divirtam-se! :D

Adultos em pijamas
Se a fantasia já é difícil de engolir como fantasia, imaginem apresentá-la como "documental"
NADA TENHO contra vigilantes. Contra? Minha adolescência cinéfila não foi só Bergman, não foi só Bresson, não foi só Renoir. Nos intervalos, escondido de meus amigos intelectuais, eu gostava de assistir a Clint Eastwood limpando as ruas de San Francisco. "Do you feel lucky, punk?" converteu-se para mim em mantra espiritual, tão emblemático como o "Play it again, Sam" que Ingrid Bergman (nunca) disse em "Casablanca".Para não falar de prazeres menores, ou maiores, como Charles Bronson em "Desejo de Matar". Que será feito de Bronson? Divago. Recordo apenas uma seqüência de um dos filmes da série: Bronson, caminhando lentamente nas ruas do bairro, com câmera fotográfica sobre o ombro e tomando sorvete em pose turística. Subitamente, o bandido entra em cena, pega a câmera de Bronson e foge como um galgo de competição.Bronson não corre atrás. Com a mesma displicência com que tomava o sorvete, joga-o fora, saca da arma (a inevitável Magnum 44), aponta sem pressa e atira no bandido, como quem atira em um animal. O bandido tomba. Bronson recupera a câmera (mas não o sorvete). Só quem nunca teve uma câmera roubada em plena rua é que não entende o prazer de assistir a essa cena.Nada tenho contra vigilantes, repito. Mas também acrescento que os vigilantes têm de cumprir dois requisitos básicos.Em primeiro lugar, só podem existir na tela, não na vida real. Na vida real, continuo a preferir o Estado de Direito, em que existem leis, polícia e tribunais, e não loucos ou beneméritos que gostam de fazer justiça com as próprias mãos.Mas mesmo os vigilantes das telas têm de cumprir um segundo requisito: não podem usar collants, máscaras, pinturas ou capas supostamente voadoras. Dizem-me que Batman, ou Super-Homem, é uma metáfora profunda sobre a nossa condição solitária e urbana; heróis derradeiros da pós-modernidade. Não comento. Exceto para dizer que morro de rir quando vejo um ator, supostamente adulto e racional, enfiado num pijama colorido e disposto a salvar a humanidade das mãos maléficas de um vilão tão ridículo e tão colorido quanto ele.Sem falar dos fãs: homens feitos, alguns casados, que continuam a acreditar que um super-herói em pleno vôo compensa todas as ereções falhadas.E foi assim que assisti ao último Batman, "O Cavaleiro das Trevas", dirigido por Christopher Nolan. Não vale a pena apresentar o filme: durante meses e meses e meses, uma máquina publicitária que não pára tentou convencer o mundo de que "O Cavaleiro das Trevas" era o melhor da série e, juro que ouvi, um dos maiores filmes de toda a história do cinema. De acordo com os promotores, Nolan trocara a fantasia sombria de Tim Burton e o espetáculo adocicado de Joel Schumacher por um realismo digno de Michael Mann: desde "Fogo contra Fogo" ninguém filmava assim uma cidade, cruamente e no osso.E os atores? Os atores seriam exemplos de um realismo ainda mais brutal, com destaque para o Coringa, papel que pode valer a Heath Ledger o Oscar póstumo. Alguns, mais ousados, ainda acrescentam que Ledger morreu de overdose precisamente por causa das exigências do papel.Não tenciono polemizar com a sabedoria dos críticos, mas suspeito de que Heath Ledger morreu de overdose porque, depois de assistir ao resultado, não agüentou a vergonha. E quem o pode censurar?Eu não, rapazes. E confesso que entrei na sala com boa vontade: "O Cavaleiro das Trevas" apresenta o herói (Batman) em luta final contra o mestre da anarquia (Coringa), um lunático que não deseja dinheiro nem poder como os vilões tradicionais, mas sim pura destruição. Na cabeça dos criadores, essa oposição simplória entre civilização/caos seria uma metáfora sobre o mundo pós-11 de Setembro: um mundo em que o terrorismo niilista não deseja um objetivo político preciso, mas simplesmente mergulhar o Ocidente num clima de paranóia destrutivo e autodestrutivo.Infelizmente para os criadores, a narrativa não é apenas infantil em sua pretensão política e filosófica; é incongruente quando Batman ou Coringa entram no enquadramento. Razão simples: se a fantasia já é difícil de engolir como fantasia, imaginem apresentá-la em tom "realista" e até "documental".Confrontado com Batman e Coringa, nenhum adulto equilibrado vê um super-herói e um super- vilão. Vê, simplesmente, dois dementes em pijamas que fugiram do asilo da cidade.
Folha de S. Paulo, 29/07/2008, Caderno Ilustrada.

25 de julho de 2008

Quem poderá superar?

Olá a todos! Pra começar, quero dizer que faço minhas as palavras do César. Acrescento somente que, no meu caso, estive me "desintoxicando" do computador por uns tempos. Correndo atrás de soluções práticas para a vida (emprego, dinheiro, etc). Sempre que puder estarei por aqui.

Tem uma coisa que venho pensando desde a semana passada: PQP! o filme Batman Dark knigth é muito Foooooda! Sim, com "F" maiúsculo! Eu confesso que foi a primeira vez que vi um filme e fiquei, literalmente, de queixo caído!!!!!! E estou bem certo de que não fui somente eu, cliquem aqui e vejam que já é o filme líder no ranking de 250 do IMDB!

O coringa estava qualquer coisa sem noção, a história é cheia de reviravoltas excelentes e tenho certeza de que ainda não peguei metade das mensagens e referências que se apresentam ali.
Em suma, estou abismado. Tenho plena certeza de que, mais ou menos como o Cavaleiro das Trevas de Frank Miller, este será (ou já é) um marco na cinematografia baseada em quadrinhos. Não sei para onde iremos, mas agora está estabelecido um padrão muito alto, o que só me faz ficar mais empolgado.

Mas não estou aqui para falar das minhas impressões sobre o filme (ainda estou com o queixo no chão, não dá pra pensar direito, rs), mas para mostrar-lhes mais um filme de quadrinhos em quem venho apostando muito, desde que foi anunciado: Watchmen. Sim, meus caros leitores, a Grafic Novel mais incrível de todos os tempos!

Sem mais delongas, meu ponto aqui é: será que a melhor história já feita em todos os tempos nos quadrinhos pode superar Batman Dark Knight? É complicado ponderar racionalmente depois de ver o Batman duas vezes e ainda estar sob o efeito daquela loucura toda, mas, até lá, não sei... Acho que não será surpresa se Watchmen estiver um degrau acima do filme do morcegão. Confiram o trailer:



24 de julho de 2008

NÃO!!! O BLOG NÃO FOI ABANDONADO!!!



Caros leitores e visitantes casuais,


O Fronteiras no Tempo não foi abandonado. Mas por que ele não está sendo constantemente atualizado? A resposta não é tão simples, mas também não é das mais complicadas.


Acontece que os autores desse blog, o Marcelo e eu, infelizmente, não são blogueiros profissionais e não ganhamos um centavo por ele. Mas não é por dinheiro que escrevemos aqui. É por diversão. Tá... até ai nada de novo.


Bem, as pessoas que nos conhecem pessoalmente ou tem um contato virtual mais intimo sabem que ambos têm compromissos acadêmicos, pois cursamos pós-graduação e esse mês de julho coincidiu com prazos importantes e improrrogáveis que precisamos cumprir, afinal são as nossas vidas profissionais que estão em jogo. Por isso o blog está um pouco à deriva esse mês de julho. Idéias não faltam para novas postagens, o que falta é tempo e, talvez, um pouco de paciência ou estado de espírito para produzir material novo. Passamos horas fio na frente do PC escrevendo e essa atividade exige um esforço mental e físico enormes.


Quem visita constantemente o blog sabe que os posts não são feitos de qualquer jeito ou apenas para manter o blog sempre atualizado, tanto é que quando postamos um vídeo ou coisa parecida ele sempre vem acompanhado de um texto que justifica sua presença, mesmo nos casos de vídeos bem conhecidos na rede ou de álbuns.


Num passado recente quando escrevia sozinho por aqui passei por alguns momentos turbulentos e decidi tirar férias do Fronteiras em prol da qualidade. O blog não é dos mais famosos da internet e sua média de visitas é modesta em relação aos blogs mainstreams da rede, mas ele é feito e mantido com carinho, empolgação e cuidado.


Peço em meu nome, e com a permissão do Beraba, paciência a quem gosta de ler, ver e ouvir as coisas por aqui, mas a vida é assim. Prometo que quando as coisas voltarem a normalidade, o que não deve tardar, o blog retomará sua rotina e quem sabe mudanças positivas possam surgir.


Por enquanto é isso, não nos abandonem!


FICO POR AQUI – “PRENDA MINHA VOCÊ ME FAZ BEM, MUITO AQUÉM DO QUE EU MEREÇO"

16 de julho de 2008

PACIENT J

Comemorando a volta do Beraba e o término de seu trabalho acadêmico e aproveitando a deixa decidi postar aqui o curta Paciente J, produzido pelo pessoal da Bat in the Sun. A direção é de Aaron Schoenke. O filme é estrelado por Paul Monar que faz o Coringa e por Kurt Carley como o psicólogo que entrevista o palhaço no Asilo Arkham.


A trama é interessantíssima, o cenário é o Asilo e as cenas giram todas em torno do dialogo entre Coringa e o psicólogo, no qual o palhaço relembra vários momentos de sua vida e sua relação com Batman. A produção é muito boa e a história faz referências a duas revistas Piada Mortal e Morte em Família, além de todo o universo mental perturbado do vilão mais cult dos quadrinhos. Algumas partes dela foram postadas no Fronteiras antes, além de vídeos como Grayson e outros com o Batman, que podem ser conferidos aqui

Dá para assistir em tela grande, perde um pouco a qualidade, mas é uma alternativa.


Aproveitem


PACIENT J



FICO POR AQUI – “O PONTO É: VOCÊ VIVERÁ PARA VER O AMANHÔ

Batman Dead End



Olá a todos! Voltei! Estava numa fase de reclusão, cumprindo meus deveres acadêmicos, mas agora está tudo resolvido. Para comemorar e também amenizar a expectativa que estamos vivendo pela chegada do Dark Knight, na sexta próxima, vou postar um vídeo curta metragem especial: Batman Dead End. Por muito tempo, pelo menos até a chegada do Batman Begins, esta foi considerada a melhor performance cinematográfica do morcegão. E o final é surpreendente! Espero que gostem! Até logo!




14 de julho de 2008

GATES VC JOBS

APPLE VC MICROSOFT

Um divertido jogo no qual você luta com sabres de luz para dominar o império dos PCs e dos sistemas operacionais. O jogo é bem simples, primeiro escolha seu jedi, Bill Gates ou Steve Jobs. Para lutar você usa as setas para direita e para a esquerda para se mover e faz movimentos com o mouse para aplicar seus golpes no adversário. Os diálogos são hilários. Vale os 2 minutinhos.





Dos mesmos produtores vocês podem curtir essa hilária animação "Rambo contra o Terror"






FICO POR AQUI – “POR FAVOR!!! NA CARA NÃO!!!!”

11 de julho de 2008

NÓS CRESCEMOS ASSISTINDO ISSO... E ADORÁVAMOS!!! PARTE 3

Pois bem, essa é a Terceira e última parte do post nostálgico sobre o que as pessoas que estão entre 25 e 30 anos, geralmente, assistiam quando ainda usavam calças curtas, os programas infantis.


Sérgio Malandro, Xuxa, Mara Maravilha representam um gênero de programa, o de auditório infantil. A maior parte de nós torcia durante as brincadeiras ou para os meninos ou para as meninas. Passávamos as manhãs ou tardes grudados na frente da telinha esperando o programa começar e, sobretudo, os desenhos animados (vários colocados na parte 1 e 2 desse post).


Mas havia também os programas mais inteligentes como Glub Glub e Ratimbum, ambos transmitidos na rede de TV educativa (no Estado de São Paulo passava na TV Cultura, que também era responsável pela produção). O primeiro era apresentado por dois peixinhos numa primeira fase e na segunda juntou-se a eles uma simpática caranguejinha. Os desenhos que passavam como “A rua dos pombos” e “Jumbinho” são inesquecíveis. Já Ratimbum era uma produção 100% nacional e tinha quadros como “Senta que La vem história”, “Profº Tiburcio” a menina que tinha a boneca chamada “Careca”, entre tantos outros que enchiam a vida de magia e alegria.


Aí estão as aberturas desses programas e alguns dos seus quadros como a “Porta dos Desesperados”

Aproveitem...



Programa Sérgio Mallandro - abertura


Porta dos Desesperados I – Serginho Mallandro




Porta dos Desesperados II – Serginho Mallandro




Mara Maravilha iniciando o programa


Abertura do Xou da Xuxa em 1987


glub glub


Ratimbum



Alguns episódios curtos

Formiga Atômica (A formiga mais rápida do oeste)


Super Mouse (Os Gatos Canibais)

4 de julho de 2008

NÓS CRESCEMOS ASSISTINDO ISSO... E ADORÁVAMOS!!! PARTE 2



Dando continuidade a nostalgia que tomou conta desse blogueiro que vos escreve, postei mais alguns vídeos de desenhos animados dos anos 80 e de um que marcou época no Brasil no início dos anos 90, os Cavaleiros do Zodíaco.



Pois bem, hoje têm coisas como as Tartarugas Mutantes Adolescentes Ninjas, a abertura original de Caverna do Dragão legendada, Super Amigos e uma compilação de várias aberturas que inclui Homem-aranha e seus amigos, Capitão Marvel, Ewoks, entre tantos outros.



Além disso, tem dois pequenos episódios, um de Space Ghost e outro dos Herculóides. Essa postagem na semana que vem terá uma parte 3, pois são tantas as possibilidades de postagem que se fosse por tudo num só ficaria gigante.



Espero que se divirtam e aproveitem para matar as saudades. Mas atenção, você terá que ver essas aberturas de mãos dadas com sua memória afetiva, por que esses desenhos vistos de uma perspectiva de 20 anos ou mais parecem bem tosquinos.



Tartarugas Ninjas

Abertura portuguesa do novo desenho das tartarugas mutantes

http://br.youtube.com/watch?v=xUxYT78nEj0

Todas Aberturas de Cavaleiros do Zodíaco (BRASIL – inclui a da saga de Hades)

A 2ª abertura da saga de Hades com música de “verdade” (é fake, mas ficou legal) http://br.youtube.com/watch?v=nAHn5c6uURU&feature=related

Nossa Turma (The get along gang – gangue do barulho na versão brasileira da mundo mágico)

Caverna do Dragão - Abertura Original (legendada)

Super Amigos

Vários Desenhos dos Anos 80

Uma compilação bem interessante com “homem aranha e seus amigos”, “pequeno príncipe”, “Capitão Marvel”, “Ewoks” e outros, com alguns bizarros

Space Ghost

Herculóides - Os Zorbots

FICO POR AQUI – “AGUARDE A PARTE III”

3 de julho de 2008

Sábado, sacos de dormir & Superamigos

Nostalgia! Alex Ross, Mark Waid e Paul Dini, entre outros grandes da DC comics, relembram a série animada "Superamigos". Excelente!
Parte 1
Parte 2

V'GER NA FRONTEIRA DO SISTEMA SOLAR

Sistema Solar é amassado
03/07/2008

Agência FAPESP – O Sistema Solar não é arredondado como se achava. Ele tem uma forma assimétrica, pois é amassado pelo campo magnético interestelar. A comprovação vem de um estudo feito a partir de dados enviados pela sonda Voyager 2, que está na fronteira final do Sistema Solar.

A Voyager 2 foi lançada em 20 de agosto de 1977, seguida alguns dias depois por sua nave irmã, a Voyager 1. Percorrendo mais de 1,6 milhão de quilômetros por dia, ambas estão em uma região turbulenta que começa a cerca de 14 bilhões de quilômetros do Sol e na qual o vento solar é reduzido ao encontrar o meio interestelar, o fino gás que preenche o espaço entre as estrelas.

Entretanto, a Voyager 2 tomou um rumo diferente ao cruzar, em agosto do ano passado, a fronteira da região conhecida como heliosheath, região da heliosfera que fica entre a heliopausa e o choque de terminação do vento solar.

Em artigo publicado na edição de 3 de julho da revista Nature, ao lado de outros quatro sobre resultados de observações recentes a respeito dos limites do Sistema Solar, Linghua Wang, da Universidade da Califórnia em Berkeley, nos Estados Unidos, e colegas confirmam o formato “amassado”, ou seja, que a bolha formada no espaço interestelar pelo vento solar não é redonda.

O motivo é que a bolha é empurrada de volta em direção ao Sol pelo campo magnético interestelar, o que faz com que se deforme. A sonda cruzou a heliosheath em um ponto mais próximo do Sol do que seria esperado se a bolha fosse arredondada, indicando um “dente” irregular no local.

O vento solar, formado por partículas carregadas eletricamente, é soprado pelo Sol em todas as direções, formando uma bolha que se estende pelo espaço além da órbita de Plutão. Essa bolha é a heliosfera, e teve sua camada externa explorada pela primeira vez em 2004, com a Voyager 1, quando então a nave encontrou a onda de choque que envolve o Sistema Solar.

Embora a Voyager 1 tenha cruzado antes a zona de choque de terminação, seu instrumento de ciência de plasma, capaz de medir diretamente a velocidade, densidade e temperatura do vento solar, não estava mais funcionando.

O instrumento similar a bordo da sua nave irmã está operando perfeitamente, o que permitiu os novos estudos. Outra diferença é que a Voyager 1 cruzou essa fronteira uma vez, quando dados não foram enviados, enquanto a outra o fez por diversas vezes.

(Anéis de Saturno - foto da Voyager 2) O resultado das medições feitas pela Voyager 2 também apontam uma onda de choque incomum. Em uma onda normal, o material que se move rapidamente diminui a velocidade e forma uma região densa, mais quente, à medida que encontra um obstáculo.

Entretanto, a sonda encontrou uma temperatura além da zona de terminação cinco vezes inferior à esperada. Segundo os cientistas, isso indica que a energia está sendo transferida para partículas de raios cósmicos que se aceleram a altas velocidades com o choque.



Companhia após décadas

Por muitos anos as duas Voyager serão a única fonte de observação local da fronteira final do Sistema Solar, mas a Nasa, agência espacial norte-americana, pretende lançar ainda este ano uma missão com o objetivo específico de estudar a região. O Explorador da Fronteira Interestelar (Ibex) usará átomos energéticos neutros para produzir mapas da interação da heliosfera com o espaço interestelar.

As Voyager estão longe demais do Sol para poder usar energia solar. Elas empregam geradores termelétricos radioisotópicos para garantir o funcionamento de seus instrumentos que, em cada uma, tem consumo menor de 300 watts. A Nasa estima que a energia interna seja suficiente para que as sondas continuem operando até por volta de 2020.

As duas se comunicam com os cientistas da Nasa por meio da rede Deep Space, um sistema de antenas instalado em diversos países. Elas estão tão distantes que comandos enviados da Terra precisam de 12 horas para chegar à Voyager 1 e 14 horas para serem recebidos pela outra nave.

As espaçonaves carregam mensagens, para o caso de serem encontradas por alguma outra forma de vida. Um disco de cobre e ouro de 12 polegadas contém dados selecionados para mostrar a diversidade da vida, da sociedade e da cultura da Terra.

O conteúdo do disco foi selecionado por um comitê então liderado pelo astrônomo e escritor Carl Sagan (1934-1996). Estão gravadas 117 imagens e diversos sons obtidos na natureza, além de seleções musicais de diferentes culturas e períodos e saudações em 54 línguas.

O artigo Domination of heliosheath pressure by shock accelerated pickup ions from observations of neutral atoms, de Linghua Wang e colegas, e os demais a respeito dos dados enviados pela Voyager 2 podem ser lido por assinantes da Nature em www.nature.com.

Mais informações sobre a missão Voyager: http://voyager.jpl.nasa.gov



1 de julho de 2008

Critica: "O que Seu Cocô Está Dizendo a Você"



Leiam o que pensa Ludmilla Balduino sobre a obra "O que Seu Cocô Está Dizendo a Você". Para ela trata-se do "livro que vai mudar a maneira de você olhar para baixo antes de dar a descarga".


Uma crítica pra cagar de rir.



Clique aqui e cuidado! :-D


Fonte: UOL Tablóide

ISSO É QUE É VONTADE DE SER DO 3º MUNDO

Empresa espanhola oferece seqüestro simulado

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A espanhola Montse Berguedá durante a simulação do seu seqüestro. Cortesia: Simuladores

Montse Berguedá ficou seis horas "mantida" em cativeiro



Uma empresa em Barcelona oferece um serviço de seqüestro simulado para quem busca experiências radicais.

O projeto Simuladores foi criado há dois anos por uma companhia de teatro local, que começou anunciando o serviço na internet e em jornais.

Os interessados no seqüestro, realizado por atores, precisam assinar um termo de responsabilidade e pagar 400 euros (R$ 1 mil) pelo serviço.

Depois do pagamento, a empresa tem um mês para atuar. Os falsos seqüestradores vigiam a falsa vítima, controlam seus passos, realizam o seqüestro e mantém a vítima como refém em um cativeiro pelo tempo que ela agüentar.

Em dois anos no mercado, 12 pessoas já pagaram os atores para viver a ameaçadora aventura. Mas com final feliz garantido.

Contrato

O primeiro passo para os aventureiros é assinar um contrato onde o futuro seqüestrado reconhece que aceita passar pela experiência com o maior realismo possível e que está consciente dos sustos que pode levar. Além disso, o cliente tem que se comprometer a não denunciar a empresa.

O contrato estipula ainda que apenas a "falsa vítima" irá passar pelos sustos e que a experiência não irá envolver parentes, companheiros de trabalho, ou amigos para pedidos de resgate.

Além da encenação, o preço do serviço inclui ainda uma gravação de todo o seqüestro para que o cliente tenha uma recordação da experiência.

"Pensávamos que isso poderia ajudar as pessoas a experimentar sensações fortes. Até seria uma espécie de terapia", disse à BBC Brasil um dos três sócios dos Simuladores, Manel Fontmillá.

Simulação

A proposta deu certo e atraiu aventureiros como a espanhola Montse Berguedá, que já pagou para ser seqüestrada.

"O que eu queria era fazer algo diferente e intenso. Queria experimentar, acima de tudo por curiosidade. Acho que a vida deve ser vivida com muita intensidade e vale a pena experimentar muitas situações", disse ela à BBC Brasil.

A aventura de Montse aconteceu 20 dias depois de ela ter assinado o contrato.

"Um dia chamaram pelo interfone para entregar um pacote. Quando abri a porta de casa, invadiram a sala e me pegaram. Na hora levei o susto, mas lembrei o que era. Até ali foi divertido porque senti a adrenalina. Eles atuaram como se fosse de verdade mesmo".

A falsa refém foi levada para um cativeiro na periferia de Barcelona, onde ficou presa durante mais de seis horas. Amarrada numa cadeira, com as mãos atadas e o rosto coberto, ela ouvia que não sairia viva dali.

"Foi a hora em que passei medo. Quando ia notando que o tempo passava e aquilo não acabava e eles dizendo que iam me matar... Ali senti medo de verdade e pedi para parar", ela contou à BBC Brasil.

Sã e salva no final, ela disse que não repetiria a experiência, mas que também não se arrepende.

"Para quem gosta de altos níveis de adrenalina, de riscos, vale a pena", recomendou.

Crítica

Para os policiais espanhóis, a moda do seqüestro por encomenda é uma brincadeira de mau gosto.

Um porta-voz do Sindicato Espanhol da Polícia Judicial disse que a idéia é "ridícula".

"Sinceramente acho que é uma frivolidade irresponsável perante um assunto tão sério. Se as pessoas que contratam um serviço desses passassem por um seqüestro de verdade, perderiam a vontade de fazer essas besteiras", disse à BBC Brasil.

A Associação Espanhola de Escoltas também criticou a proposta da empresa catalã.

"É tão absurda que custa acreditar que seja certa", afirmou o porta-voz Ignacio Bermejo.

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Vi essa notícia aqui

FICO POR AQUI - "ISSO QUE É SER EXCÊNTRICA"

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